Bom, to cut a long story short, lá chegámos eventualmente com Therion a bombar nas colunas. Dá sempre jeito nestas andanças ter um local para nos guiar. Se a ajuda da Miki no Pinhal Novo foi providencial, menos não esperava do FC no Seixal, visto que ele estava a jogar em casa. E assim foi. Mesmo tendo sido uma surpresa para o jovem a quantidade de trânsito, carros, pessoas e falta generalizada de estacionamento (os Xutos são assim dude!), lá conseguiu engendrar uma série de planos que jogaram a nosso favor.
Começou logo pelo lugar para estacionar. Tive de confiar plenamente nas indicações, mesmo na altura em que me parecia que estávamos a afastarmo-nos do local. E em boa hora confiei. Eis que surge um belo local para deixar o Porsche, a uns meros 5 minutos a pé da entrada. Minha alma ficou parva. Ehehehe. Entretanto os Xutos já tinham começado, claro. Perdemos os primeiros 10 minutos se tanto. Entrámos no recinto e fomos logo brindados com o "Esquadrão da Morte", logo seguido do "1.º de Agosto"....que mais se podia querer???
Talvez um lugar mais próximo do palco não? Foi o remar, remar então. Não a canção, que veio mais tarde, mas nós, a remar contra aquela gente toda até chegarmos mais perto. Eu já me dava por satisfeito, mas o local man ainda tinha mais uma cartada na manga: para avançar nem sempre é produtivo "ir em frente", curiosamente. Uma grande verdade, que se pode aplicar a várias alturas da vida. Fomos para o lado então, em direcção ao rio e diabos me levem se eu alguma vez suspeitava que, com quase 35 anos, me veria uma noite, no Seixal, a saltar dum muro com a minha altura ou mais, para a "praia" do Seixal. Não fazia bem ideia para onde estava a saltar, mas, sei lá como, consegui evitar cair em cima das pedras que me esperavam lá embaixo. Ainda bem, para coxo já chegava o Kalu. E pela praia avançámos então, qual desembarque Aliado na Normandia. Avançámos até ficarmos atrás das linhas inimigas...ops, lá me entusiasmei com esta treta....até, dizia, ficarmos atrás do palco. Depois foi uma questão de andar para trás para encontrar um bom ângulo de visão e córtir. Ah sim, também tivémos de nos desviar do gang juvenilo-carteirista que por lá passeava, não tão ociosamente como isso.
Começou logo pelo lugar para estacionar. Tive de confiar plenamente nas indicações, mesmo na altura em que me parecia que estávamos a afastarmo-nos do local. E em boa hora confiei. Eis que surge um belo local para deixar o Porsche, a uns meros 5 minutos a pé da entrada. Minha alma ficou parva. Ehehehe. Entretanto os Xutos já tinham começado, claro. Perdemos os primeiros 10 minutos se tanto. Entrámos no recinto e fomos logo brindados com o "Esquadrão da Morte", logo seguido do "1.º de Agosto"....que mais se podia querer???
Talvez um lugar mais próximo do palco não? Foi o remar, remar então. Não a canção, que veio mais tarde, mas nós, a remar contra aquela gente toda até chegarmos mais perto. Eu já me dava por satisfeito, mas o local man ainda tinha mais uma cartada na manga: para avançar nem sempre é produtivo "ir em frente", curiosamente. Uma grande verdade, que se pode aplicar a várias alturas da vida. Fomos para o lado então, em direcção ao rio e diabos me levem se eu alguma vez suspeitava que, com quase 35 anos, me veria uma noite, no Seixal, a saltar dum muro com a minha altura ou mais, para a "praia" do Seixal. Não fazia bem ideia para onde estava a saltar, mas, sei lá como, consegui evitar cair em cima das pedras que me esperavam lá embaixo. Ainda bem, para coxo já chegava o Kalu. E pela praia avançámos então, qual desembarque Aliado na Normandia. Avançámos até ficarmos atrás das linhas inimigas...ops, lá me entusiasmei com esta treta....até, dizia, ficarmos atrás do palco. Depois foi uma questão de andar para trás para encontrar um bom ângulo de visão e córtir. Ah sim, também tivémos de nos desviar do gang juvenilo-carteirista que por lá passeava, não tão ociosamente como isso.
Belo concerto sim senhor. Foi a maior setlist salvo erro. Pelo menos foi o maior concerto que eles deram. Nas palavras de um alegre e, obviamente já bem bebido, Tim: "Ultrapassámos a marca das duas horas pessoal!" No fim foram praticamente duas horas e meia de Xutos, num concerto cheio de energia e boa disposição. Obviamente estavam a divertir-se tanto ou mais que nós. Especialmente o Tim. Mesmo o Cabeleira esboçava uma série inusitada de sorrisos. Ainda assim, era o mais sério, a julgar pela apresentação que o Tim lhe dispensou: "João Cabeleira na guitarra, Xutos na desbunda!"
À série de clássicos, irrepreensível e inatacável, juntaram as novas canções, das quais apenas uma ou duas me impressionaram a valer. Em geral achei que quebravam um pouco o ritmo. Que eram um pouco moles, vá lá. Não que fossem ou sejam más, apenas não tão fortes como as outras. Ainda assim, a famosa canção do Sr. Engenheiro, a "Sem Eira nem Beira" acabou por ser uma festa. Não é nada de especial a cançoneta. Diria quase que é muito fraquinha e constrangedora. Algo óbvia. Mas ao vivo, com o Kalu a sair da bateria agarrado a uma muleta e a cantar com a voz que tem (e não aquela versão "arranjada" do disco) acabou por ser divertida. Mais ainda quando no fim é o Kalu que grita: "Vá! Palmas pró coxo!" LOL
À série de clássicos, irrepreensível e inatacável, juntaram as novas canções, das quais apenas uma ou duas me impressionaram a valer. Em geral achei que quebravam um pouco o ritmo. Que eram um pouco moles, vá lá. Não que fossem ou sejam más, apenas não tão fortes como as outras. Ainda assim, a famosa canção do Sr. Engenheiro, a "Sem Eira nem Beira" acabou por ser uma festa. Não é nada de especial a cançoneta. Diria quase que é muito fraquinha e constrangedora. Algo óbvia. Mas ao vivo, com o Kalu a sair da bateria agarrado a uma muleta e a cantar com a voz que tem (e não aquela versão "arranjada" do disco) acabou por ser divertida. Mais ainda quando no fim é o Kalu que grita: "Vá! Palmas pró coxo!" LOL
Eram quase 3 da matina quando os rapazes deram a noite por encerrrada, e após dois encores. Acredito que teriam tocado mais, se pudessem. Estavam com a chamada "pica toda".
No meio disto tudo cheg+amos à conclusão que nas últimas longas horas só tínhamos deglutido um doce de coco, a poncha, alguns amendoins e umas quantas cervejas, pelo que toca de ir para a fila do proverbial pão com chouriço, esse salva vidas felizmente disperso por este país fora.
E foi aqui que a fézada acabou. Estávamos quase lá. Quase! Mas o quase foiu o suficiente para o raio da fiscalização camarária mandar toda a gente parar de vender e fechar a loja. A licença meus senhores! A licença de funcionamento. Provavelmente era só até às duas da manhã. Não previram um concerto de Xutos tão longo. Azar. Nada de comida. Bebemos mais uma para (não) variar!
De resto nada de especial....arrastar a carcaça moída para o carro, deixar o local boy na sua local home e pôr-me a caminho de casa. Não sem antes ficar um bom quarto de hora parado na Ponte 25 de Abril devido a um acidente aparatoso, mas já resolvido. O problema é sempre o mesmo: o português é mirone. Passa por um acidente e tem de averiguar, ver, espiolhar, medir e investigar tudo. Devem ter alma de agente de seguros ou coisa que o valha. Atrasam tudo só porque querem VER. Diabo, não preferem ir para casa??? Eu prefiro. E quando cheguei foi o paraíso na Terra. Finalmente pude deitar a cabeça que me doía desde manhã. Merda das alergias.
(continua sim...porque não?)
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2 comentários:
A isto eu chamo uma maratona revolucionária, sempre a andar bro!
always on the move realmente!!!
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