Um pedido de desculpa original.
sexta-feira, agosto 31, 2007
Sorry!
Abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000. Midnight Oil na abertura. Primeira e única manifestação política (ou politicamente incorrecta?) nesta cerimónia.
Um pedido de desculpa original.
terça-feira, agosto 28, 2007
Death Proof
Bem, genial ou meramente um chico-esperto, a verdade é que o Quentin Tarantino continua na sua senda geek de homenagem ao passado obscuro (e americano) do cinema. Há que lhe dar o devido crédito. O homem construiu uma carreira de culto, e com sucesso, à custa de estilos demodé: desde o corriqueiro filme de gangsters no Reservoir Dogs (um filme sobre um assalto a um banco onde a única coisa que não se vê É o assalto em si), passando pelos 'pulp fiction' (yap, esse mesmo), pelos blaxploitation dos anos 70 em Jackie Brown e pelos filmes de artes marciais de Hong Kong no Kill Bill.Desta vez achou por bem prestar homenagem à indústria "grindhouse" americana, uma espécie de circuito underground de produção de filmes de terror e afins de série B, que depois eram apresentados em double feature em salas ranhosas por todo o país. Estavam em constante circulação de sala para sala, acabando por ficar em péssimas condições de apresentação.
Assim, em conjunto com o compincha Robert Rodriguez, outro fã declarado do género, criaram o conceito "Grindhouse": dois filmes, trailers (falsos) entre ambos e defeitos propositadamente criados para dar a ideia de má qualidade e muito uso (tipo aquela série que o Toupas me recomendou há meses chamada "Garth Marenghi's Dark Place", aqui com as séries de TV dos anos 80 a serem genialmente emuladas). Aliás penso mesmo que o grosso dos efeitos especiais deve ter sido utilizado para dar o aspecto horrível e pouco sofisticado ao filme.
Tudo isto é muito giro e tal, mas os europeus, provavelmente, não têm muito a ver com este
conceito double feature. Simplemente não acontece por cá. Por isso os dois filmes foram autonomizados (os resultados pouco famosos nas bilheteiras americanas também devem ter pesado na opção). "Death Proof" já cá mora, resta esperar pelo "Planet Terror".
conceito double feature. Simplemente não acontece por cá. Por isso os dois filmes foram autonomizados (os resultados pouco famosos nas bilheteiras americanas também devem ter pesado na opção). "Death Proof" já cá mora, resta esperar pelo "Planet Terror".Pontos positivos: temos mais filme, quer de um, quer de outro. A versão original dupla mostra menos de cada um dos filmes do que aquela que nós vemos. Desvirtua o conceito original sim, mas temos mais de cada um. Aliás li algures que o "Planet Terror" é de tal maneira alucinante que o público chegava ao "Death Proof" já extenuado.
Pontos negativos: mais filme significa mais diálogo, e se o Tarantino é um mestre declarado em dar um look cool às conversas mais banais dos seus personagens (vide diálogo sobre a foot massage no "Pulp Fiction", sobre a Madonna no "Reservoir Dogs", etc etc), a verdade é que no "Death Proof", a dado momento pode ser um pouco cansativa tanta "girl talk". Mas é apenas uma ligeira nuance rapidamente compensada pela presença de um dos mais subvalorizados actores de Hollywood, Kurt Russell, o actor fétiche de James Carpenter (que será feito dele a propósito?).
Para além disso, do Kurt Russell e dessa enorme "girl talk", em duas doses, (propositadamente?) similares, temos: carros, perseguições e violência. Parece pouco e básico, mas a verdade é que funciona. É um filme com um alto factor de entretenimento e adrenalina. Bolas, é um filme à Tarantino, cool e estilizado, ainda mais depurado e "simplificado" que o anterior "Kill Bill". A história resume-se em meia dúzia de palavras, mas isso, curiosamente, não é um mau aspecto.
O outro ponto negativo de terem separado os dois filmes é o de não termos oportunidade de ver os trailers falsos realizados para completar a experiência. Mas enquanto se espera pelo DVD, valha-nos Santo Youtube!
"Machete" - Robert Rodriguez:
"Werewolf Women From The SS" - Rob Zombie:
"Thanksgiving" - Eli Roth
"Don't" - Edgar Wright e Simon Pegg
"Hobo With A Shotgun" - Jason Eisener, John Davies e Rob Cotterill.
"Machete" - Robert Rodriguez:
"Werewolf Women From The SS" - Rob Zombie:
"Thanksgiving" - Eli Roth
"Don't" - Edgar Wright e Simon Pegg
"Hobo With A Shotgun" - Jason Eisener, John Davies e Rob Cotterill.
Achtung. Sangue e tripas elevados ao seu máximo expoente!
segunda-feira, agosto 27, 2007
The Thrills
Nothing Changes Around Here
sábado, agosto 25, 2007
Está a caminho!
Um dos melhores, senão O melhor concerto que vi no Fields of Rock em Junho passado. Uma classe imbatível!
Heaven And Hell Live at Radio City Music Hall DVD/2CD
Heaven And Hell Live at Radio City Music Hall DVD/2CD
Obrigado Nuno!
EDIT: AFINAL JÁ NÃO VEM....
Edit 2: bom...parece que vem.....isto é tudo muito confuso. lol
sexta-feira, agosto 24, 2007
Dr. Jones, i presume?
Ora bem, se os Rockys e Rambos estão de volta passados tantos anos (Meu Deus, como o Stallone está inchado!), porque não o Indiana Jones? Está com bom aspecto diga-se de passagem. E se conseguiram voltar a pôr de forma bastante credível o Bruce Willis na pele do die hard John McClane, porque não, mais uma vez o Indy? E sim, SIM, já se sabe que, por mais que façam agora, por bom que seja o filme, nunca vai ser melhor que a trilogia oficial, blá blá blá. Quanto mais cedo tirarmos este obstáculo psicológico da frente, melhor apreciaremos o filme. Epá, tem o Indiana Jones, how bad can it be?
quinta-feira, agosto 23, 2007
#87.888
For every dream that got away
We found our ordinary way
For every blue sky turning grey
We found imaginary ways
I look at you and where we are
We're human after all
Norum/Tempest
We found our ordinary way
For every blue sky turning grey
We found imaginary ways
I look at you and where we are
We're human after all
Norum/Tempest
segunda-feira, agosto 20, 2007
Ora com licença....
...enquanto eu volto a pôr o meu delicado tornozelo nesta geringonça depois de 3 semanas de "precária". Ai ai.
quinta-feira, agosto 16, 2007
Just a few...
...enquanto espero pelas fotografias a sério! E ainda há quem diga que o centro de Portugal é uma pasmaceira....
quinta-feira, agosto 09, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
41º C
CALOR!
Para quê tanto calor? Não suporto isto. O que é o mesmo que dizer que é insuportável!!!! Dá cabo de mim. Deita-me abaixo. É um suplício. Mal se pode respirar. Tira-me o fôlego, o ânimo, tudo e para tudo. Para quê? Qual a utilidade? Já chega por favor....reduzam o lume se faz favor. E quem disser que assim é q é bom....para o Inferno com ele, que no Purgatório já está.
Para quê tanto calor? Não suporto isto. O que é o mesmo que dizer que é insuportável!!!! Dá cabo de mim. Deita-me abaixo. É um suplício. Mal se pode respirar. Tira-me o fôlego, o ânimo, tudo e para tudo. Para quê? Qual a utilidade? Já chega por favor....reduzam o lume se faz favor. E quem disser que assim é q é bom....para o Inferno com ele, que no Purgatório já está.
Street Spirit (Fade Out)
Rows of houses, all bearing down on me
I can feel their blue hands touching me
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out.
This machine will, will not communicate
These thoughts and the strain I am under
Be a world child, form a circle
Before we all, go under
fade out again, fade out again
Cracked eggs, dead birds
Scream as they fight for life
I can feel death, can see its beady eyes
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out again
Immerse your soul in love
Immerse your soul in love
I can feel their blue hands touching me
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out.
This machine will, will not communicate
These thoughts and the strain I am under
Be a world child, form a circle
Before we all, go under
fade out again, fade out again
Cracked eggs, dead birds
Scream as they fight for life
I can feel death, can see its beady eyes
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
Fade out again, Fade out again
Immerse your soul in love
Immerse your soul in love
sexta-feira, julho 27, 2007
quinta-feira, julho 26, 2007
Variando
Selfish Jean by Travis Interpreted by Demetri Martin
terça-feira, julho 24, 2007
A little bit of Wilson's magic
I Just Wasn't Made For These Times
I keep looking for a place to fit
Where I can speak my mind
I've been trying hard to find the people
That I won't leave behind
They say I got brains
But they ain't doing me no good
I wish they could
Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong
Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
I guess I just wasn't made for these times
Every time I get the inspiration
To go change things around
No one wants to help me look for places
Where new things might be found
Where can I turn when my fair weather friends cop out
What's it all about
Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong
Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
I guess I just wasn't made for these times
Wilson/Asher
I keep looking for a place to fit
Where I can speak my mind
I've been trying hard to find the people
That I won't leave behind
They say I got brains
But they ain't doing me no good
I wish they could
Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong
Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
I guess I just wasn't made for these times
Every time I get the inspiration
To go change things around
No one wants to help me look for places
Where new things might be found
Where can I turn when my fair weather friends cop out
What's it all about
Each time things start to happen again
I think I got something good goin' for myself
But what goes wrong
Sometimes I feel very sad
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
Sometimes I feel very sad
(Can't find nothin' I can put my heart and soul into)
I guess I just wasn't made for these times
Wilson/Asher
segunda-feira, julho 23, 2007
Concerto de paróquia
Já há alguns anos que tinha tomado a opção de não me deslocar a estes concertos underground (de paróquia, como lhes chamo) de metal. Não é por nada, mas simplesmente perdi a pouca pachorra que tinha. Para ir a estes concertos é preciso uma certa dose de carolice que já não tenho. Gosto de heavy metal, mas chamem-me mainstream ou acomodado, mas para concertos destes perdi a paciência. Comparecer a estes eventos é saber que vamos ter uma sala mázita, um som péssimo e atrasos costumeiros.
Mas pronto, como este não era longe do sítio onde estava, e como o ambiente geral deste Sábado era mesmo o heavy "hell yeah" metal, lá acabei por ir. Desta vez o atraso foi meu (ou então dei um desconto demasiado grande), mas a verdade é que se estava bem onde estava. O resultado: perdi os Lostland e os Profusions. Com bastante pena no caso destes últimos pois eram a única banda que conhecia, pois já tinha sacado do site do Portugal Underground a demo "Paradigma". Acabei por trazer a mesma demo, em nova edição de autor. Os gajos são bons, dentro dum estilo progressive/power metal.
Mas vi os Gwydion, que tocam um black metal sem palhaçadas com algumas doses de death metal. Até nem foram mal não senhor, mesmo com o som péssimo do antro ultra abafado em que tocaram. Contei 35 pessoas nesta altura, incluindo membros das outras bandas e pessoal da organização.
Os tais italianos Rain chegaram com um grande atraso (blame it on the airport), pelo que só puderam tocar uma 5 músicas. Tentaram a sexta mas a organização cortou-lhes o pio. Aliás, foi a polícia que já estava à porta do buraco. Eram quase 11 da noite!!! É pena para os rapazes, que se viu terem já algum andamento, embora musicalmente o seu power metal não me tenha surpreendido em nada. Enfim, espero que estejam de férias e tenham aproveitado para fazer turismo em lisboa para não perderem a viagem.
sexta-feira, julho 20, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
sexta-feira, julho 13, 2007
Monte Pitão?
Constou-me há uns tempos que a UAU deitou mãos ao trabalho e encomendou ao tipo que andava a morder cães há uns anos a tradução de alguns dos melhores sketches dos Monty Python, como se não houvesse amanhã. O objectivo: a estreia do espectáculo convenientemente chamado "Os Melhores Sketches dos Monty Python"! É de louvar certamente. E também é certo que para os envolvidos, dos produtores, aos actores e tradutores, deve ser um trabalho tipo a "cereja no topo do bolo". Mas será que vai vingar?
Antes de mais, o tipo de humor dos Monty Python não é daqueles que que consegue agradar a muitos, é para uma minoria (e não, não estou a querer significar com isto qualquer tipo de elitismo!!!!!), simplesmente ou se acha piada ou não. É o non-sense levado ao extremo, como praticamente mais ninguém voltou a fazer (Os Gato Fedorento aproximaram-se bastante, honra lhes seja feita). É a sucessão de piadas, sketches, situações, momentos, que enfatizam uma característica, um tique, ou talvez não seja nada disso. Tem piada para alguns, não tem para outros, outros ainda encontram a piada no facto de não ter piada. O que é certo é que é um tipo de humor diferente.
Se pensarmos na secção reservada ao humor no nosso cérebro como subdividida em várias partes, podemos dizer que os Monty Python tocam, ou reagem, sobre uma das partes que mais nenhum outro tipo de humor toca. Podemos nem sempre largar a rir a bandeiras despregadas, mas que é um sentimento único de sentir essa pequena parte do cérebro luxuriosamente massajada, daí retirando o exigido prazer, lá isso é.
E depois, o verdadeiro busílis da questão e que realmente me faz interrogar. Será que funciona EM PORTUGUÊS? Longe de querer diminuir as aptidões de tradutor do Markl, que obviamente, como ele disse, abordou o trabalho quase como se fosse uma tarefa religiosa, temo que a tradução para o "camonês" faça perder o non-sense....não sei, talvez seja a necessidade (ou o hábito) de ouvir as vozes do John Cleese, Michael Palin, Terry Jones, Eric Idle e Graham Chapman, os seus tiques e entoações especiais...Não sei, mas como ficará em português o sketch "Dead Parrot"?
Enfim, a ver vamos. Até acho que, apesar do que disse no primeiro parágrafo, isto pode vir a ter sucesso. Os GF abriram um pouco mais os horizontes da comédia em Portugal (e até se fala na edição por cá da série completa do "Monty Python Flying Circus"! Inshallah!). Mas em português...perdoem-me o José Pedro Gomes, o Bruno Nogueira e o MIguel Guilherme (...), mas vou esperar para ver.
In ze meanwhile, eis, legendados, os míticos "Dead Parrot", "Argument Clinic" e o primeiro sketch dos MP de que tenho memória, e que me fez cair da cadeira a rir, o "Silly Job Interview":
Antes de mais, o tipo de humor dos Monty Python não é daqueles que que consegue agradar a muitos, é para uma minoria (e não, não estou a querer significar com isto qualquer tipo de elitismo!!!!!), simplesmente ou se acha piada ou não. É o non-sense levado ao extremo, como praticamente mais ninguém voltou a fazer (Os Gato Fedorento aproximaram-se bastante, honra lhes seja feita). É a sucessão de piadas, sketches, situações, momentos, que enfatizam uma característica, um tique, ou talvez não seja nada disso. Tem piada para alguns, não tem para outros, outros ainda encontram a piada no facto de não ter piada. O que é certo é que é um tipo de humor diferente.
Se pensarmos na secção reservada ao humor no nosso cérebro como subdividida em várias partes, podemos dizer que os Monty Python tocam, ou reagem, sobre uma das partes que mais nenhum outro tipo de humor toca. Podemos nem sempre largar a rir a bandeiras despregadas, mas que é um sentimento único de sentir essa pequena parte do cérebro luxuriosamente massajada, daí retirando o exigido prazer, lá isso é.
E depois, o verdadeiro busílis da questão e que realmente me faz interrogar. Será que funciona EM PORTUGUÊS? Longe de querer diminuir as aptidões de tradutor do Markl, que obviamente, como ele disse, abordou o trabalho quase como se fosse uma tarefa religiosa, temo que a tradução para o "camonês" faça perder o non-sense....não sei, talvez seja a necessidade (ou o hábito) de ouvir as vozes do John Cleese, Michael Palin, Terry Jones, Eric Idle e Graham Chapman, os seus tiques e entoações especiais...Não sei, mas como ficará em português o sketch "Dead Parrot"?
Enfim, a ver vamos. Até acho que, apesar do que disse no primeiro parágrafo, isto pode vir a ter sucesso. Os GF abriram um pouco mais os horizontes da comédia em Portugal (e até se fala na edição por cá da série completa do "Monty Python Flying Circus"! Inshallah!). Mas em português...perdoem-me o José Pedro Gomes, o Bruno Nogueira e o MIguel Guilherme (...), mas vou esperar para ver.
In ze meanwhile, eis, legendados, os míticos "Dead Parrot", "Argument Clinic" e o primeiro sketch dos MP de que tenho memória, e que me fez cair da cadeira a rir, o "Silly Job Interview":
"Dead Parrot":
"Argument Clinic"
"Silly Job Interview"
And now for something completely different...still
quinta-feira, julho 12, 2007
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