terça-feira, junho 05, 2007

Surprise, surprise!



Eis duas boas surpresas de que não estava mesmo à espera. Os novos discos dos Paradise Lost "In Requiem" e dos Scorpions "Humanity-Hour 1" são realmente muito bons. É uma surpresa porque estas duas bandas por muito fantásticas que tenham sido no passado, já estavam hoje colocadas no saco do "não dou um tostão furado por estes gajos!" E não dava de facto. Uns, os escorpiões, porque já há muitos anos que me pareciam ter ficado atolados no pântano lodoso da falta de inspiração e lamechice pegada; os outros, os paraíso perdido, porque pareciam mesmo perdidos nos últimos anos. Não que a música fosse de qualidade questionável, não que o estilo e ambiências não fossem similares, mas apenas porque a música era simplesmente aborrecida. A viragem para o lado electrónico deixou-os num limbo, aparentemente incapazes de agradar a novos fãs que os viam como uma banda de heavy metal e impossibilitados de manter os velhos fãs, pois tinha sido uma mudança demasiado radical.

Mas agora em 2007 A.D. isto mudou. O concerto tipo "family reunion" em Wacken no ano passado deve ter funcionado como um grande "wake up call", e os velhote escorpião (já anda aí desde os anos 70) arranjou força para dar ainda uma ferroada. A última ou não, logo se verá. A verdade é que a voz do Klaus Meine continua surpreendentemente em forma, e os rapazitos conseguiram compôr um álbum bem na linha mais hard rock do grupo. É algo de novo ou revolucionário? Não! Longe disso, mas que sabe bem, lá isso sabe!

Quanto aos outros meninos, depois da trilogia fundamental dos anos 90 "Shades Of God" - "Icon" - "Draconian Times", que tantas bandas influenciou, acharam por bem mudar um pouco o seu som. Nunca percebi bem porquê porque a meu ver o "Draconian Times" de 1995 é o culminar de uma evolução musical que os pôs a fazer um estilo musical como mais nenhuma banda fazia na altura. É por isso estranho que tenham depois virado no "One Second" para uma veia mais mainstream e menos original. No entanto ainda é um óptimo disco. O pior veio depois. De 1999 até 2005 lançaram uma série de álbuns que, se não podiam ser encarados como maus, ou de má qualidade, a verdade é que eram algo aborrecidos. Dava vontade de lhes dizer que os Depeche Mode já andavam a fazer isso há algum tempo. Se é verdade que liricamente continuavam os mesmos, a quantidade de efeitos sonoros/electrónicos (guitarras? Onde?) afogava-nos a paciência num mar de tédio.

Mudaram um pouco no anterior álbum, homónimo, mas nada faria supôr o 'regresso à velha forma' deste "In Requiem". Mas este regresso não é um simples voltar atrás e reutilizar ou reciclar fórmulas antigas. É sim, e aqui reside o melhor do álbum, um aproveitamento e condensação de tudo o que de bom se pode encontrar na carreira deles desde 1990. Há um pouco de tudo: mais guitarras, solos, melodia, agressividade e momentos mais melancólicos pontuados aqui e ali com um ou outro efeito mais 'modernaço'. Por isso, vale bem a pena ouvir.

3 comentários:

Anónimo disse...

o de Scorpions é exelente! grandes malhas! n me canso de ouvir o album! \m/


já os paraíso perdido... not my cup of tea...

abraços

Anónimo disse...

Definitivamente 2 boas surpresas.Paradise Lost no bom caminho.Scorpions reencontraram o som que os caracterizou.

Abraço.

cabriti here

Dreamaster disse...

Qto a Scorpions tenho estado a gostar mas a marca das guitarras ou melhor, a sua sonoridade não está muito lá. Senão ouvir a voz do Klein, não diria q era Scorpions. Tem pesso sim senhor mas falta-lhe ali alguma coisa.
No entanto um regresso mais que bem vindo.

Abraços
D.