quinta-feira, outubro 08, 2009

Amália:Hoje @ Coliseu



Concerto fantástico. Em boa hora deixei o bichinho morder a fundo e a tentação Real motivar.me. Foi daqueles concertos irrepetíveis, únicos mesmo, capazes de provocar um sentimento inigualável de especialidade, de excepção, de grande celebração e comunhão. Ão ão! FOi bonito de se ver e, principalmente, ouvir. Sinceramente não estava à espera que funcionasse tão bem ao vivo, nem, muito menos, que o Fernando Ribeiro ficasse tão à vontade no papel de 'mestre-de-cerimónias'. Vemo-nos em Moonspell pá!
De resto, a Orquestra Sinfónica de Praga foi a cereja no topo. Completou os arranjos orquestrais/electrónicos do Nuno Gonçalves. Uma grande noite.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Amália Hoje



Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.


O raio do "bichinho" fartou-se de roer. E a tentação real também ajudou e muito!!! Portanto, vamos lá ver isto! Consta que é memorável. O disco é muito bom.

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terça-feira, outubro 06, 2009

Estranha forma de vida



Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda minha a saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
pára, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

RIP

Public Enemies


Um bom filme. O Michael Mann não engana (dito isto tenho de ver se ponho para trás das costas o preconceito contra o "Miami Vice" e contra o Colin Farrel [se bem que este já foi pior] e a ver se me predisponho a ver aquele filme). Um realizador que tem no currículo filmes como "Heat", "The Last of the Mohicans" e "Collateral" já conquistou um lugar merecedor de atenção.
Nunca fui grande fã de filmes de gangsters, mas gostei imenso do "The Untouchables" de Brian DePalma. E poucos mais vi, portanto esse filme acaba sempre por funcionar como a 'bitola' máxima. Mesmo sabendo agora que a real importância de Elliot Ness na captura do famigerado Al Capone não foi assim TÃO grande, é um bom filme que adaptou à realidade cinematográfica uma história se calhar mais...vá lá, "burocrática".
"Public Enemies" também se presta a algumas liberdades históricas e cronológicas ao que parece, mas em muito menor número. O resultado é que ficamos com um filme mais realista, e algo mais duro. Parece que o objectivo foi, mesmo tendo aquelas liberdades, fazer um filme quase documentário que acompanha os últimos tempos da vida de John Dillinger, um assaltante de bancos dos anos 30, espécie de Robin dos Bosques ("That's your money, mister? Put it away, we're here for the bank's money, not yours") moderno que, como tal, granjeou alguma simpatia junto da opinião pública que assistia à perseguição monumental montada pelo recém criado FBI de J.Edgar Hoover.
Como tal, o filme coloca a pedra de toque nesse carácter romântico e quase heróico do criminoso que foi, a dada altura, declarado como o "mais procurado" do país.
Surpresa das surpresas (not), o filme É do Johnny Depp. Por mais que goste do Christian Bale, não pude deixar de achar que o homem teve uma representação digna de um espantalho, aborrecido, entediado e praticamente sem expressividade, tipo o cara de pau do Keanu Reeves. Não sei se o papel pedia essa contenção. Talvez, mas se assim for...credo, que homem tão formal e aborrecido era aquele agente especial do FBI.
No entanto, penso que também não houve grande espaço para dar uma maior profundidade às personagens. Com especial acuidade no que diz respeito ao "bando" de Dillinger e restantes "colegas". Sinceramente passaram-me despercebidos e achei que mereciam um pouco mais de atenção. Estavam a cumprir calendário. O Bale também se calhar.
Mesmo o Depp, que tem A representação do filme parece ter tido pouco espaço para definir melhor a sua personagem. Algo que DeNiro fez brilhantemente com o Capone no "The Untouchables" ou que, mais recentemente, Denzel Washington em "American Gangster". Mas seja como for, cumpre brilhantemente o que lhe foi pedido.
Interessantes as cenas que ele partilha com Marion Cottillard (a amante, Billie Frechette), pois parecem, em toda a sua simplicidade e ingenuidade, como cenas de outro filme, sem que isso prejudique a coerência e integridade deste filme.
De resto, muito bem filmado e um cuidado extremo em criar a época não deixam dúvidas que, pelo menos, nomeações para o Óscar estão no horizonte.
Bom filme, mas podia ser um pouco melhor.
E um aparte: nada como escrever depois do filme ter "assentado".




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segunda-feira, outubro 05, 2009

Slow Time Love


As colagens aos Pearl Jam e ao Eddie Vedder (verdadeiras ou imaginárias, não importa) já ficaram lá bem atrás felizmente. 15 anos mais propriamente, se a memória não me falha. Já vi estes tipos duas vezes ao vivo no Avante. Mas não me importava de ver noutro sítio. E como deve ser. Para já, este "Slow Down Love" é uma pérola de música pop, orelhuda e viciante como se quer. Espero sinceramente que as estações de rádio não a "matem". Para já, gosto. E felizmente não sou o único.

Tomorrow we'll kiss
Tomorrow we'll go
Feeding this slow time love
Videogame

ghosts in a shell

domingo, outubro 04, 2009

Graham Chapman: 8 de Janeiro de 1941 - 4 de Outubro de 1989


From Wikipedia:
Mais tarde, nas suas digressões por universidades, Chapman disse que quando anunciou publicamente a sua homossexualidade, uma espectadora escreveu para os Monty Python a queixar-se que tinha ouvido dizer que um dos membros do grupo, que segundo ela não se tinha dignado a revelar a identidade, era gay. Juntamente com a carta, a espectadora enviou cerca de 20 páginas de orações que, se fossem repetidas todos os dias, poderiam salvar o membro em questão do Inferno. Eric Idle, ciente da orientação sexual do amigo, enviou uma carta à espectadora onde dizia “Descobrimos quem era e matámo-lo.” Mais tarde, no seu livro, A Liar’s Autobiography, Chapman escreveu, em tom de brincadeira que como John Cleese não entrou na temporada seguinte de Flying Circus, a mulher deve ter levado a carta a sério.

Uma das minhas memórias mais antigas: a de ver o Graham Chapman a ser atormentado por um cruel e gozão John Cleese no sketch "Silly Job Interview":

RIP

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sexta-feira, outubro 02, 2009

2010

2010 parece-me ser um bom ano para reconhecer finalmente o meu estado etário de, vá lá, cota, e começar a pensar não só em várias idas ao Sr. Doutor, para ver se começo a ser remendado (sim, não deve dar para mais), como também em fazer o belo do PPR que é para ver se tenho guito para mais Sr. Doutor quando for super-cota.
Ai ai a vida desregrada.
Entretanto, a ver se compro uma coisa destas para me ir entretendo nalgum jardim qualquer.



Dar de comer aos pombos é que, lamento, nunca o farei. Ratos voadores nojentos.

Inglourious Basterds


Ok. Tive de deixar o pó assentar um pouco quanto a este. Não queria cair no mesmo erro em que caí aquando da primeira parte do "Kill Bill", que estranhei fortemente ao início, mas que depois se entranhou bastante, especialmente depois de ver a segunda parte. E hoje considero-o um excelente filme.
Convenhamos. O Quentin Tarantino do "Reservoir Dogs", "Pulp Fiction" e "Jackie Brown" mudou um pouco. Todos filmes fantásticos sim, mas que, à sua maneira formam uma trilogia encerrada a meu ver. O Tarantino do "Kill Bill", "Death Proof" e "Inglourious Basterds" é um realizador diferente. Mais refinado talvez (sem qualquer desprimor para os três brilhantes filmes iniciais), Mais "escritor" que "realizador" ou, pelo menos com o enfâse colocado em igual peso nesses dois elementos.
Todos os filmes primam pelos diálogos brilhantemente construídos, mas acho que é fácil notar uma maior preocupação em criar longos e significativos diálogos nos últimos três. A começar pelo longo diálogo que antecipa a confrontação final entre a Noiva e Bill, o desavergonhado girl-trash talking em Death Proof e, acima de tudo, os longos, contidos e tensos diálogos em "Inglourious Basterds". A cena inicial entre o agricultor membro da Resistência e o fabuloso Coronel Hansa e, acima de tudo, a cena, aparentemente longa e insuportável de tensão, na cave do café, são disso indício mesmo.
Resultado: uma pessoa é apanhada desprevenida. O trailer dava a ideia de ser um filme de acção desbragada com tiroteios e sangrias constantes, perpetradas por um grupo de soldados sanguinários. Nada disso. Quer dizer, sim, isso, mas é uma parte tão pequena do filme.
E sim, só o Tarantino consegue pegar em géneros emblemáticos do cinema, apropriar-se deles e não ser acusado de copiar descaradamente. Continua a ser um fã de cinema completamente nerd que quer prestar tributo aos filmes que viu na vida. E aqui não contente em pegar num género, pega em dois e mistura-os de forma perfeita. Realmente só o QT para conseguir dar um feeling western-spaghetti a um filme passado na França ocupada pelos Nazis. A própria música, os planos iniciais, tudo nos transporta imediatamente para uma qualquer planície árida do oeste americano (ou espanhol na verdade). Quase que se espera ver o Clint Eastwood a cavalgar no horizonte quando o que acaba por aparecer é uma coluna de soldados nazis.
Consigo perceber as sobrancelhas levantadas que o filme provocou. Eu próprio começei por levantá-las. Mas a verdadeira experiência cinéfila que é este filme só começa realmente a produzir efeito após se ter visto. As memórias e imagens e situações que deixa são, realmente, muito fortes.
E o que é que "engana" neste filme. Nós próprios. Vamos à espera de ver um alucinante filme de acção, repleto de tiros e selvajaria, a um ritmo rápido e incansável, com cenas repletas de guerra e tropas, um típico filme da WWII. Mas não. Não é disso que se trata. Ao invés temos um filme que é, em determinados momentos, algo lento, compassado, fazendo uso dos diálogos longos, que crescem em tensão até uma violenta e rápida explosão de energia, fazendo encaminhar progressivamente todos os personagens para o local onde o filme culmina, uma sala de cinema, curiosamente (ou nem tanto quanto isso).
Uma fantasia desvairada e inteligente, repleta de humor negro qb, onde o grupo de personagens que dá o nome ao filme, nem tem assim um papel tão importante. O que provocou ainda maior confusão.
Mas até ver, posso continuar a dizer que o Tarantino não desilude.












quinta-feira, outubro 01, 2009

Lamechas II

Que bom ouvir este senhor novamente na rádio. Na Super Fm claro. O John Waite tem das vozes mais melódicas e delico doces de que tenho memória. Mas é um prazer real ouvi-lo. A solo, nos The Babys ou nos Bad English. A ver se desenterro um cd dele. E sim, a lamechice continua. Temos pena. :P

In Dreams

In my life I've seen such things
That I wish I had not seen
But through your eyes
I can let it go
When you're lying here with me
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream
(we dream)
Cause baby
anywhere the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
I still believe in dreams
Where you are is where I'll be
It's all that really matters to me
The world out there
Hey can kiss my ass
As long as I've got you I'm free
Free
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream (we dream)
Cause baby anywhere the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
I still believe in dreams
The world out there can kiss my ass
As long as Ive got you I'm free
Free
Sunshine knocking on my window
Couldn't wake me from this dream (we dream)
Cause I don't care which way the wind blows
I will follow you
It seems
That in my life
Cause in your life
You believe
In dreams

quarta-feira, setembro 30, 2009

cavacada

Uma pequena apropriação de imagem para ilustrar o óbvio. Parece que o enorme garfo que o Sr. Presidente tem enfiado já chegou finalmente ao cérebro. E sim, a ervilha parece ter sido trespassada. Chamem uma ambulância! Homem algo insuportável, até tinha vindo a fazer um trabalho sofrível na presidência. Não votei nele, mas vá lá, não tenho encontrado muitos motivos de queixa para além dos do costume. É um homem incapaz e algo inepto para aquelas funções, mas a verdade é que um misto de manter a boca fechada e uma opção (presumo eu) de se fazer rodear de gente entendedora, pareceram ter sido a receita milagrosa.
Mas eis senão quando o homem borra a pintura toda. E ainda não contente aproveita para vomitar em cima da pintura já borrada e pisoteá-la depois alarvemente. Coitada da pintura. Sim, uma alarvidade é a palavra chave. Ou talvez senilidade. Ou ambas. Que figura triste e infeliz a que o homem se prestou. Juro que a dada altura não estava a perceber nada do que ele dizia de tão perplexo estava. Há tempos o senhor tentou fazer stand up comedy num discurso qualquer perante jornalistas. Será que isto foi mais uma tentativa de fazer humor? Se o for é muito elaborado. Qual humor inglês qual quê. Isto deve ser humor esquimó. Como a querida S.A.R. I bem reparou, um homem que "raramente tinha dúvidas", apresentou-se ao país não só cheio de dúvidas, mas ainda criando mais e maiores.
Enfim...constrangedor. É isto um Presidente da República? Sob pretexto de não querer lançar confusão, faz ainda pior, utilizando linguagem pouco digna e nada institucional. Bela maneira de começar a nova legislatura.

terça-feira, setembro 29, 2009

A New Love In Town

Um dos melhores discos deste ano. Brilhante a todos os níveis. Sim, os Europe, os tais do Final Countdown e do cabelo carregado de laca. Já perdi a conta aos actos de contrição que já fiz por ter constantemente relegado esta banda para segundo plano antes de ouvir a sério. Os preconceitos são assim mesmo. E estou certo que este mesmo preconceito ainda vive em muita gente e mais certo ainda que em muitos nunca há-de desaparecer. É verdade. Problema deles. O que sei é que este novo disco é uma pérola. E esta canção, que se lixe se pareço lamechas ou piegas, é realmente romântica. Lamechas? Talvez. Chamem-me lamechas então. For someone out there...


Nothing looks quiet the same
I see people and places in a new light again
There’s a grace ascendent to a broken sky
Now I know, there’s a reason why
I feel so alive

Cause tonight,there’s a new love in town
Waking emotion, I thought I’d never find
Yes tonight how you turned it around
I wanna tell the whole world
There’s a new love in town

It's been a strange kind of low
Always held my head up high
Little did I know
That my rose-tinted reality
Would soon fall apart
Just by holding you gently
There’s a hope in my heart
I'm out of the dark

So tonight there’s a new love in town
Waking emotion, I thought I’d never find
Yes tonight, how you turn it around
I want to tell the whole world
There’s a new love in town

And everyone I met has made me what I am today
And every choice I made has led me here today
And every time I see your face
I find my way

Yes tonight there’s a new love in town
It's waking emotions thought lord I never thought I'd find
Yes tonight how you turned it around
I wanna tell the whole world
There’s a new love in town

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Bah

39,40% de abstenção.
Quase 40%.
Quase metade da população que não votou.
Depois queixem-se. É a total desresponsabilização. É como nas reuniões de comdomínios: são sempre os mesmos que aparecem. Não por especial prazer, que não há, mas por algum sentido de dever. Os que não estão sujeitam-se. Depois queixam-se. É caso para dizer: bardamerda!
Estava convicto que, tendo em conta o grau enorme de contestação ao Sr. Engenheiro, a grande divisão entre as pessoas, o algum interesse que aparentemente este assunto estava a despertar na opinião pública, houvesse mais votação. Na minha mesa, há hora a que votei, havia uma maior percentagem. Mais que o normal. Mas, pronto, fogo de vista aparentemente.
A democracia representativa está caduca e ultrapassada? Talvez. Mas o que criar em sua substituição. Acabar com ela? E usar o quê? Tanto se falou ultimamente nos horríveis atentados à democracia, em asfixia democrática, em défice democrático, etc e tal. E então, ninguém quer saber mesmo.
Enfim, business as usual.
Quanto à Dra. Manuela: "à mulher de César não basta sê-lo. Tem de parecer". Que ninguém diga que isto não é dos maiores fracassos do PSD que, face a uma contestação tão generalizada, não soube capitalizar esse descontentamento a seu favor. Culpas para a líder obviamente incapaz e inepta para desempenhar o cargo. Poderá ser muito competente e capaz, sei lá, mas ajudava que parecesse tal também. Maior confiança. Calculo que seja algo difícil de fazer quando se é uma múmia paralítica mal encarada. Enfim.

sábado, setembro 26, 2009

Desejo










Há 5 anos atrás. Tour dos 25 anos. Duas casas cheias no Pavilhão Atlântico com direito a gravação de DVD na primeira noite. A noite que eu fui. Já perdi a conta aos concertos que vi dos Xutos. Sem dúvida a banda que já vi mais vezes ao vivo. E sim, houve concertos memoráveis, fantásticos, bons, menos bons e aborrecidos. Tal como a carreira da banda também teve altos e baixos. 30 anos pesam, quer se queira quer não. No entanto nunca abandonei ou desprezei a banda por isso. Continuam a ser a melhor banda portuguesa de rock de sempre. Sem discussão. "Ah e tal é moda gostar dos Xutos nos dias de hoje", dizem uns. "Ah e tal os Xutos são comerciais já não têm interesse" dizem outros do lado oposto. Whatever dudes. Cada um é livre de pensar e sentir o que quiser. Quanto a mim continuo a sentir os Xutos e Pontapés como a Banda Portuguesa, aquela cujas canções podiam perfeitamente servir de banda sonora para o filme que é a minha/nossa vida. Só por isso merecem o esforço. Sim, estão (e são) diferentes do que eram há 30 ou 20 anos atrás. Mais velhos, mais gordos, mais assentes....é natural portanto que tenham mudado. Mas a chama ainda lá está. E por cada "cervejola para ver a bola" e "enquanto tiro fotocópias", há uma miríade de grandes e incontornáveis canções.
E por isso, hoje, no primeiro concerto de estádio, lá estaremos, mais uma vez, para desejar os parabéns aos Beijinhos e Parabéns!



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terça-feira, setembro 22, 2009

Thanks Staffan!

The Black Knight strikes again!
Spot on, as usual. Simple and effective. But quite truthful.
Thanks Staffan, my friend.

When noone loves you.
When you've given up hope.
When all seems futile.
And your life sux.

Then there's Metal, god damnit! \m/


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SuperFM

O que eu já aqui falei da SuperFM, a mítica rádio da Outra Margem, responsável pelo meu gigantesco vício na música que perdura viçosamente ainda hoje. Infelizmente acabou há 11 anos. Pois que então não é que os malucos que fizeram a rádio então, estão de volta? Trintões como a maior parte do seu público certamente. Em 1990 e 1991 era prática corrente ouvir a SuperFM o dia quase todo. As bandas e músicas que conheci nessa rádio são incontáveis. E na sua maioria são, ainda hoje, a espinha dorsal das minhas preferências musicais. Uma rádio preocupada em passar música, em dar a conhecer, só pelo prazer da música. Sem airplays, cedências ou compromissos com editoras. E heavy metal, bastante heavy metal, ouvido pela primeira vez com agrado nessa rádio. Nostalgia trip.

SuperFM volta a emitir passados 11 anos de ausência
21.09.2009

A geração que passou muitas tardes a ver o Verão Azul, que fez a Prova Geral de Acesso e que viveu estes fenómenos na região da Grande Lisboa, logo ao fim do dia pode revisitar mais um lugar comum da adolescência e voltar a ouvir uma rádio que marcou quem hoje está na casa dos 30 anos. Quando forem 21h09 a SuperFM, a rádio local da margem sul do Tejo que marcou um lugar importante entre os apreciadores de rock, volta a emitir passados 11 anos de ausência.
O projecto, que acabou em 1998, depois da frequência que ocupava ter sido comprada pelo produtor brasileiro Ediberto Lima não morreu, lembra Rui Santos, director deste novo projecto. O responsável frisa que esta será a recuperação de um nome que acompanhou o crescimento dos seus ouvintes, mas que continua animada e a apostar no rock e no apoio à música nacional. Está prevista a recuperação de antigos programas da antiga Super FM como o Força Total à Música Nacional.
Agora na frequência 104.8, ocupada antes pela Rádio Eco de Alcochete, Rui Santos lembra que esta é a recuperação de um projecto de rádio que liderava na região de Lisboa na faixa etária 18-25 – agora reformulado para servir os ouvintes na casa dos 30 anos, com poder de compra e espírito revivalista: “Os nossos ouvintes cresceram, aqueles que eram a geração rasca são o motor do país e não se revêem nas rádios que estão disponíveis”, afirma Rui Santos que acusa a rádio de hoje de não pensar nas pessoas e que frisa que não concorrem com ninguém.
“Podem desligar os ipods e os cd’s do carro. Para aqueles que nos ouviam em 1998 a rádio deles voltou. Para os que não nos conheciam, só posso prometer uma agradável surpresa”.
Num dos testemunhos deixados por artistas nacionais, como Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, para saudar o regresso da SuperFM, Fernando Ribeiro, dos Moonspell lembra: “Na altura era difícil colocar os Moonspell nas rádios. Os Moonspell cresceram com a Super. Era uma rádio onde era possível ouvir-se música pesada a qualquer hora do dia”. Rui Santos acrescenta. Se decidirmos passar ‘Pantera’ nenhum director nos vai chatear ao estúdio a dizer que se calhar é muito pesado.”

Público Última Hora







segunda-feira, setembro 21, 2009

Casa das Histórias





The Pillowman, tríptico, 2004

Não sou o maior fã das obras da Paula Rego. Tem coisas que gosto muito e outras que, enfim, sinceramente nem por isso (para ser simpático). Mas em geral é interessante. Mas é digno de nota que uma artista que basicamente se fez lá fora, ainda se considere suficientemente portuguesa para doar esta quantidade de obras a Portugal e apadrinhar um museu gratuito para o povinho. E vale a pena nem que seja pelo edifício do museu, do Souto de Moura.

domingo, setembro 20, 2009

Bom.

Quem o viu e quem o vê realmente. Há 15 ou mais anos atrás quando passava a pé sobre a ponte, nunca imaginei que chegaria a ver isto. Desportos náuticos, uma verdadeira regata de kayaks. Sim senhor. Qualquer dia até os golfinhos voltam. Gostei de ver e de ficar a ver passar os senhores remadores que, certamente, terão dado graças pelo facto de não terem de forçar os seus remos por matéria mais viscosa e não tão agradável.
No entanto o objectivo era mesmo ir ver a feira medieval de Sacavém, mesmo ali ao lado. É verdade. A Feira Medieval de Sacavém, já na sua terceira edição. Enfim. Começo realmente a pensar que se criou uma espécie de indústria dedicada às "feiras medievais" e, como tal, há que continuar a providenciar locais para se realizarem as ditas "feiras". Mesmo que sejam em sítios menos...enfim...menos ortodoxos. Estamos em tempo de crise, convém não lançar mais pessoas para o desemprego. A referência à "Feira Medieval de Sacavém" a amigos fez levantar alguns sobrolhos, proporcionou alguns sorrisos e puxou uma ou outra gargalhada. Está bem. Porque não hão-de os sacavenenses fazer uma feirazita também? É típico. Como aliás se pode ver por esta oferta alimentar tipimente medieval:

Não só era um "cachorrão" e "burguer", como ainda por cima era "super". Nada mau!! :D O raio do evento era, com o devido perdão dos sacavenenses, algo estranho. Com um espaço tão, mas tão grande à volta, resolveram concentrar tudo numa "rua" repleta de barracas e afins. Devia ser para dar o feeling medieval de pessoas a atropelarem-se cavalarmente umas às outras, enquanto comiam o seu "cachorrão medieval" (ok, havia outrs coisas para comer!).
Resolvi ignorar os dois "actores" vestidos de frades que guinchavam e berravam em cima dum palco (parecia ser uma espécie de peça pantomineira) e esperei pelo promissor "Treino de Armas". Eis que surgem mais uns quantos "actores" que se põe efectivamente a treinar golpes e contra golpes. Assaz aborrecido. Aliás, os próprios "actores" pareciam algo perdidos e parados a olharem uns para os outros, algo indolentemente.

David & Golias? Parece. E parecia também que iria sair daqui um massacre. Injusto! O gigantone não só é gigantone como tem uma armadura. O pequenitates ali (deve ser do Povo nojento!) estaria lixado. Todavia, lamento informar que os senhores andaram à porrada por uns minutos até se fartarem. Não houve vitorioso. Apertaram as mãos e acho que foram beber. Ya. Eu teria feito o mesmo. Os jovens que se seguiram já se esforçaram mais. Vá lá.



E, o que parece ter sido o main event da tarde: os capitalistas a baterem-se, ou por outras palavras, medievais palavras, se assim puder ser, os nobres empertigados à espadeirada!




Mas também foi animação de pouca dura. De seguida descobri a origem medieval dos Pauliteiros.

Enfim. Isto das feiras medievais é muito giro e interessante. Mas, e é apenas a minha singela opinião, se vão fazê-lo, façam-no a sério. Com empenho. Sei lá, para ser mais credível. Até o presidente da câmara de Óbidos, aqui há uns anos na respectiva feira medieval, a atender o telemóvel em plena encenação dum típico banquete medieval, parecia mais medieval. lol
Olhei nesta direcção

e pensei que era melhor ir mas é para casa!

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Flashbacks


Não é que seja costume falar aqui de filmes vistos em DVD, como já o disse mais uma vez. Mas vi este filme há tempos em casa, emprestado pelo F (thanks bro!) e, em boa verdade, gostei imenso. Um filme que nem deve ter tido estreia comercial nas salas de cinema por cá. O que não deixa de ser estranho porque é um projecto do Daniel Craig, o actual 007, e protagonizado por ele mesmo. Um papel nada "bondiano", feito a seguir ao "Casino Royale" e à "Bússola Dourada" (yuck!) e antes do "Quantum Solace". É notório e de louvar o esforço de Craig em não ficar colado ao James Bond.
Mas adiante. "Flashbacks..." é um filme simples, que conta uma história também ela simples mas com a qual,acho eu pelo menos, qualquer um se pode relacionar.
No fundo é um história sobre as decisões na vida, as opções que se tomam à medida que se vai andando e o quão errados (ou certas) elas vêm a revelar-se ser.
O "fool" do título é Joe Scott um actor no declínio da carreira (e da vida) que a certa altura se vê forçado a refçlectir sobre o que correu mal na sua vida. Eis que entram os "flashbacks". Nesse grande flashback vemos a vida de um Scott adolescente e das opções que tomou e que o levaram ao caminho onde veio agora encontrar-se, desiludido e desconcertado. Convencido durante anos da certeza das suas escolhas e, iludido com o sucesso que acabou por ser finito, Scott toma consciência da realidade da sua vida após ser informado da morte de um amigo de infância.
Parece e é simples. Mas realmente vale a pena ver o filme. Certo, é algo lento por vezes, mas ganha na construção cuidada e sem pressa das várias personagens. E, de facto, fiquei preso ao filme.
Enfim...certos momentos falaram-me a mim directamente, portanto, esta opinião sobre o filme é ainda mais subjectiva que qualquer uma das outras.
Mas gostei. Gostei de ver que há filmes que retratam um determinado estado do Mundo actual, e da maioria das pessoas que nele vivem. E que depois se preocupam em mostrar o outro lado da moeda. E mostrá-lo como um lado que, se calhar, quem sabe, também é correcto. Há outros modos válidos de viver a vida. É bom ver que filmes como este e, mais recentemente, o "Up" da Pixar, começam a dar valor a outros princípios. A mostrarem outros tipos de aventuras que não aquelas que hoje são dadas como "a coisa certa para fazer", o constant moving around, a insaisfação com as coisas simples da vida. But i digress....

He had a rare gift Joe. He knew his place in the world. He found wonder in simple things. He lived in the moment like a child...That's a rare gift in a man.

When i was a child i used to think that being brave meant that you had to take action... that to have a dream or get forward in life you needed courage.
But the only thing you need courage for is for standing still.




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quinta-feira, setembro 17, 2009

yup

When you develop an infatuation for someone you always find a reason to believe that this is exactly the person for you. It doesn't need to be a good reason. Taking photographs of the night sky, for example. Now, in the long run, that's just the kind of dumb, irritating habit that would cause you to split up. But in the haze of infatuation, it's just what you've been searching for all these years.
The Beach

Braga



quarta-feira, setembro 16, 2009

neverending journey



From the red sky of the east. To the sunset in the west
We have cheated death and he has cheated us

But that was just a dream. And this is what it means
We are sleeping and we'll dream for evermore

And the fragment remains of our memories
And the shadows we made with our hands
Deeper grey, come to form all the colors of the dawn
Will this Journeyman’s day be his last?

I know what I want, I say what I want
And no one can take it away.
I know what I want, I say what I want
And no one can take it away.

But the memory still remains.
All those past years not so strange
Our winter times are like a silent shroud

And the heartbeat of the day
Drives the mist away
And winter's not the only dream around

In your life you may choose desolation
And the shadows you build with your hands
If you turn to the light, that is burning in the night
Then this Journeyman's day has begun


(Smith/Harris/Dickinson)

terça-feira, setembro 15, 2009

UP


They've done it again. Não sei como, mas parece que a Pixar tem um segredo muito bem guardado, tipo galinha dos ovos de ouro. Não há tempo para enumerar aqui todos os sucessos da Pixar. Basta apenas mencionar o brilhante Wall.E do ano passado, para se concluir que a Pixar está cada vez melhor no ofício de realizar filmes de animação que ultrapassam em qualidade, emoção, maturidade e sinceridade muitos, mas muuuuitos dos filmes actuais, ditos adultos.
O fascinante de "Up", tal como do "Wall.E", é que, não obstante serem animações, sendo como tal facilmente relegados para a categoria de "filmes para crianças", não são, na verdade, filmes infantis. Obviamente que a animação é e será sempre apelativa às crianças, mas a Pixar tem revelado uma preocupação crescente em fazer filmes de animação que as crianças podem ver e os respectivos adultos acompanhantes não se aborrecem de morte a vê-los.
E sim, os bonecos são patuscos e cómicos, e há alguma dose de fantasia no argumento (balões a levantarem uma casa é obra), mas a história é simplesmente brilhante. O que está por trás da história básica é o que realmente interessa.
O facto de "Up" não ser exactamente um filme para crianças começa logo no início. Em poucos minutos vemos como Carl, o protagonista, e Ellie se conhecem quando miúdos e de seguida acompanhamos as décadas de casamento, resumidas de forma brilhante, sem diálogos. E a subtileza das imagens é mais do que sificiente para sabermos o que se passou, as tragédias e dramas que tiveram que passar e ultrapassar. Surpreendentemente é um filme sobre envelhecimento e morte, um tema algo pesado para meras crianças. Há realmente uma pequena grande tristeza que perpassa nessas imagens iniciais. No entanto é também um grande filme de aventuras e repleto de humor.
E há aquela sequência minha favorita pessoalmente quando Carl finalmente toma consciência que a "grande aventura" que Ellie queria...afinal teve-a. É isso mesmo. Romântico e lamechas? Talvez. Mas um romanticismo e lamechice muito bons.