sexta-feira, abril 23, 2010

olhó mérchandising!


Ehehehe. Não resisti à chalaça fácil, como já é, aliás, meu apanágio. Obrigado pelo 'caxuxo' Miss T.

quinta-feira, abril 22, 2010

The Imaginarium of Dr. Parnassus

Um filme fascinante! Mas antes de mais há que afastar um "pré-conceito". Muito se falou deste filme por um motivo que lhe é alheio, e muita gente o irá ver por esse mesmo motivo. É o último filme em que participou Heath Ledger. Mas, em boa verdade, o filme merece ser visto para além desse motivo. Seria mesmo injusto para Gilliam e para esta obra se assim não fosse. Sim, a prestação do Ledger é, objectivamente excelente, como já o tinha sido em Dark Knight, uma pena a perda dum actor que estava agora a "fazer-se". Mas o filme merece ser visto como uma obra cinematográfiga de fôlego e fascinante, capaz de suscitar o interesse de per si, e não apenas por um mero facto colateral, ainda que trágico.
Dito isto adiante com a....com o que raio costumo fazer aqui.
É de facto um filme fascinante. Aliás, é bem capaz de ser a melhor obra cinematográfica de Gilliam desde "Brazil". Gilliam, o Monty Python americano, responsável pelas alucinantes animações do genial "Monty Python's Flying Circus", tem uma carreira de realizador com muitos altos e baixos e, definitivamente, repleta de filmes algo suis generis de, vá lá, "difícil absorção" (excepção feita ao "Brothers Grimm", uma "concessão" à indústria talvez).
Este "Dr. Parnassus", em certa medida, não é diferente. O trailer é...não direi enganador, mas passível de nos levar a uma opinião mais desconfiada. Fiquei à espera de mais um filme alucinado e alucinante, mais uma "trip de LSD". E em certa medida é-o. A diferença é que Gilliam conseguiu aqui criar um filme mais linear, mais consistente em termos narrativos. Mas ainda assim, é um filme que dependerá muito do estado de espírito do espectador. Contos de fadas requerem alguma paciência neste Mundo super sónico.
E é isso mesmo que o filme é: um verdadeiro conto de fadas, uma história complexa mas belíssima, que exige algo mais do público que o simples "recostar na cadeira com pipocas". Um filme que ganhará inclusivamente, com mais do que um visionamento, com tantos pormenores e detalhes deliciosos (sem faltar uma enorme piscadela aos fãs de Python) que nos passam à frente dos olhos.
E mesmo o recrutamento de Depp, Law e Farrell à última da hora para representarem o papel de Ledger sempre que a sua personagem entra na imaginação do Dr. Parnassus (don't ask, complicado...só vendo mesmo), parece ter sido premeditado, de tal forma funciona tão bem.
De resto, o "duelo" entre Parnassus e o Diabo (Tom Waits fantástico) é o motor narrativo do filme, cujo fim senão é brilhante, em todo o seu carácter pouco hollywoodesco, então não sei que mais possa ser. Uma fábula, alegoria, whatever. Em 2010. Quem diria? E funciona, oh se funciona. Um dos filmes do ano, de certeza. E se mais não escrevo é apenas porque não sei que mais escrever que faça jus ao filme. Só visto mesmo.



quarta-feira, abril 21, 2010

Living III

John hung up the phone and smiled at it in a sad way. "So that was it...is this really the only way?" he thought out loud. He had spent the last few minutes on the phone with Carl, his long time friend, catching up a bit, after so many time being away. In a way he was happy with his friend's news. "Everything is fine" he heard on the other side of the line. And even if he consciously recognized that it was something to be happy for Carl, he simply couldn't manage to do it. Something in his tone. "Everything's fine? Great, but 'fine' is not 'good', and he deserves 'good'...not some half spoken lame 'fine'...i mean, is this really the only way?" His friend sounded contempted, resigned, somewhat tired of fighting. He seemed filled with the "if you can't fight'em, join'em" kinda feeling. The phone reeked of disappointment "it gets tougher as one gets older i guess", thought John.
He, as an 'average Joe', 'everyday man', didn't ask much, but he did ask for something and he tried hard not give up on what he thought and believed was best for him. He couldn't settle for less. There was no compromise here. He had to have it like he wanted it. Even realizing by now that much of 'what he wanted' had fallen of the wagon along the rocky road he treaded. Even realizing that some amount of 'compromises' had been taken. "Well, maybe not compromises" he tried to reason "but...err...let's say small adjustments, one or two upgrades (or downgrades?) brought by all the learning that the simple act of living usually brings to everyone". But changes nonetheless. And there's a fine line between 'compromises' and 'changes'. "It's hard to keep staying true to oneself, and i suspect it won't get any easier. I have my way, my chosen way. It's a leap of faith yes, but one has to hold on. Unless..."
Everyone has its moments of weakness....what if Carl was right?

Gunther Dünn

terça-feira, abril 20, 2010

It's Complicated

E eis uma variação. Um filme que é...bom, exactamente aquilo que o cartaz e o trailer prometem. Bom filme para ver num Domingo chuvoso à tarde? Sim, mas de vez em quando é bom espairecer, desopilar, descontrair. O filme é agradável, simpático, nada memorável, mesmo tendo a Meryl Streep no papel principal, e até a ler a lista telfónica a Meryl Streep conseguiria fazer um belíssimo e interessante trabalho. O Alec Baldwin faz um papel semi-simpático, algo gordo e "oleoso" (ahahah é um advogado, pois então), o que está de acordo com a ideia que faço do tipo na vida real. E o Steve Martin...enfim, está passável, mas não muito credível. Já nos habituámos a ver o Steve Martin em comédias mais ou menos parvas e, aqui, surge surpreendentemente contido e normal. O papel assim o exigia claro: uma pessoa equilibrada e adulta no tal "triângulo", mas não consigo vê-lo como tal. Adiante.
Jane, mulher de meia idade, de sucesso, filhos criados, divorciada há 10 anos. Envolve-se com o ex-marido, tornado-se, a "outra". Entretanto conhece Adam, o arquitecto que lhe vai renovar a casa: um homem sólido, responsável, maduro e divorciado. A verdadeira questão é: com quem acabará ela no fim?
É um filme divertido, especialmente nas cenas em que entra o genro de Jane, que acidentalmente descobre o "affaire". Mais que isto...só Jesus Cristo. Uma sucessão de estereótipos, de peripécies e diálogos previsíveis, mas pronto: vê-se e cumpriu o objectivo de entreter!

Adeus

E que não faças bom proveito onde quer que estejas e para quem quer que te te tenha levado. Filhos da p**a cabr**s de m**da! Também não há-de ser dificíl com a quantidade manias e tiques irritantes que já tinhas. Good riddance. :-(

terça-feira, abril 13, 2010

Green Zone


E eis que a dupla Greengrass/Damon se volta a juntar numa aparente continuação do estilo Bourne que tanto revolucionou o género dos filmes de acção/thriller/espionagem (tanto que até o James Bond foi atrás, e ainda bem). Mas é de facto uma mera aparência. O Roy Miller de "Green Zone" não tem nada a ver com o Jason Bourne da "Bourne Trilogy", a não ser...a mesma cara. Pelos vistos gostam de trabalhar um com o outro, tanto que Damon já disse que só fará um 4º Bourne se for com Greengrass.... O objectivo aqui parece realmente ser o de juntar uma dupla de sucesso, remeter para os filmes anteriores numa espécie de "garantia" e fazer algo, ao mesmo tempo diferente. Tê-lo-ão conseguido? Talvez não. Isto porque a história de "Green Zone" é apenas e só um tanto ou quanto mais fracota.
Em bom rigor, é um bom filme. Muitíssimo bem feito e que consegue prender o espectador. Tem menos acção espectacular que os "Bourne", aliás o Sargento Miller é um tipo normal, um soldado como outro qualquer, não um super-espião. Em comum com Bourne tem a vontade de descobrir a verdade, uma grande conspiração que levou os EUA a entrearem em guerra com o Iraque.
E é aqui que a porca torce o rabo. Basicamente o filme oferece uma teoria de conspiração, segundo a qual a existência das afamadas "armas de destruição maciça" foram apenas uma desculpa esfarrapada para provocar uma guerra que pusesse o Saddam dali para fora. É essa a teoria que o Sargento Miller descobre e é à volta dela que o filme gira, numa construção bastante elaborada, nada complexa e interessante q.b. Mas a questão é precisamente esta: haverá necessidade de fazer um filme cujo motor narrativo é algo que, senão está provado, está dado mais que certo, isto é, que não havia armas de destruição maciça no Iraque, que os EUA sabiam-no e que mesmo assim foram para a guerra movidos por outros interesses? O interesse geral do filme esbate-se um pouco assim.
Certo, é um filme bem feito (se bem que filmagens de perseguições nocturnas com câmara ao ombro à la documentário já cansem um pouco), e com excelentes interpretações, mas não posso deixar de pensar que Greengrass e Cia tiveram à sua disposição muitos meios para fazer uma história mais apelativa, ou mais inovadora. Sim, não havia WMD no Iraque....já sabemos. É vergonhoso, mas já passou, pronto.
Seja como for, é um filme que se vê bem. Créditos ainda assim para o realizador e actores que conseguiram dar alguma profundidade à coisa.

quinta-feira, abril 08, 2010

Like a Rock



Stood there boldly
Sweating in the sun
Felt like a million
Felt like number one
The height of summer
I'd never felt that strong
Like a rock

I was eighteen
Didn't have a care
Working for peanuts
Not a dime to spare
But I was lean and
Solid everywhere
Like a rock

My hands were steady
My eyes were clear and bright
My walk had purpose
My steps were quick and light
And I held firmly
To what I felt was right
Like a rock

Like a rock, I was strong as I could be
Like a rock, nothin' ever got to me
Like a rock, I was something to see
Like a rock

And I stood arrow straight
Unencumbered by the weight
Of all these hustlers and their schemes
I stood proud, I stood tall
High above it all
I still believed in my dreams

Twenty years now
Where'd they go?
Twenty years
I don't know
I sit and I wonder sometimes
Where they've gone

And sometimes late at night
When I'm bathed in the firelight
The moon comes callin' a ghostly white
And I recall
Recall

Like a rock. standin' arrow straight
Like a rock, chargin' from the gate
Like a rock, carryin' the weight
Like a rock

Like a rock, the sun upon my skin
Like a rock, hard against the wind
Like a rock, I see myself again
Like a rock

Bob Seger



The Book of Eli

E que filme tão apropriado para ir ver no fim de semana da Páscoa. Sim, é bastante violento e sangrento (quem diria que o velho Denzel ainda tivesse estaleca para isto!), mas em boa verdade esperei sinceramente ver nos créditos finais qualquer coisa como "Filme apoiado pelo Vaticano". É que o tal livro que o Sr. Eli carrega e protege é tão simplesmente (e não vou estragar nada ao revelá-lo, pois basta ver o trailer e mesmo durante o filme, cedo se adivinha/percebe qual é) a Bíblia. É verdade. E o Eli de Washington é uma espécie de monge-cowboy-ninja que protege o dito livro para o entregar num sítio que lhe dará o devido valor.Ah, falta dizer que tudo isto se passa no futuro não muito longínquo, após uma catástrofe global (uma guerra, presume-se), num planeta destruído e árido, calcorreado por uns quantos sobreviventes, grande parte dos quais maus e cruéis como as cobras. Hmmm....pois nada de novo. Mas convenhamos que foi azar este filme ter estreado depois do magnífico "The Road" de John Hillcoat com o Viggo LOTR Mortensen. É que este, basicamente, é O filme pós apocalíptico da década. Nada a fazer. Seria muito difícil fazer melhor. E o "The Book of Eli" não é definitivamente melhor. É um filme que aposta mais na acção e efeitos especiais, talvez para aqueles que acharam que isso faltava no "The Road"....
Mas independentemente disto, se tivesse aparecido antes do "The Road"? Pois é um filme bastante aceitável. O Denzel Washington veste o papel como uma luva. Quase dá ares de Clint Easwood num dos seus "western-spaghetti". Aliás, o próprio filme tem ares de western misturado com a alucinação cataclísmica de "Mad Max". Porém, o filme é de todo roubado pelo vilão principal, desempenhado por Gary Oldman. O gajo é mau como tudo e, no entanto, dei comigo a simpatizar com o tipo....é uma grande representação. A miudita, Mila Kunis, cumpre, mas não consegui deixar de pensar constantemente que esta tipa é a que dá a voz à Meg Griffin do "Family Guy". Distracções, naturais num filme que é porreiro e tal, mas não é nada de fantástico. Uma espécie de série-b estilizado, actualizado e feito com mais meios e que cumpre na íntegra o seu propósito, desde que não se espere ou peça muito dele.
Tem inclusivamente um pequeno twist final para a populaça arregalar os olhos e que, vá lá, até está bem imaginado. Deixa-se ver. :-)


quinta-feira, abril 01, 2010

Living II

"Life is ours, we live it our way", broke out the radio suddenly. Or maybe it was just John who suddenly felt completely aware of that line. Weird thing to happen after years of killing that song in the air waves. "Yes, James, life is ours, but do we live it our way? Really our way? I doubt that. I still find the notion inspirational and poetic, but life, hard life, is something completely different". John turned off the radio, but the song kept ringing out in the back of his brain. He was obviously annoyed with that. "Yes i try to live it my way, by my standards, visions and ideas. I hold on to these as if my life, somehow, depended on them. And in a way, my desired way of life, does depend on them. So i hold to them with all the strenght of my grip. A few fingers are battered and bruised already. It's unavoidable i guess, part of it all...'it comes with the job', or something like that. I guess that's why some say that ignorance is bliss". He grinned to himself suddenly aware of two cliché sentences used in a row. "Anyway, i do try. It's tough but i keep striving for it. What else can i do? It's a somewhat inglourious battle when not everything depends on you, when not everyone follow the same guidelines as you, when so many different people have so many different ways to see the world. But i keep holding on to my views, i live by them, because i presume they're the best for me. Even if countless times i've been proven wrong....well, not wrong, just out of place in the world i live in, and with the people that surround me. Out of focus maybe. That's me, take me as i am or shove me down the road. In the end the song is true, 'forever trusting who we are', as hard and difficult as that might be. He remembered his old mate Carl, and the band they shared in the Bay Area, 20 years ago. He used to say, so down to earth as he was, "it's a rocky road we're travelling, full of ups and downs, but hey no one said it would be easy!" John put on a cd on the car stereo, cranked up the volume, started the car, and off he went, heading for the bridge. As he speeded through the fast lane, with the window open and the music blasting, he smiled. "It's the small things sometimes...the small things that make it all worthwhile after all. Pity that they, sometimes, are so small and come so quick that not everyone can grasp or feel them...oh well..." Pacific Highway spread all over in front of him as he pressed the pedal. For the time being, even if just for a few hours, life was truly his.



Gunther Dünn

Just because