Esta história do Terreiro do Paço (não, não sou monárquico, mas este nome é tão melhor) aos Domingos estar vedado aos carros tem muito que se lhe diga. Este Domingo fui lá dar uma vista de olhos rápida para ver o que é que a casa gastava. E quer-me cá parecer que gasta muito. Ou melhor, que não me parece haver grandes benefícios naquilo. Parece que me lembro mais ou menos de ter visto na televisão alguns comentários menos satisfeitos duns quantos comerciantes da zona. Embora não esteja bem a ver qual é o comércio que funciona na Baixa num Domingo, vamos assumir que sim, que o há. Ora, estes ditos comerciantes sentem-se lesados porque as pessoas, não podendo ir de carro, não vão de todo e pronto. Talvez assim seja, talvez não. A verdade é que o que eu vi neste Domingo não justifica, de todo, o corte do trânsito naquela zona.Desta vez havia uma tenda gigante dedicada ao racismo no futebol (nunca pensei que houvesse
racismo no futebol, mas o mais provável é eu ter lido mal, pronto), um campo de futebol para torneios, uma tenda de adopção de animais (de longe a mais concorrida) e um espaço enorme, quase 1/4 da praça, onde estava disponível um balão de ar quente para proporcionar ao público a possibilidade de fazer algumas ascenções. Ora bem. Quando cheguei, por volta das 15.30, o balão estava ainda a ser enchido. Estranho? Será que se esvaziou inadvertidamente? Só pode, pois o Domingo sem Carros acabava daí a poucas horas.Reparei que havia pouquíssima gente na fila, o que também achei estranho uma vez que era à borlex. Mas depois percebi o porquê. Simplesmente não valia a pena estar à espera debaixo do sol abrasador para entrar no cesto do balão. É que este subia apenas alguns metros no ar, e
apenas durante alguns segundos...acho que nem um minuto aquilo esteve no ar. Ah...e nem sequer, e aqui reside o busílis da questão, nem sequer subiu o suficiente para ultrapassar em altura os candeeiros de rua. No fundo aquilo é mais a experiência de levar com o calor no cocuruto da cabeça, com sorte queimar alguns cabelos do que outra coisa. Certo...é grátis, mas valerá a pena? Pareceu-me mais publicidade a favor da empresa de balonagem. Portanto estava explicado o facto de haver mais gente a ver o balão ser preparado e a seguir as operações que o levam a levantar vôo, do que pessoas propriamente interessadas em realizar o vôo em si.Emfim, se a Baixa já é um deserto aos fins de semana, não me parece que isto venha contribuir para combater essa situação. Iniciativas, exposições, esplanadas, o que que seja, acho bem, mas cortar o trânsito parece ser um tiro no pé.
O tempo poupado foi o suficiente para a deslocação ao Museu da Electricidade e ver a exposição de fotografia das obras do Niemeyer.
...
















.jpg)













