Rokia Traoré in Wikipedia
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Entre a sucessão de milagres que é a produção musical do Mali, este é um dos mais extraordinários. Com mais de Joni Mitchell do que de Oumou Sangaré, Rokia Traoré é, no talento e na sua própria figura (cabelo curto, guitarra a tiracolo), uma cantautora que derruba todos os estereótipos da “diva africana”. Filha de um diplomata, teve oportunidade de viajar e isso sente-se. Conhece os "griots", mas também o jazz, a música clássica, o rock, os blues, a música indiana. Tudo isso está nas suas canções, pérolas de depuração acústica, em que a delicadeza não se confunde com fragilidade. Desde o seu primeiro disco, “Mouneïssa” (1998), que é amada por público e crítica. "Wanita" (2000) foi premiado pela BBC e eleito álbum do ano pela fRoots. O quase perfeito “Bowmboï” (2003), que contou com a colaboração dos Kronos Quartet, foi novamente premiado pela BBC. “Tchamanché” (2008) entra sem complexos nos blues e no rock (toca a guitarra Gretsch amada pelas bandas de rockabilly) e mostra como nunca que Rokia é, já hoje, uma das mais originais cantautoras da música mundial.
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Entre a sucessão de milagres que é a produção musical do Mali, este é um dos mais extraordinários. Com mais de Joni Mitchell do que de Oumou Sangaré, Rokia Traoré é, no talento e na sua própria figura (cabelo curto, guitarra a tiracolo), uma cantautora que derruba todos os estereótipos da “diva africana”. Filha de um diplomata, teve oportunidade de viajar e isso sente-se. Conhece os "griots", mas também o jazz, a música clássica, o rock, os blues, a música indiana. Tudo isso está nas suas canções, pérolas de depuração acústica, em que a delicadeza não se confunde com fragilidade. Desde o seu primeiro disco, “Mouneïssa” (1998), que é amada por público e crítica. "Wanita" (2000) foi premiado pela BBC e eleito álbum do ano pela fRoots. O quase perfeito “Bowmboï” (2003), que contou com a colaboração dos Kronos Quartet, foi novamente premiado pela BBC. “Tchamanché” (2008) entra sem complexos nos blues e no rock (toca a guitarra Gretsch amada pelas bandas de rockabilly) e mostra como nunca que Rokia é, já hoje, uma das mais originais cantautoras da música mundial.
Jornal de Notícias
Rokia é mesmo o nome da mulher afinal. Mas mesmo assim mantenho a aproximação à intensidade de um concerto rock, aqui e ali pontuado por alguns momentos mais acústicos e intimistas, uns e outros bastante intensos. Foi, de facto, o momento alto da noite, como diz ali no JN.
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