"Olha que bem. Um filme sobre um monarca britânico que era gago. E sobre como aprendeu a controlar este defeito. Que interessante! Era só o que faltava! Meu rico dinheirinho e meu rico tempo! Tenho outros filmes para ver!" MAs a verdade é que acabei por ir ver, depois de bastantes recomendações. E, qual não é o meu espanto quando dou comigo a realmente apreciar o filme! Óscar de Melhor Filme talvez seja um exagero. Não me parece que seja um filme assim tão fantástico, mas vá, pronto.
Desde os cinco anos que Bertie (Colin Firth), Duque de York e segundo filho do rei Jorge V de Inglaterra (Michael Gambon), sofre de gaguez, algo que sempre abalou a sua auto-estima. Depois do embaraçoso discurso de encerramento da Exposição do Império Britânico em Wembley, a 31 de Outubro de 1925, Bertie, pressionado por Isabel (Helena Bonham Carter), futura rainha-mãe e sua esposa, começa a consultar Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta da fala pouco convencional. Em Janeiro de 1936, o rei Jorge V morre e é o seu irmão Eduardo quem ascende ao trono até, menos de um ano depois, abdicar por amor a uma americana divorciada em favor de Bertie. Hesitante perante o peso da responsabilidade e obcecado em ser monarca digno do reino, o novo rei apoia-se em Logue, que se empenha em ajudá-lo a superar a gaguez.
O filme é, basicamente, repartido entre Firth e Rush e de forma excelente.
O entre linhas mais não é do que a eterna luta humana de superação de obstáculos, de perseverança e desafio perante as dificuldades que a vida coloca à frente de cada um. E, nesse sentido, chega a ser inspirador.
De resto, o cuidado e o humor já tão típicos de filmes de époce britânicos. Vale a pena sim senhor. Surpreendentemente.
quarta-feira, março 09, 2011
O Discurso do Rei
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