quinta-feira, março 11, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Cavacolândia
Carochos
terça-feira, março 09, 2010
O Óscar, sempre o Óscar....
Nunca liguei muito aos Óscares, confesso. Não, não tenho nada contra, nem sequer acho que é uma palermice pegada feita por americanos e para americanos. É uma cerimónia que, apesar de tudo, celebra a 7ª Arte e, à boa maneira americana, junta todo um folclore colorido e explosivo à sua volta. Tudo muito bem. Mas, de facto, nunca perdi muito tempo com a transmissão da coisa em si. Lembro-me de há muitos muitos anos, numa galáxia bem distante, ter ficado a ver a transmissão em directo. Foi quando o Billy Crystal iniciou a série de apresentações da cerimónia, coisa que fez ainda durante uns bons anos. Era o que mais apreciava: a apresentação do espectáculo, verdadeiro exercício de stand up comedy (mas mais soft), onde o Crystal realmente se superava. E gostava de ver as imagens dos filmes candidatos, pois em tempos de “não-internet”, era um meio privilegiado para poder ver essas imagens. Mas devo dizer que nunca ficava até muito tarde; os comentários em directo (e as, por vezes, traduções simultâneas obtusas) impediam-me de ouvir o que realmente estava a ser dito, o que me aborrecia. Portanto, fui desinteressando-me da cerimónia em si. Mantive um ligeiro interesse de saber quem ganhou o quê, quem perdeu, etc e tal. Mas era (e é) uma curiosidade superficial, apenas por uma questão de cultura geral. Só para saber. O resultado final, em bom rigor, não me aquece nem me arrefece. “Ganhou o filme X. Ainda bem”. “Ganhou o realizador ou actor Y”. Ainda bem, parabéns”. Portanto há alguma dose de indiferença. Indiferença q.b., mas indiferença ainda assim.
II - A Excepção
Porém, em relação a esta regra, houve algumas excepções. Anos em que realmente me interessei pelo resultado final de algumas categorias, anos em que “torci” por este ou por aquele filme. Anos em que retirei um especial prazer por esta ou aquela vitória. Mais especificamente nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Realizador”, afinal, as categorias maiores.
E houve dois momentos em que realmente tive um especial prazer no resultado final. O primeiro foi em 1992 quando o “Unforgiven” de Clint Eastwood levou os Óscares de Melhor Filme e o de Melhor Realizador. Fiquei de facto contente, não só porque o filme era (e é) excelente, mas principalmente por ver chegar algum reconhecimento ao Eastwood, de que já era merecedor há anos. Sempre apreciei o trabalho do homem, e vê-lo ganhar foi assim como que uma confirmação da minha certeza.
Em segundo lugar, 2003: “Lord of The Rings – Return of the King” e o seu realizador Peter Jackson levaram ambos os prémios para casa. O que, mais uma vez, me deixou muito contente e com um refrescante sentimento de “justiça feita”, especialmente quando foi notório que o galardão foi entregue pela trilogia, e não apenas pela parte final. Mais uma vez, foi bom ver um filme que me entusiasmou tanto, ser reconhecido em geral. Não que houvesse necessidade de tal, mas, convenhamos, é sempre agradável.
III - A Vingança
E eis-nos chegados a 2010.
A vitória do “The Hurt Locker” traz um prazer duplo. Não só porque é um filme muitíssimo bom (e o meu preferido pessoal do ano), um bom filme de guerra mas que não se resume a meros tiroteios e violência em geral, mas também porque “sacou” os prémios todos ao “Avatar”. Ahahah. Bem feita! É que convenhamos, o “Avatar” ganhou os Óscares que merecia, a saber, os relativos a categorias técnicas. Porque é um prodígio tecnológico e de efeitos especiais. Um “colírio para os olhos”, uma experiência interessante e excitante. O único (e maior) defeito que tem é ter lá pelo meio das luxuriantes imagens 3D um arremedo de argumento, mal amanhado, vergonhosamente carente de ideias e que, quase toma o espectador por alguém que se contentará por ser bombardeado por belas imagens. É distractivo das tais imagens luxuriantes. “Argumento? Ninguém vai dar pela falta com tanta imagem fantástica que o filme vai ter!” Pois. Mas há quem dê pela falta. Seria, então, mais interessante fazerem uma espécie de documentário 3D, e terem-nos poupado às aventuras e desventuras algo obtusas das personagens tristemente 2D.
Nada tenho contra blockbusters americanos, e muito menos contra filmes cujo propósito assumido é o entretenimento puro (não foi esse o objectivo inicial e primordial do cinema?), mas que diabos, é preciso juntar mais alguns ingredientes para se tornar um prato realmente delicioso.
Não, não acho o filme assim tão horroroso. É merecedor de visionamento e de figurar numa nota de rodapé da história do cinema. Mas que diabos, não é DE TODO merecedor de ser considerado O melhor filme do ano. Porque não é. Como filme narrativo é bastante constrangedor. Por mais fantástica que seja…a tecnologia nunca vai substituir um bom filme, com uma história interessante, personagens com os quais o espectador realmente cria uma ligação, algo com mais densidade no fundo. O copy/paste, por mais state-of-the-art que seja, será sempre copy/paste.
A seu favor, e justificativo da tal futura e eventual referência em rodapé, apenas posso dizer que sim senhor, é uma maneira revolucionária de fazer cinema, talvez o futuro da indústria. Sim senhor, desbragou território. Agora é esperar que alguém pegue nesta primeira experiência e faça um filme a sério. Um filme propriamente dito.
segunda-feira, março 08, 2010
domingo, março 07, 2010
Roma II
E agora sim, blog devidamente actualizado. Com um mês de atraso, mas mais vale tarde que nunca. Belíssima cidade sem dúvida. Três dias completos não chegam para ver tudo, mas graças à boa forma física (e à custa dos pobres pés e desgraçados dedos), e, em especial, graças à excelente companhis, a coisa lá se fez.
sábado, março 06, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
John Waite
Ia colar aqui o texto que está no site da Ticketline, mas acabei por descobrir que já era, ele próprio, uma cópia da página portuguesa/brasileira da Wikipedia. Enfim. A internet veio facilitar a vida a muita gente de facto. Porém, é fácil cair no facilitismo. O texto, de original, tem apenas a frase de abertura: "A espera terminou. No próximo dia 4 de Março, John Waite, uma das melhores, mais carismáticas e bem sucedidas vozes do rock de sempre, actua pela primeira vez em Portugal". Não sei até que ponto se "esperava" a vinda de Waite a Portugal. Mas a julgar pela venda a bom ritmo de bilhetes, havia alguma antecipação.
As minhas primeiras memórias do John Waite vêm do princípio dos anos 90, com a Super FM. "In Dreams", "How Did I Get By Without You" e o mundialmente conhecido "Missing You" (daquelas que toda a gente conhece, mesmo que não se faça ideia do nome do tipo que a canta). E muita da gente presente no Cinema S.Jorge hoje estará, precisamente, à espera de ouvir estas canções mundialmente famosas. Enfim, mais um concerto M80. :D
Seja como for, o tipo merece a deslocação, mesmo porque pode bem ser oportunidade única.
Só muito tempo depois tive oportunidade de conhecer melhor a carreira do homem (obrigado Pedro! Lá nos encontraremos.), seja nos The Babys, seja a solo, seja na super banda Bad English. Espero ouvir alguns bons clássicos. Haverá certamente quem levante o factor "lamechas" em relação a isto. É justo, se só conhecer "as do costume". Porém, há mais, muito mais. E se há concerto que me atraia pela voz que estará em palco, é este. Sinceramente aprecio a voz do homem. Ainda no ponto! Rock on!
quarta-feira, março 03, 2010
Kalisia
Aaaaarghh...álbum esgotado em todo o lado!
terça-feira, março 02, 2010
Transpirem mais porra!
Irritam-me de sobremaneira dois tipos de pessoas. Dois tipos de seres humanos que, à falta de melhor, têm de procurar na vida dos outros, nas experiências alheias, até mesmo nos problemas de terceiros, a sua distracção. Seja por maldade ou inconscientemente, seja apenas por falta de certo tipo de educação ou filtro social, são de facto espécimes que, vá lá, aborrecem quem quer viver a sua vida.
Em segundo lugar, irritam-me as que não se sabem guardar de vez em quando, pessoas por demais opinativas, sempre prontas a darem a sua opinião, mesmo quando não é pedida, mesmo até quando é incompreensível ou nem sequer vem ao caso. Pessoas que, basicamente, têm sempre algo a dizer, algo a comentar, sempre a meterem a foice em seara alheia. Ultra opinativas como são, julgam-se na posse de uma especial sabedoria e/ou conhecimento em relação a todas as situações e, em especial, em relação aos que os rodeiam.
Aos primeiros diria: arranjai uma vida! E se já a têm, olhem por ela e não aborreçam quem não aborrece.
Aos segundos diria: Calai-vos por uma vez.
A ambos, simultaneamente, diria: transpirem mais porra!
Um rant patrocinado por uma qualquer bebida gaseificada pois, em bom rigor, isto andava aqui a fervilhar à boca do estomâgo e se um blog não serve para isto, então não sei para que serve.
segunda-feira, março 01, 2010
Uprising
They will not force us
And they will stop degrading us
And they will not control us
We will be victourious, so come on
Rise up and take the power back, it's time that
The fat cats had a heart attack, and you know that
Their time is coming to an end, we have to
Unify and watch our flag ascend, so come on
sábado, fevereiro 27, 2010
Whatever Works
E eis o novo de Woody Allen. Parece que é baseado num argumento escrito por ele e esquecido numa gaveta há anos. Em boa hora foi recuperado, porque se trata de um filme realmente delicioso. Esqueçam-se os críticos de cinema que deitaram abaixo o filme (embora o Cine Cartaz do Público tenha sido unânime na apreciação positiva do filme, coisa rara), esqueçam-se os comentários do costume sobre o facto de de ser sempre a "mesma coisa", a mesma "fórmula", a mesma "receita". Mesmo que o seja, porquê reparar o que não está estragado? Eis um cliché, tão odiado por Boris Yellnikoff, a personagem de Larry David, mas que, como ele próprio chega a reconhecer, são, se calhar, a melhor forma que há para exprimir um dado sentimento ou determinada ideia.
Mesmo sendo baseado numa ideia "antiga", o filme é perfeitamente actual, nada datado. Neste cabe a Larry David fazer as vezes de Woody Allen. O que não deixa de ser cómico tendo em conta que ele viu Jason Alexander a fazer dele durante quase uma década no "Seinfeld", série co-escrita por ele. E depois de ter visto a prestação dele na sua própria série "Curb Your Enthusiasm" (só vi meia dúzia de episódios infelizmente), não pude deixar de esperar este filme com alguma antecipação. Boris Yellnikoff é "Woody Allen" levado ao extremo: ultra neurótico, hipocondríaco, suicida, amargo, inconveniente, misantropo e misógino.
E a premissa base do filme parte da ideia de como reagirá Boris -e se relacionará- com uma pessoa que cai de pára-quedas na sua vida e é o seu completo oposto.
O Larry David é perfeito para o papel (porra, começo a acreditar que ele tem muito desta personalidade e humor). As pessoas esquecem-se que ele não é actor, pelo que alguma rigidez aqui e ali, não deve ser levada a mal. Porém, se funcionou na perfeição desta vez, duvido que Allen o consiga "aproveitar" para outro papel principal.
Mas aqui serve que nem uma luva. E o mais interessante da sua personagem é que, ao contrário de N filmes cuja personagem principal é amarga e antipática, Boris mantém o mesmo registo do princípio até ao fim. Não há qualquer redenção iluminada trazida pela personagem feminina; aliás, é exactamente o contrário: esta é que é atraída pela "escuridão" de Boris. Em geral, quase todas as personagens sofrem alterações, especilalmente os alucinados pais da rapariga (brilhantes actuações), mas Boris não; esse mantém-se intocado, um génio espectador de todas estas vidas mirabolantes dos "vermes" que o rodeiam, partilhando connosco, "neandertais que respiram pela boca" alarvemente, a sua sabedoria sobre a vida, felicidade, amor e quejandos.
Quem não aprecia o Woody Allen, não deverá ficar fã com este filme certamente. Mas quem aprecia...ah, que bela pérola.
"I'm not a likeable guy!" You said it man!
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
The Men Who Stare At Goats
Eis um filme surpreendente a vários níveis. E o primeiro de todos é que, por mais difícil que seja, parece que se baseia em factos e pessoas reais. O que, convenhamos, é bastante surpreendente quando se trata dum filme que retrata uma unidade secreta do exército americano, formada no início dos anos 80 por pessoas com supostos poderes paranormais. Super soldados Jedi, como eram (auto) designados.
O outro aspecto surpreendente é o equilíbrio perfeito que foi eficazmente instilado no filme: é um filme com piada, mas não é propriamente uma comédia. Não deixa de ser dramático, mas não é trágico. De facto, o tema subjacente à história é daqueles que facilmente poderiam descambar numa comédia apalermada e desenfreada, cheia de gags exagerados e piadas de mau gosto. Mas não. As personagens (especialmente as de Clooney e Bridges) são terrivelmente mirabolantes, mas não chegam a cair na caricatura alarve. Realmente é um filme totalmente despretencioso, que não procura ser mais do que é. E é aí que reside boa parte da sua eficácia.
A história narrativa é simples. Apesar de se desenvolver a três tempos: a história do jornalista (MacGregor) e o que o levou a viajar para o Iraque; o "presente", narrado pelo próprio que relata o encontro com a personagem de Clooney, no Iraque para uma suposta missão secreta e, o mais divertido de tudo: os flashbacks, contados por Clooney que mostram a criação do chamado Exército da Nova Terra e o seu recrutamento.
E, por mais incrível que pareça, esta "salganhada" narrativa sobre um tema tão alucinado, resulta na perfeição. Um filme divertido e que é mais do que aparenta. Porque para além de serem personagens alucinadas e cómicas, tanto Bridges como Clooney representam homens que, acima de tudo acreditam num ideal e lutam para o manter vivo, por mais mirabolante que pareça.O jornalista de MacGregor é, precisamente, um homem que busca algo em que acreditar, depois do desaire que lhe retira a ilusão de uma vida perfeita, não se fazendo rogado em embarcar na aventura que o "supersoldado" Clooney lhe proporciona. Muito interessante. E ainda temos o momento brilhante de ver a cara incrédula de MacGregor quando Clooney lhe explica que é um guerreiro Jedi e que ele também tem potencialidade para o ser.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Vá lá...
Q: Is fighting important?
A: NEVER physically! Agree that it’s okay to disagree, & fight for what really matters. Learn to bend - not break!
Q: At the end of bad relationship day, what is the most important thing to remind yourselves?
A: Remember marriage is not a contest – never keep a score. God has put the two of you together on the same team to win.
Q: You got married very young – how did u both manage to grow as individuals yet not grow apart as a couple?
A: Everyone who plants a seed & harvests the crop celebrates together” We are individuals, but accomplish more together.
Q: What was the best piece of marriage advice you ever received?
A: Respect, support & communicate with each other. Be faithful, honest & true.Love each other with ALL of your heart.
Q: Is there anything you would do differently after more than 80 years of marriage?
A: We wouldn't change a thing.There’s no secret to our marriage, we just did what was needed for each other & our family.
terça-feira, fevereiro 23, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Avatar, pá!
É que o filme, enquanto filme, não tem nada de interessante. É chato, aborrecido, demasiado longo, cheio de clichés vergonhosamente sacados a outros filmes (e, ao que consta, a jogos de computador, o que é, à sua maneira irónico) e sem qualquer argumento ou história inovadora.
Nos idos de 1991 lembro-me de ter ido às Amoreiras, com uma série de amigos da escola, ver o "Terminator 2", também de John Cameron. Quando saí do filme, sim senhor, gostei e via-se bem e os efeitos especiais (quem não fica impressionado com um actor feito de crómio líquido?) eram espantosos. Mas no fim de tudo...pouco mais havia que um puto e o tio Arnaldo a fugir de um robot ainda mais mauzão que o primeiro, numa acção desenfreada que se desenvolvia por vários níveis ou plataformas, qual jogo de computador. E tinha eu na altura 17 anos!
O James Cameron tem, efectivamente poucos filmes realizados (cada um que realiza é sempre uma mega filme há que reconhecer), mas na minha opinião tem apenas 4 filmes bons: o "Terminator" original de 84, o segundo "Aliens" de 86, "The Abyss" de 89 e o "True Lies" de 94 (um filme realmente engraçado e interessante).
Depois veio a catástrofe, e em mais do que um sentido! "Titanic" o verdadeiro filme catástrofe. Sim, a "melhor" parte desse filme era ver o barquito a naufragar. Mais uma vez: efeitos especiais. De resto aquela parte do Leo na proa a gritar "I'm the king of the world" ainda me provoca pesadelos (já para não falar da celinedionzada...).
O "Avatar" segue exactamente a mesma linha. Muitos e bons efeitos especiais, sem os quais o filme se tornaria uma experiência muito penosa. A parte de não ser uma história nova não é, aviso desde já, um defeito que seja sempre de apontar. Há N filmes que não inovam ou repetem ideias, mas que ainda assim trazem qualquer coisa. Ora, a única coisa que este traz é a experiência 3D. Que é muito gira sim senhor, mas e daqui a 10 anos? Quem, pergunto eu, ainda fica HOJE deslumbrado com o exterminador feito de crómio do "T2"? Poucos...porque hoje em dia aquilo já é por demais corriqueiro. Daqui a 10 anos, o "Avatar" terá apenas no seu CV o facto de ser pioneiro no 3D. Mesmo o facto de ser o filme mais caro e o que rendeu mais de sempre está condenado a ser ultrapassado. Portanto é pouco meus senhores. Muito pouco. E isto suscita-me esta verve toda só pelo facto de se ter criado a histeria colectiva em relação ao filme. Sim, vale a pena ver, sim é um colírio para os olhos, mas nada mais. É um doce de filme, e o povo gosta de doces. Mas não podemos comer só doces. É preciso alguma “sustança”, coisa que o filme, nitidamente não tem. E nem me vou referir à série de momentos e diálogos ou frases que, enfim, me deixaram constrangido. Momentos que só consigo afastar com uma sonora gargalhada.
Enfim, “The Last Samurai”, “Dances With Wolves”, “The New World” (ver figura abaixo), etc etc, tudo isto são filmes que já trouxeram o conceito “ocidental/humano mauzão infiltra-se em civilização indígena; acaba por apreciar e aprender os seus costumes; torna-se seu defensor e, pasme-se, o Escolhido”.
Aliás, a comparação com “The New World”(o Pocahontas) é por demais evidente a vários níveis: objectivamente porque é assustador a similitude de argumento entre um e outro. É só retirar os índios americanos e meter os estrumpfes alongados e voilá. E subjectivamente porque, e isto é apenas a minha opinião, tanto o “The New World” como o “Avatar” são aborrecidos de morte com tanto misticismo e conceitos etéreos e, perdoem o palavreado, tanta lamechice xaroposa pegada. A última vez em que me senti assim foi mesmo com o “The New World”. Não deixa de ser irónico que, no fundo sejam dois filmes iguais. Ambos têm pretensões místico-ecológicas e ambos foram alvo dos mais rasgados elogios pela sua poesia (visual ou não). Pois a mim não me convencem. É muito bonito de ver e tal, mas tanta coisa bonita para os olhos só serve para tapar o que vem a seguir. O melhor é ir ver este filme como quem vai ver um espectáculo visual state of the art, um documentário sobre um planeta, uma floresta distante e aproveitar ao máximo as visões realmente belas que surgem perante nós. É isso mesmo: é um espectáculo visual esmagador, não um filme.
A ver, portanto, pelo 3D definitivamente, mas preparem-se para soltar umas gargalhadas pelo meio, sob pena de enlouquecerem.
Pocahontas Vs. Avatar
PS: E não, não há qualquer hipótesem nem remota nem mínima, de comparar este filme à excelência suprema que é a trilogia "Lord of the Rings".
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Sapari
"Sapari" official video.
ORPHANED LAND from Israel is probably the only band from this country ever able to build up a huge following among Muslims and Arabian people that communicate freely via the bands social networking pages. Where politicians have failed, a mere metal band daringly labeling its style Jewish Muslim Metal or Middle Eastern Progressive Metal has actually achieved the unthinkable and united Israeli and Arabian people despite any cultural, religious or political differences or conflicts! Commented ORPHANED LAND vocalist Kobi Farhi: "With the video clip, we are trying to reflect this inner search of a man and his spirit. The actor, Matti Atlas, was filmed in a room, sitting in a box, writing scared stuff. This is the exact way they used to sit and write in the old days in Yemen. He is writing… searching. At some point, he starts to freak out; to write on the walls, on his body, getting even possessed in a way. He is alone, confused, searching for answers and meaning, just as we all are.
"Sapari (means 'tell me' in Hebrew) is a 17th-century poem written by Sa'adia ben Amram, a jewish poet who lived in Yemen back then. The song is a duet between the poet and his soul. The poet seeks for his soul and asks her where is 'she.' The soul, described as a dove in the song, answers that she is at the high chamber, heavens, preparing herself to wear the shape of a human body.
"In a way, this song reflects the inner search that every human is going through. We are getting to know our self more and more each and every day, and our journey here is far from being easy."
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Foreigner
sábado, fevereiro 06, 2010
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Amália
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Orphaned Land
Go in peace, and find thy faith
Evolve thy self, and lose all hate
So a heaven you may create
.
terça-feira, fevereiro 02, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Berro no Barril
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Orphaned Land
Prematuro talvez tendo em conta que estamos apenas em Janeiro. Mas que se lixe. Disco do ano! E o que é melhor: duas oportunidades para ver ao vivo neste ano. Portanto lá fiz eu algo que não fazia há muito tempo (talvez desde 2006 com o último de Iron Maiden): pus-me a caminho para Lisboa para comprar um disco no dia de lançamento e numa joja que não a omnipresente FNAC. Trânsito e frio e outras maleitas enfrentadas e o dito artigo devidamente adquirido. Ora pois.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
Moonspell
"Foi o melhor concerto que vi!" disse eu. O jovem Raimas teve a amabilidade e a memória de me lembrar que eu tenho dito sempre isso no fim dos últimos concertos que vi de Moonspell: no Coliseu, em Oeiras, em Saragoça e outros quiçá que já não me lembro, pois já perdi a conta das vezes que já os vi, desde o mítico concerto no Sacavenense no princípio dos anos 90. E tive de concordar. E a razão é simples: os Moonspell não desiludem (ok, a era do "Buterfly Effect" não me agradou nada e teve como efeito eu desligar-me um pouco da banda. Mas felizmente foi uma fase) e, ao vivo muito menos. E é sempre bom ver a satisfação estampada nos gajos por poderem tocar na terra natal, coisa que nem sempre acontece com frequência.
Em boa verdade o som dos Moonspell é muito difícil de categorizar, de compartimentar, de catalogar. É uma mescla de várias coisas, vários estilos, várias influências, com uma boa dose de portugalidade. "Lusitanian Metal", o título do recente DVD parece dizer tudo... Enfim...de certeza que haverá quem diga que é uma banda da moda....mas se querem saber, a verdadeira moda cá nesta "aldeia" é deitar abaixo quem trabalhou e teve sucesso.
Alma Mater
Full Moon Madness
Everything Invaded
"At Tragic Heights"
"Night Eternal"
"Finisterrae"
"Memento Mori"
"Southern"
"Soulsick"
"Opium"
"Herr Spiegelman"
"Invaded"
"Scorpion Flower"
"Luna"
"Nocturna"
"Magdalene"
"Vampiria"
"Mephisto"
"Alma Mater"
----------------
"In and Above Men"
"From Lowering Skies"
"Blood Tells"
"Os Senhores da Guerra"
segunda-feira, janeiro 25, 2010
The Road
"The Road" foi baseado no livro do mesmo nome de Cormac McCarthy, o mesmo que escreveu "No Country For Old Men", aclamado filme de 2007. Aclamado, mas não por todos. É um bom filme, mas houve qualquer coisa que falhou ali, para mim, pelo menos. Seja como for, isso não acontece com esta outra adaptação.
"The Road" é uma pequena pérola brilhante em toda a sua simplicidade e crueza. É um filme pesado sim, muito cinzento (e não apenas na fotografia), algo incómodo e quase cruel. Precisamente por toda a simplicidade e dureza com que apresenta a Humanidade, reduzida ao seu mais básico instinto, a sobrevivência.
A história resume-se em breves linhas (e isto não significa que o filme não tem história!): num Mundo pós apocalíptico, pai e filho viajam em direcção ao sul e à costa em busca de uma eventual e possível salvação. E aqui reside muita da simplicidade: somos poupados ao ano, ao local (embora se presuma que se trate da América, claro) e, acima de tudo, não fazemos a mínima ideia sobre o que causou a destruição total da vida na Terra (não há animais, não há árvores, não há vida, salvo por uns quantos sobreviventes). Aliás, como se não bastasse, as personagens nem têm nome conhecido. Tal não é necessário, inserindo-se essa opção na ideia de "despir" a narrativa ao máximo, reduzindo-a ao seu essencial puro e duro.
Tudo isto distancia este filme dos restantes filmes-catástrofe e pós apocalípticos que por aí pululam. Aliás, basta pensar no recente "2012", que não vi, mas que facilmente se conclui ser um daqueles filmes catástrofe, repletos de efeitos especiais de encher o olho, e onde tudo acabará bem.
Nada disso aqui, "The Road" é um filme sofrido e de sofrimento. Não sabemos o que aconteceu, nem sabemos se irá haver salvação. No fundo todo o apocalipse que nos é apresentado (brilhantemente bem filmado, com a necessária contenção e pouco fogo de vista) serve apenas de pano de fundo para aquela relação entre um filho que nasceu num Mundo destruído sem conhecer outro, e um pai que faz sua missão sagrada proteger o filho e, acima de tudo, sobreviver.
Mas não se trata de sobrevivência a todo e qualquer custo. E uma vez que o filme mostra a Humanidade reduzida ao essencial instintivo, consegue eficazmente uma coisa que geralmente é altamente ingénua e redutora, mas que aqui funciona em pleno: há realmente os "bons" e os "maus", os que retêm e tentam preservar algumas das características morais e éticas do Homem, e os que abandonaram tudo para se concentrarem na mais pura sobrevivência incondicional. O pai tenta transmitir esses ideais ao filho, mesmo sabendo que isso lhes pode custar a vida naquele mundo árido.
O Viggo Mortensen continua a saber escolher os filmes. Excelente actor, mais uma vez um Óscar não lhe ficava mal dado. É, de longe a personagem mais complexa, a de um pai atormentado, mas apostado em sobreviver acima de tudo pelo e para o filho. Um everyday man tornado "super-herói", capaz de tudo pelo filho, mesmo de alguma crueldade. Muito bom.
sábado, janeiro 23, 2010
Moonspell
METAL DAY AT FIL, sábado, 23 de Janeiro
Na sequência do concerto de dia 23 de Janeiro, os MOONSPELL decidiram alargar o conceito e fazer desse dia um DIA DE METAL na FIL, de modo a que todos os aficionados e curiosos, possam contactar com o que é a Cultura Metal não só no nosso país, mas também internacionalmente, como a própria natureza da música e seus fãs o reclama.
Estão previstas actividades que levem o público que vai ao concerto a aparecer mais cedo, trazendo amigos e famílias, não só para presenciar o espectáculo, mas também para conviver com o que é ser Metaleiro e ser surpreendido pelas ramificações intensas do Metal enquanto cultura e a sua relação profunda com outras formas de Arte.
Entre estas actividades encontra-se uma pequena aldeia Metal, com possibilidade de compra de merchandise oficial dos Moonspell; uma conferência subordinada ao tema Metal e Escrita; uma exposição de fotografias do metal ao vivo em Portugal (3 first songs/as 3 primeiras canções) e no mundo; e a exibição de um filme ligados à cultura Metal (Global Metal) ; e no fim uma aftershow party com a presença dos Moonspell agora como DJ’s convidados.
Os Opus Diabolicum, tributo de cordas aos Moonspell, também estará por lá em actuações espontâneas com as suas versões clássicas dos temas maiores da banda.
Horários:
17h30 Abertura das Portas
18h00 Conferencia O Metal e a Escrita com:
- José Luis Peixoto (ESCRITOR)
- Henrique Raposo (Investigador universitário, Cronista do Expresso)
- António Pacheco (Editor Saída de Emergência)
- Nélson Santos (Colaborador da LOUD! Jornalista da TSF)
- Fernando Ribeiro (Vocalista dos Moonspell)
20h00 Exibição do filme GLOBAL METAL do Sam Dunn
Concerto:
22h00 Bizarra Locomotiva
23h00 Moonspell
Aftershow party:
01h00 DJ set Moonspell

























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