domingo, abril 26, 2009

Descansemos e depois....AVANTE...

...pela Avenida da Liberdade fora!
Foram poucas as horas de sono, visto que tive de me levantar mais cedo do que deveria para poder dar uma ajuda a um amigo. Anyway 5 horas de sono e a menina alergia a rondar deveriam ter-me inculcado algum juízo. Mas, como diz a Betty, "só não crio juízo porque não sei o que come". Como tal fui ter com o D. e a C. ao Marquês para a Manif do 25 do 4 da ordem. Chegar em cima da hora e a confusão do trânsito fizeram com que deixasse o carro no Saldanha. E depois fui a pé. Ah pois. Como disse: se é para rebentar, que seja em grande!
Consegui atravessar o mar de gente e atravessei a pé a Rotunda do Marquês, o que é sempre algo que provoca algum frissom e também élan (não sei o que estas palavras significam, mas sempre quis usá-las....). Reunidos que estávamos, e já devidamente artilhado com o cravo da ordem, cortesia da menina C., lá descemos a passo de caracol pela Avenida da Liberdade, com os militares, os emigrantes, os refugiados, os gays, as lésbicas, os sindicalistas, os palhaços e toda a vasta plêiade de personagens e grupos que entende por bem associar-se à manif e gritar pela sua liberdade. Especial apreço para o movimento feminista que gritava qualquer coisa como "Machismo nunca mais!" LOLOLOLOL.




Um mar de gente, como se pode ver. É interessante e inspirador que ainda tanta gente se dê ao trabalho de participar na manifestação do 25 de Abril. Mais do que datada ela surge como uma expressão divertida e festiva da liberdade e da democracia idealizada. Agora só falta que esta gente toda se lembre que também dava jeito que fossem votar nas próximas eleições, sejam elas quais forem. No fundo é importante que as pessoas se lembrem que o que têm hoje depressa lhes pode ser retirado.
No fim da Avenida, já no Rossio, um jovem, aparentemente, procurava algo mais específico.

Um "Pedro" procurava uma "Inês".... Romântico e patético (no bom sentido). Não pude deixar de sorrir à ousadia do rapaz. Ousadia e candura. Tantos "Pedros" andam à procura da sua "Inês", mas este teve coragem de assumir publicamente. lol Pelo menos sabe o que anda à procura, e sabe do que precisa para a sua vida.
Caminhámos até à Praça do Comércio, onde nos separámos. Eu, como certified lunatic que sou, voltei a pé para o Saldanha. Com uma paragem na Calçada do Carmo para ver a lojeca de discos prog, cujo nome agora me escapa, mas que recomendo vivamente a quem gosta de prog rock. Sim, após a janta em boa companhia e alguns dedos de cumbersa, caí na cama qual cepo ou tronco acabado de ser deitado abaixo por um qualquer lenhador de barba e camisa de flanela vermelha aos quadrados. Tiiiiimbeeeeeeeer!!!!

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Avante ainda, mas com dificuldade!

Bom, to cut a long story short, lá chegámos eventualmente com Therion a bombar nas colunas. Dá sempre jeito nestas andanças ter um local para nos guiar. Se a ajuda da Miki no Pinhal Novo foi providencial, menos não esperava do FC no Seixal, visto que ele estava a jogar em casa. E assim foi. Mesmo tendo sido uma surpresa para o jovem a quantidade de trânsito, carros, pessoas e falta generalizada de estacionamento (os Xutos são assim dude!), lá conseguiu engendrar uma série de planos que jogaram a nosso favor.
Começou logo pelo lugar para estacionar. Tive de confiar plenamente nas indicações, mesmo na altura em que me parecia que estávamos a afastarmo-nos do local. E em boa hora confiei. Eis que surge um belo local para deixar o Porsche, a uns meros 5 minutos a pé da entrada. Minha alma ficou parva. Ehehehe. Entretanto os Xutos já tinham começado, claro. Perdemos os primeiros 10 minutos se tanto. Entrámos no recinto e fomos logo brindados com o "Esquadrão da Morte", logo seguido do "1.º de Agosto"....que mais se podia querer???
Talvez um lugar mais próximo do palco não? Foi o remar, remar então. Não a canção, que veio mais tarde, mas nós, a remar contra aquela gente toda até chegarmos mais perto. Eu já me dava por satisfeito, mas o local man ainda tinha mais uma cartada na manga: para avançar nem sempre é produtivo "ir em frente", curiosamente. Uma grande verdade, que se pode aplicar a várias alturas da vida. Fomos para o lado então, em direcção ao rio e diabos me levem se eu alguma vez suspeitava que, com quase 35 anos, me veria uma noite, no Seixal, a saltar dum muro com a minha altura ou mais, para a "praia" do Seixal. Não fazia bem ideia para onde estava a saltar, mas, sei lá como, consegui evitar cair em cima das pedras que me esperavam lá embaixo. Ainda bem, para coxo já chegava o Kalu. E pela praia avançámos então, qual desembarque Aliado na Normandia. Avançámos até ficarmos atrás das linhas inimigas...ops, lá me entusiasmei com esta treta....até, dizia, ficarmos atrás do palco. Depois foi uma questão de andar para trás para encontrar um bom ângulo de visão e córtir. Ah sim, também tivémos de nos desviar do gang juvenilo-carteirista que por lá passeava, não tão ociosamente como isso.

Belo concerto sim senhor. Foi a maior setlist salvo erro. Pelo menos foi o maior concerto que eles deram. Nas palavras de um alegre e, obviamente já bem bebido, Tim: "Ultrapassámos a marca das duas horas pessoal!" No fim foram praticamente duas horas e meia de Xutos, num concerto cheio de energia e boa disposição. Obviamente estavam a divertir-se tanto ou mais que nós. Especialmente o Tim. Mesmo o Cabeleira esboçava uma série inusitada de sorrisos. Ainda assim, era o mais sério, a julgar pela apresentação que o Tim lhe dispensou: "João Cabeleira na guitarra, Xutos na desbunda!"
À série de clássicos, irrepreensível e inatacável, juntaram as novas canções, das quais apenas uma ou duas me impressionaram a valer. Em geral achei que quebravam um pouco o ritmo. Que eram um pouco moles, vá lá. Não que fossem ou sejam más, apenas não tão fortes como as outras. Ainda assim, a famosa canção do Sr. Engenheiro, a "Sem Eira nem Beira" acabou por ser uma festa. Não é nada de especial a cançoneta. Diria quase que é muito fraquinha e constrangedora. Algo óbvia. Mas ao vivo, com o Kalu a sair da bateria agarrado a uma muleta e a cantar com a voz que tem (e não aquela versão "arranjada" do disco) acabou por ser divertida. Mais ainda quando no fim é o Kalu que grita: "Vá! Palmas pró coxo!" LOL

Eram quase 3 da matina quando os rapazes deram a noite por encerrrada, e após dois encores. Acredito que teriam tocado mais, se pudessem. Estavam com a chamada "pica toda".
No meio disto tudo cheg+amos à conclusão que nas últimas longas horas só tínhamos deglutido um doce de coco, a poncha, alguns amendoins e umas quantas cervejas, pelo que toca de ir para a fila do proverbial pão com chouriço, esse salva vidas felizmente disperso por este país fora.
E foi aqui que a fézada acabou. Estávamos quase lá. Quase! Mas o quase foiu o suficiente para o raio da fiscalização camarária mandar toda a gente parar de vender e fechar a loja. A licença meus senhores! A licença de funcionamento. Provavelmente era só até às duas da manhã. Não previram um concerto de Xutos tão longo. Azar. Nada de comida. Bebemos mais uma para (não) variar!
De resto nada de especial....arrastar a carcaça moída para o carro, deixar o local boy na sua local home e pôr-me a caminho de casa. Não sem antes ficar um bom quarto de hora parado na Ponte 25 de Abril devido a um acidente aparatoso, mas já resolvido. O problema é sempre o mesmo: o português é mirone. Passa por um acidente e tem de averiguar, ver, espiolhar, medir e investigar tudo. Devem ter alma de agente de seguros ou coisa que o valha. Atrasam tudo só porque querem VER. Diabo, não preferem ir para casa??? Eu prefiro. E quando cheguei foi o paraíso na Terra. Finalmente pude deitar a cabeça que me doía desde manhã. Merda das alergias.


(continua sim...porque não?)

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E avante continuámos!

Pinhal Novo. Essa bela localidade, onde nunca tinha posto os meus reais cotos. Agradecimentos especiais à Miki pelas preciosas indicações. Da próxima vez que for à tua terra prometo que será num fim de semana em que estejas lá! Bom, meia hora depois e graças às indicações da local girl e às muitíssimo bem colocadas placas de sinalização (o que já vai sendo um luxo raro neste burgo, convenhamos), lá demos com o quartel dos Bombeiros Voluntários da dita localidade, em cujo auditório o concerto se iria realizar. Concerto à borla! Yes! Viva o 25 de Abril, pá! O auditório revelou-se uma sala enorme com um grande palco. Muito bom. Porque razão alguém se lembrou de dotar um quartel de bombeiros de uma tal infra-estrutura é algo que me escapa, mas ainda bem que existe, porque as condições eram excelentes. E deve dar um jeitão para os bailaricos festivos. E sim, ficou à cunha. Felizmente chegámos a tempo de obter duas cadeiritas na terceira fila. Tásse bem. Muito bem mesmo.
Antes ainda tivémos tempo de cuscar e fotografar a chaimite que estava estacionada à porta. Ah...assim já parece mais o 25 do 4. Cravos a serem distribuídos à porta, o pessoal a beber a bela da mine.
O concerto começou com uns meros 10 minutos de atraso e, ao contrário do da semana passada, foi mais completo, quase uma hora e vinte talvez. Excelente direi novamente. Este homem deixou-me impressionado, muito impressionado. Por tudo, pela voz, pelas letras, pelas composições, pelo humor, pelo carisma. Uma espécie em vias de extinção. Aprecio especialmente o carácter quase épico de algumas das suas canções, um sentimento muito dramático que perpassa das letras e se espraia pela música. Um sentimento que dá prazer de absorver. A concentração que a música e as palavras provocam em nós é algo de quase hipnotizante. E obviamente que vê-lo e ouvi-lo nesta noite em especial assume um carácter mais especial. "Vou cantar umas cantigas antigas que hoje já estão muito datadas, porque nada do que as canções retratam se passa hoje. Nada mesmo. Hoje está tudo bem...". Mais subtil que meter um "Sr. Engenheiro" no discurso, mas isso são outros quinhentos.
De repente, mal parecia ter começado, acabou. Passou num instante, e até o irrequieto homem ao meu lado que me estava sempre a acotovelar tinha sido esquecido durante o concerto. Prestámos a devida libação ao homem e ao concerto com duas mines (que, já agora, já foram mais mines do que são agora).

De seguida foi a corrida para o carro que já era quase meia noite e os Xutos começavam à meia noite e meia. Do Pinhal Novo ao Seixal é um instantinho. Pelo menos no mapa. Mas a nossa experiência da viagem para o Crato no ano passado já nos tinha ensinado que não era bem assim. A Moita tornou-se mítica desde então.
Lá engendrámos um plano de percurso que foi religiosamente seguido até ao resultado esperado: we're fucking lost goddamnit! Valeu-nos a ajuda prestável duns homens misteriosos que estavam parados numa bomba de gasolina fechada, mas aparentemente a atestar o depósito.... Bom, não era nada de ilegal certamente, e lá nos indicaram o caminho mais rápido. Foi uma volta do caraças, pela auto-estrada, mas terá sido o melhor...pelo menos era a direito. Não havia tempo para andar a testar estradas e caminhos secundários. Da auto-estrada ainda pudémos ver o fogo de artifício de Almada E do Seixal, simultaneamente. Muito bonito, e útil, porque enquanto houvesse foguetório no Seixal, não haveria Xutos.

(continua)

sábado, abril 25, 2009

Avante pá!

Bom, bom, bom. Possuo em casa, hoje, mais cravos do que alguma vez tive em toda a minha vida. Isto diz muito das alucinantes comemorações do 25 do 4 deste ano.
A noite começou, ainda de dia, no Largo do Carmo onde alguém se lembrou de fazer um arraial cheio de bric-a-bracs, coisas e loisas e barraquinhas de tudo e mais alguma coisa. Música variada e declamação de poesia também faziam parte do cardápio. Acabámos por deglutir um doce de coco de Moçambique (muito bom) e uma poncha da mesma proveniência que tinha assim um sabor e uma textura algo...estranha, vá lá.
Uma nova visita ao Quartel do Carmo serviu para refrescar as memórias do ano passado. Embora agora a visita seja mais curta, parece-me que qualquer dia a GNR sai dali de vez....cheira-me que sim. O primeiro alucinado da noite surgiu então. Um jovem que se auto-intitulava "Salazar" e que queria imenso ir ver o gabinete do Sr. Dr. Marcelinnho (sic) para lhe prestar a devida homenagem. Ainda teve tempo de trocar dois dedos de conversa com a estátua do D. Nuno Álvares Pereira e quando nos cruzámos no andar de cima, vira-se para mim, completamente eivado de emoção, e agita o punho crispado dizendo com sentimento: "Imaginem estarmos aqui, estamos a ser cercados agora. Não tarda vão disparar. É dramático e perigoso!!" Sorri de forma amarela e escapuli-me para a sala que se seguia. O homem segue-me, mas felizmente para mim, reconhece na mulher que está na sala com duas crianças uma personalidade da TV (sei quem é, mas não sei como se chama, sorry) e aproveita para a importunar a ela, proclamando que "a conhecia, que os óculos escuros disfarçavam, mas que ainda assim ele reconheceu-a porque é muito observador". A dita senhora arrebanhou os filhos e literalmente fugiu dele. Sobrou para mim, claro. "Eu ainda me meto em problemas qualquer dia", disse-me ele, "É que eu abordo assim as pessoas sem jeito nenhum. Ai qualquer dia arranjo problemas!" Ao que eu repliquei, tentando dar um tom irónico e um olhar significante ao máximo: "Pois. Pois é." E reeditei a grande evasão posterior. Que lunático.
Cá fora, tempo de imperial e de um coro qualquer que lá entreteve a populaça com algumas cançonetas interventivas. O coro era mauzito, mas cantavam com evidente alegria e vontade, pelo que até se esteve bem. Pior mesmo foi a brazucada que veio a seguir com uma menina que, sim, era gira e tal, mas não cantava nada, e uma bandazeca que mal se ouvia (excepto o bombo). Aguentámos a primeira apenas ("éla só qué námorá" etc etc) e fomos espreitar o Largo de Camões, visto que concluímos que o Carnaval já tinha passado, pelo que se passava bem sem a batucada brasileira e o caneco do caraças!
No Camões, para além de aprovar largamente a implantação do quiosque do Jardim das Amoreiras (porra, antes deslocado e a funcionar, do que no local original, mas abandonado), tomei contacto com o programa das festas: um mega quadro electrónico para onde se podia enviar SMS (hmmmm, ok......) e uma série de nomes, actores maioritariamente, que iriam declamar poesia variada num palco que manteria sempre um microfone aberto para qualquer um dizer de sua justiça.
Só uma jovem quis ir lá berrar umas coisas, que mal se percebiam, coitada. Qualquer coisa como: "BRAHAHAHDA AAAARGH! LIBREDAHDE! AHAHAGHA 25DABRILE SEMPRAAAGH"
Seguiu-se, quase de imediato a primeira função. A tal série de actores, escritores e o catano ao cubo, tudo junto a declamar. Eis uma foto dos meliantes:

Porquê "meliantes"? porque, em boa verdade, e com todo o respeito pela liberdade de expressão e pelo que o 25 do 4 representa, confesso que desejei e ansiei pela chegada dum auto tanque com mangueira de alta pressão para dispersar aqueles bárbaros. Ok, façam o que quiserem, e como quiserem. Façam as figuras, palhaçadas, macacadas e ridicularias que quiserem. Estão no vosso direito. E eu estou no meu direito de os considerar uns palhaços. Ler poemas, declamar aos berros e em galhofa geral...enfim, não sei, mas acho que retira alguma seriedade à coisa....o que é contra producente não? Pior foi mesmo terem posto o "Depois do Adeus" e terem procedido a cantar a altos berros e potente desafinação espasmódica por cima da canção. Os espasmos ficaram a cargo de uma senhora, que sempre respeitei em geral (e que não vou nomear), mas que naquela noite devia estar com algum problema na psique. Berrava e abanava-se tanto que até os palhaços subordinados se viraram para olhar, no meio do gáudio geral, conforme se vê na foto. I speaketh the truth! A figura que aquela gente estava a fazer era inqualificável, mas estou certo que muitos terão apreciado o cariz artístico da intervenção dos supostos artistas...enfim. Mais uma vez no respeito pelos valores revolucionários do 25 de Abril, era aproveitar que estavam ali todos alinhadinhos e.....
In the meanwhile tivémos o prazer de ver chegar Shiva, ops, perdão, António Costa e Vereação em geral. Devia andar a fiscalizar as festarolas feitas com o guito da Câmara. E sim, chegou com um sorriso nos lábios que se foi tornando mais amarelo à medida que a palhaçada continuava. Boa publicidade ó Tó! Nada como este esbanjamento do erário da edilidade às portas das eleições.
Fugimos. Em direcção ao Pinhal Novo. Estas comemorações do 25 do 4 em Lisboa estão-se a tornar demasiado pseudo intelectuais. Nada como ir em busca de uma comemoração à antiga.
Margem Sul power yo!



(continua)

sexta-feira, abril 24, 2009

Xutos

Live @ Seixal


E continuo cansado. Muito cansado. Mas que sa lixe. Se é para rebentar, que seja em grande.

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quarta-feira, abril 22, 2009

Bom...

...que dizer? Primeiro vou dar espaço ao fã confesso e dizer que o filme é brilhante, espectacular, genial e um prazer total e absoluto de ver, em especial num ecrã grande. Se é difícil explicar o porquê da dedicação a esta banda por palavras minhas, agora passou a ser mais fácil. Está tudo ali, por palavras, imagens e sons. Dos mais exagerados aos mais comedidos, os fãs justificam esta banda. Não há, nem haverá outra assim.
Agora, mais objectivamente. Não sei como, mas they've done it again. Os realizadores de "Flight 666" têm uma capacidade de síntese e uma maneira de filmar fantástica. Não esperava menos, depois de ver os anteriores "Metal:A Headbangers Journey" e "Global Metal". Fazer um documentário sobre uma coisa tão específica como as origens do heavy metal, a difusão do mesmo pelo Mundo e, agora, especialmente sobre uma banda em particular é, nitidamente, um trabalho complicado. Muita coisa ficará necessariamente de fora. Mas a verdade é que em todos os documentários os gajos conseguiram captar o essencial, o espírito, sempre de uma maneira interessante e cativante. E mais: seria fácil fazer este tipo de documentários para os "convertidos", para os que já conhecem, já sabem, já gostam. Mas não, tal como os anteriores, "Flight 666" é um filme feito para todos. Mesmo para os que não conhecem ou não se interessam por heavy metal ou pelos Iron Maiden. É aqui que tem residido o maior interesse destes documentários: são obras que podem ser apreciadas tanto pelos conhecedores como pelos não conhecedores. Não se trata de "pregar aos convertidos" mesmo, mas sim, contar uma história. Basta apenas que haja interesse e curiosidade em vê-la.
Quanto ao "Flight 666" em especial, são duas horas de puro prazer que relatam a primeira parte da digressão "Somewhere Back on Tour", seis semanas e meia em que a banda deu, praticamente, a volta ao Mundo.
Não há grandes revelações, ou nada que não se soubesse já em geral, mas aqui e ali aparecem inúmeros pormenores dos bastidores que são realmente deliciosos. E muito bem filmado, mesmo muito bem filmado, em especial os excertos ao vivo (que, pelos vistos, sairão em dvd, naquilo que poderá bem ser o melhor dvd live dos Maiden de sempre).
Mas em especial, o que realmente emocionou as pessoas (ou a mim, pelo menos) foi o humor que percorre todo o filme. Não raras foram as vezes em que a sala esgotada largou gargalhadas bem altas, com as tiradas do Bruce, do Nicko ou do Rod.
Incrível como uma banda com 30 anos, praticamente sem apoio nenhum das rádios e media em geral consegue gerar este tipo de reacções e, principalmente, devoções. "Iron Maiden is my religion" dizia uma bandeira algures no Brasil. Exagerado? Talvez. Mas compreensível e totalmente justificado.
"I'm speechless. I am left without speech."







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terça-feira, abril 21, 2009

April 21st - International Iron Maiden Day

Isto de ser fã de Iron Maiden tem muito que se lhe diga. Ou teria, se houvesse palavras. Como disse Sam Dunn num outro documentário, "whether you feel it, or you don't". E em relação a esta banda isto surge com maior acuidade ainda. I feel it. I can't explain it. I don't have to.
Hoje é dia mundial de Iron Maiden apenas e só porque será exibido, a nível mundial, e apenas hoje, o documentário realizado por Sam Dunn e Scot MacFayden relativo à última digressão dos Iron Maiden, que fica para a História a todos os níveis. Foi a digressão que nos levou de volta a 1984 e 1985, ao Powerslave, Live After Death e Somewhere in Time e, acima de tudo, à World Slavery Tour, com toda a parafernália incluída,dando-nos oportunidade de ouvir canções que, simplesmente, são perfeitas. E para além disso ficará na História como uma das maiores tours de sempre auto transportada em avião pilotado pelo próprio vocalista da banda. Só assim foi possível fazerem uma tour verdadeiramente global, em todos os continentes da Terra. Impressionante.






segunda-feira, abril 20, 2009

'Tá quaaaaaaaaaaaseeeeeeeeeee!

'Flight 666' Directors Interviewed

Richard Crouse, film critic and host of television's award-winning "Reel to Real", recently conducted an interview with directors Scot McFadyen and Sam Dunn of Banger Films Inc., creators of "Iron Maiden: Flight 666", the feature-length documentary film which follows the Iron Maiden bandmembers on the first leg of their "Somewhere Back In Time World Tour" in February and March of 2008. Watch the video below.

For "Iron Maiden: Flight 666", the band was accompanied everywhere by award-winning documentary makers Banger Productions from Toronto in Canada, who have received international critical acclaim for their previous movies "Metal: A Headbanger's Journey" and "Global Metal". Producer/presenter Sam Dunn and his team bring an intimate, behind-the-scenes view of this remarkable journey, with a close look at the logistics involved and following Team Maiden in the cockpit, on the plane and on and offstage, getting to the heart of this global adventure of a band that has very rarely even let cameras backstage before.

Shot in high definition and with superb 5.1 surround sound, mixed by the band's producer Kevin Shirley, "Flight 666" brings to the screen all the drama, excitement and hysteria that followed the band around the world every time Ed Force One (the band's plane) touched down in a new country. The film documents the intensity of the punishing show schedules, the struggle with the time zones, the pressures of ensuring that every performance matched the energy of the many thousands of ecstatic and expectant fans from many cultural backgrounds, unusual angles from the spectacular shows... and, of course, the fun had on the way!

A special international "Iron Maiden Day" is being planned for April 21 with simultaneous showings of "Iron Maiden: Flight 666" in selected digital cinemas around the world.



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domingo, abril 19, 2009

E seguiu para bingo

Sim, estava cansado. O corpo estava cansado, depois de uma mega noite de heavy metal prá carola. A que acresceu as míseras 4 ou 5 horas de sono. Mas a verdade é que se o corpo estava cansado, a mente ainda pedia mais. É muito chato isto. Não sei realmente explicar o porquê, mas parece-me que, de vez em quando, o cérebro quer continuar a ser estimulado, apesar do corpo já estar mais que estoirado. Daí o sono leve dos últimos tempos, o custar a adormecer nalgumas noites e, uma ou outra insónia.
Repito: não sei explicar a razão disto. Sei que há um par de meses andava assim, mas tinha uma razão específica para tal. Agora nem por isso. Talvez seja só a vontade de alimentar o espírito. De pedalar continuamente porque, como todos sabem, a bicicleta cai se deixarmos de pedalar. Whatever. É chato porque fico cá com a impressão que não devia andar a forçar o belo do corpinho sem lhe dar o merecido descanso. Mas pronto. Domingo serve para isso mesmo. Assim, ontem, após uma manhã dedicada a um electrodoméstico, e uma tarde inteira para uma cozinha (isso está a ficar catita A.!), estava pronto para mais estímulos. Aparentemente perfilava-se no horizonte mais um concerto dos Banda Gástrica. Mas não. Num daqueles momentos completamente fruto do momento, "spur of the moment", como diriam os bifes, ou um "Goddamnit, i'm going!", acabei por ir sim. Claro que após sugestão do F. Acabei por comprar os dois últimos bilhetes disponíveis. A isto se chama A Fézada! Besides, o heavy metal será sempre a minha música de eleição, mas, de vez em quando sabe bem variar.
E pronto, Dead Combo, Camané e José Mário Branco, no Music Box. E é assim, com decisões de última hora, impulsivas e baseadas em gut feelings, que se acabam por assistir a grandes concertos. E a prova mais que provada que isto foi mesmo decisão de última hora é que nem levei a câmara. Serviu o telemóvel, mas com pouquita qualidade. Já digo que gostava de ter algo mais forte que a minha fiel NYTech, mas desta vez tive saudades dela.
Tinha alguma curiosidade em ver os Dead Combo e o Camané. Só conhecia este último, ao vivo, nos Humanos e gostei. Dos primeiros confesso que não gostei assim muito quando ouvi há uns largos tempos. Mas desde então acabei por mudar de opinião. Criam ambientes interessantes, muito "Morriconeanos", sem perderem a portugalidade.
Do Camané só posso dizer que tem um vozeirão impressionante!!! Juntos cantaram o tema que gravaram para a compilação UPA! no ano passado, "O Vendaval" que é excelente.
Quanto ao José Mário Branco era mais que a mera curiosidade. Sendo a figura insigne que é na música portuguesa, achei que era quase um dever vê-lo, nem que fosse uma vez. Para conhecer, para saber, para dizer que vi e ouvi. E em boa hora o fiz. É um senhor. Sim, em certa medida vindo directamente dos tempos do punho erguido, do cravo e da viola às costas. Mas, por outro lado, um homem, cantor, autor e compositor de hoje. Ainda bem que fui. Obrigado F.







Inquietação
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda


José Mário Branco
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sábado, abril 18, 2009

Heavy Metal: tão simples como isso.

Bem. Que noite! Três excelentes concertos de heavy metal puro e duro, precedidos de uma mega jantarada com montes de doidos (doidos, mas afinadinhos sim senhor!).
Foi um grande espírito, de cumbíbio, camaradage e amizade! Quem diria que com esta idade andaria nestas andanças. Era "suposto" já estar noutro lado. Mas que se lixe! Continuam a ser estes momentos que um gajo leva para a cova. Como alguém me disse, neste ano que passou parece que troquei uma namorada por uma série de guedelhudos agarrados a uma guitarra. Mas é o que há, e o que há é mesmo bom. Assim, vale a pena. Continua a valer a pena. Fez no dia 12 de Abril um ano em que decidi ir ao Fest da I.M. em Cascais, depois de um dia muito complicado e difícil para mim. Fui para estar com pessoas, divertir-me e ouvir uma ou outra música. Não esperava grande coisa. Concertos underground portugueses, até então, não tinham deixado grande impressão em mim. Até aquela noite. Conheci então bandas que hoje sigo dedicadamente. Desde essa noite que tenho assistido a tantos mas tantos concertos que já custa a lembrar (valha-me o Bola-Oito), e cada vez têm sido melhores. É bom saber que o heavy metal tradicional renasceu cá no nosso burgo. É bom saber que eu também renasci ao mesmo tempo.

De resto, o Transmission foi, pela primeira vez, apertado para tanta gente que queria ver os Midnight Priest, Shivan e, principalmente, Gargula. Midnight Priest abriram as hostilidades em apoteose completa. Quem visse aquilo, e não soubesse, diria que já eram uma banda com anos de existência tal foi a calorosa recepção que tiveram e a grande participação do público. Cantar em português acabou por ser, aqui, uma mais valia. Foi uma verdadeira celebração.


Seguiram-se os Shivan. E já nem sei quantos concertos assisti deles, desde o primeiro naquela famosa noite de 12 de Abril de 2008. Só isso já fala por si. Espera-se ansiosamente o produto gravado que, segundo consta, está para breve. Trouxeram uma surpresa, o vocalista dos velhinhos V12, que não é nada "velhinho", o que ainda deu à noite um maior cariz de verdadeira celebração. Com um tema dos V12 e um dos Iron Maiden levaram ainda mais o pessoal à loucura



E finalmente, os Gargula. O concerto esperado há muito pela maioria das pessoas, uma vez que assinalava o regresso aos palcos da herança Alkateya, outra mítica banda dos anos 80. E, para primeiro concerto destes veteranos não está nada mau. Claro que foram os temas de Alkateya que levaram o público ao rubro, mas os novos originais são muito bons. Era bom que metessem mais uma guitarra, mas para já tásse bem!




NEXT!
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sexta-feira, abril 17, 2009

Shivanzada

Vamos lá a ver no que isto dá...enfim. Para já, grande expectativa em relação a Gargula.

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quinta-feira, abril 16, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

Silas Kpanan'Ayoung Siakor

"Human Rights & Sustainable Development"
Ciclo «Um Alerta para o Planeta» - Culturgest

"Our struggle for the environment is not about trees. It is a campaign for social justice and respect for human rights. It is about our right to have a healthy and safe environment".

Silas Siakor, liberiano. A prova viva de que "one man may make a difference". Com apenas 39 anos conseguiu parar a destruição da maior floresta tropical da África Ocidental situada na sua Libéria natal; denunciou os graves abusos de direitos humanos no seu país, contribuindo para o julgamento do ex-presidente da república por crimes de guerra e crimes contra a humanidade; e por tudo isto ajudou a pôr termo a uma guerra civil que grassava naquele país há mais de uma década. Em 2006 recebeu o prestigiado "Goldman Environmental Prize". Belo currículo, não haja dúvida.

TIME: Heroes of the environment 2008

Goldman Environmental Prize

A CGD trouxe-o cá para explicar como se faz tudo isto, o que ele passou a explicar, de forma bastante simples e humilde. Chegou a ser estranho ouvir depois o outro orador, João Ermida, falar sobre o mundo financeiro e sobre as causas da actual crise financeira, quando o povo da Libéria luta ainda por questões tão básicas como electricidade, água potável e saneamento básico.
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terça-feira, abril 14, 2009

Waiting

The waiting is the hardest part, sang Mr. Petty through the speakers into Charlie's ears sinking deep in the back of his mind. He wondered how meaningful those words were to Mr. Petty, or indeed any words of any given pop/rock song with a personal depth, to its author.
"Do these goddamned bastards really mean it? Do they really know? Or are we, the somewhat unaware audience, just playing the fool?" The ever so gullible tormented public always in search of answers and explanations. Were the Sex Pistols really that annoyed and angry as that prick Rotten seemed to be? Were The Smiths the desperate souls they seemed to be in their records? Did Thom Yorke really thought he was a creep? Or was it all part of an elaborate marketing scheme to give the audience and the fans what they want to hear, because the fans are real people, and real people do feel tormented, sad, lonely, lost, angry and, sometimes, like real goddamned creeps?.
In this very moment Charlie realized he was at it again. "For fuck's sake! Here i go again into the ever so typical god forsaken downward spiral of an ever so typical late Sunday afternoon, this time complete with an added flavour of extra cinicism. Snap out of it! Yes Mr. Petty, the waiting is indeed the hardest part".
Waiting is one of the most important occupations of human kind. We even created "waiting" rooms to that effect. Now that's really calling things by their real names! Go figure!
We do seem to be constantly waiting for something. For the end of the morning, for the end of the day, for the end of the week, for the end of the month and the sweet pay day. Waiting for vacations, waiting for the end of the year in order to get monumentally pissed because the long wait is finally over and a new year has arrived. A new year which we hope and wait for better things.
Basically i guess that everyone simply isn't satisfied both with time and space where they're living in. That's the tragedy of our times.
A tragedy that becomes more and more hard to bare as the Lost Art of Waiting is becoming more and more lost through these Mach speed times in which we live. The gentle art of knowing where and how to wait, just waiting with confidence seems to be condemned to disappear indeed. "We want it, and we want it now", seems to be the common motto for these days. And it's really quite difficult to be able to escape this train of thought, because it is indeed a train, and it's riding fast.
So fast that Charlie felt he too was caught in it. Sometimes it seems that one can't afford to stop or else one will be left behind forever.
Gunther Dünn



The waiting is the hardest part
Everyday you get one more yard
You take it on faith, you take it to the heart
The waiting is the hardest part
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segunda-feira, abril 13, 2009

Rise of the Lycans

Ou, "Romeo & Juliet meets Spartacus"

E que melhor altura para começar a ver uma saga em três partes senão pela terceira e última parte? Ah pois. Realmente quando o primeiro e o segundo Underworld estrearam não liguei muito. Não sei porquê, mas vi estes filmes como mais uma adaptação de um qualquer jogo de computador (não que não aprecie este tipo de filmes, mas em boa verdade, há alturas em não apetece), e como tal, não prestei atenção. Nem me lembro sequer de ter visto trailers, ou lido comentários. Deixei pura e simplesmente passar.
Pois bem.
Desta vez vi o trailer sim. E gostei do que vi. E mais interessante: o terceiro volume é uma prequela dos dois anteriores, pelo que poderia ser facilmente visionamentalizado sem exigir muito dos neurónios moribundos e sem chatear as pessoas com o "quem é este?" ou "o que é que eles são mesmo?" ou ainda o "não percebo o que é que eles andam a fazer...".
Entretanto, graças ao Sr. Jumbo, adquiri os dois DVDs dos filmes anteriores por um preço irrisório, e acabei por ver a trilogia na ordem cronológica da narrativa. Aquilo que em "Underworld" e "Underworld:Evolution" era apenas mostrado superficialmente (a saber: a origem das personagens, e, principalmente, do conflito existente entre as duas raças) é aqui a peça central da trama. Como tal, eis-nos levados para a idade das trevas, onde os vampiros são nobres arrogantes em constante luta contra os seus "primos" lobisomens. Isto até ao nascimento de uma nova espécie de lobisomem ou lycans, capazes de reverter à forma humana e de manter a racionalidade, rapidamente escravizados pelos seus "donos" para trabalhos forçados e serviços de protecção.
E tudo corre bem até Lucien, o primeiro Lycan se apaixonar por Sonja, a filha de Viktor, o vampiro regente. Amor proibido, está claro. Cá está o "Romeu e Julieta".
Devido a vários eventos (entre os quais o amor proibido que vive não desempenha pequeno papel), Lucien acaba por se fartar do tratamento que ele e os seus suportam, e consegue inspirar os restantes escravos a iniciarem uma revolta pela sua liberdade ("Spartacus" anyone?). E assim acontece.
Surpreendeu-me imenso o filme. Sinceramente estava à espera de ter muita pancadaria e efeitos em barda. Mas, em boa verdade, o filme tem uma excelente história por trás, e personagens muito interessantes, dos quais, obviamente se destacam os (sim, devo dizê-lo) brilhantes Michael Sheen e Bill Nighy, como Lucien e Viktor. Realmente não esperava nada, habituado que estava a ver um a fazer de Tony Blair no "The Queen" e de David Frost no "Frost/Nixon" e o outro em incontáveis papéis, mas ultimamente no "Love Actually" e "Valquíria". Sem desprimor para os restantes, estes dois carregam o filme para outro nível.
Interessante como muitas vezes nos enganamos em relação a alguns filmes, baseados talvez em preconceitos, ou ideias pré concebidas, pelo menos. Este vale bem a pena.




E para completar e porque me apetece, os trailers do "Underworld" e "Underworld:Evolution":





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sábado, abril 11, 2009

bora nessa!

Added later:

Diz-nos o Carlos Santos, baixista dos Artworx: "epá, vocês estão cá sempre, obrigado!" Replicámos: "De nada pá, mas esperamos um agradecimento especial no álbum ou EP ou o que for!" lol Grande banda.

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The Dark

The dark is very dark indeed.
But it ain't so bad.
Nothing to be afraid of.

sexta-feira, abril 10, 2009

quinta-feira, abril 09, 2009

O Visitante

Ora aqui está um pequeno grande filme realizado por Tom McCarthy (autor do também excelente "The Station Agent" de há uns anitos atrás), condenado a passar completamente despercebido nas salas de cinema. Valha-nos o King. E ainda assim, duvido que o filme chegasse cá, não fosse o facto de Richard Jenkins (o eterno 'secundário' numa miríade de filmes - ultimamente o "Burn After Reading, por exemplo) ter recebido uma nomeação para Óscar de Melhor Actor. E merecida, diga-se de passagem. Sem grandes hipóteses de vencer claro, mas nestes casos, só receber a nomeação já é uma espécie de vitória.
A premissa é simples e devo dizer que o interesse me foi despertado pelo trailer. A personagem de Jenkins, aparentemente simples, intrigou-me. Por outro lado, há aqui dois tipos de filmes algo diferentes que, a dada altura, se encadeiam
Walter Vale é um professor de economia que perdeu por completo a paixão pela vida desde o falecimento da sua mulher. Preso a uma vida rotineira, tenta preencher o vazio da sua existência com o trabalho, com a escrita e com aulas de piano (para o qual não tem qualquer aptidão para sua tristeza).
Contra vontade tem de se deslocar a Nova Iorque para participar numa conferência e encontra no seu raramente visitado apartamento novaiorquino, dois emigrantes ilegais: Tarek, músico sírio e Zainab, joalheira senegalesa.
Esclarecido o mal entendido, aqueles apressam-se a sair, mas Walter acaba por os deixar ficar, talvez motivado por um misto de curiosidade e de excitação, pela novidade da situação.
Curiosidade também pelo djembé que Tarek toca e que este acaba por ensinar Walter a tocar. A nova amizade e o novo interesse musical operam um verdadeiro renascimento e reaprendizagem em Walter, bruscamente interrompidos pela prisão de Tarek.
E aqui começa a segunda parte, ou o "segundo filme" se assim se pode dizer. Se a primeira parte estava mais virada para o interior, para o "eu", agora assistimos a uma situação concentrada no exterior e nos "outros", ou melhor no "eu" contra "eles", se assim se pode dizer.
Walter inicia então uma verdadeira luta para salvar Tarek e impedir a sua extradição, percorrendo os meandros burocráticos duma América completamente paranóica e obcecada com os "aliens", com os terroristas, com a segurança, etc etc.
Ambas as "partes" são excelentes, embora deva confessar que a parte mais intimista e de renascimento pessoal me chamou mais. A crítica, não tão velada, à paranóia americana já é algo mais "corriqueiro", mas ainda assim é um bom corolário do que ficou para trás, e um ponto essencial no processo de renascimento para a vida de Walter.
Richard Jenkins é o ponto fulcral do filme, de ambas as "partes". Uma interpretação contida e sóbria, quase discreta. A mera expressão corporal é suficiente para vermos um homem abatido e derrotado. A relação que se estabelece entre ele e Tarek e entre ele e a mãe daquele é de onde ele retira a energia que precisa para se "puxar para cima". E, sem esquecer que é um filme, a verdade é que mais do que meras actuações, são pessoas reais que estamos a ver.




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quarta-feira, abril 08, 2009

Poetas & Palermas

O Dr. Luxúria, justamente aquele que tinha mais curiosidade em ouvir, não pôde ir. No fim foi só o JP e o Fernando. Este último foi uma surpresa agradável. E não digo isto por ser fã de Moonspell. A verdade é que esperava um discurso mais pomposo e afectado, com mais palavras caras e frases arrrevezadas. E afinal não, nada disso. Um discurso natural, simples, escorreito e fluido. Um discurso de quem sabe do que está a falar, e de quem sabe remeter-se ao silêncio quando tal é necessário. Sim senhor. Ainda deu tempo para uma ou outra piada bem metida e para mostrar a boa educação necessária dando tempo para que o outro orador, o JP Simões, pudesse falar também.
Ah. Aqui está um defeito no discurso do Fernando Ribeiro: não devia, realmente, ter deixado o Sr. JP falar.
Em relação a este tótó, este palhaço apalermado, este ser com a consistência intelectual de uma gelatina deixada cair dum vigésimo primeiro andar para se estatelar e esfacelar por completo no asfalto, em relação a este sr. dizia...não faço comentários a não ser: PORQUÊ? MAS PORQUÊ MEU DEUS? COMO SE EXPLICA A EXISTÊNCIA DESTE SER? Que pobreza de espírito....mete dó a figurinha.
Mas pelo menos deu para fazer o pleno: não gosto das músicas dele, não gosto da voz dele, não gosto da figura dele, não gosto dele como compositor, mas ainda lhe dei o benefício da dúvida, "ah e tal, pode ser que até tenha alguma coisa interessante para dizer". Qual quê. É o vazio.

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terça-feira, abril 07, 2009

heute

6, 7 e 8 de Abril - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
"Rock e literatura", com Adolfo Luxúria Canibal, JP Simões, Fernando Ribeiro, Jorge Ferraz, Gonçalo Tocha e Regina Guimarães. 18h00, Anfiteatro III.

Poéticas do Rock
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segunda-feira, abril 06, 2009

Fooling around II


Sometimes it's like this. Only the present is visible and somewhat understood. The past is a hazy road behind us...and the future is nowhere to be seen. That's the tragedy of mankind: condemned to walk forevermore on a road, forgetting where they came from, and not knowing where they are heading to...



Gunther Dünn

Fooling around I








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domingo, abril 05, 2009

Spirit

Man gets tired
Spirit don't
Man surrenders
Spirit won't
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives
When man dies

Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit free
What spirit is
Man can be

sábado, abril 04, 2009

Playing For Change

PEACE THROUGH MUSIC

Playing for Change: Peace through Music

A ideia é tão simples que até admira que ainda não tenha sido feita. Consiste tão somente em reunir músicos, de rua e não só, por todo o Mundo, filmando-os enquanto tocam, à sua maneira, clássicos incontornáveis a música popular do séc. XX. Cada um deles empresta um pouco da sua nacionalidade, se assim se pode dizer, à interpretação. Depois é um trabalho de edição, de "corte e cola" se quisermos, de modo a mostrar no final uma canção completa, executada à volta do Mundo.
O conceito também é simples: a música enquanto factor comum de agregação, de aglutinação, de partilha entre diferentes culturas, países, regiões, etnicidades. E não se trata de um projecto meramente académico.
A fundação Playing For Change, segundo li, construiu e mantém uma escola de música em Gugulethu, um centro de artes em Johannesburgo e centros para refugiados tibetanos na Índia e no Nepal.

Trailer:



"Stand By Me":



"One Love":



"Don't Worry":

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quinta-feira, abril 02, 2009

Artworx

Pale Reality (live)



Under The Eclipse of God (live)



My Promised Land (live)



Enquanto se espera pelo próximo...estas pequenas doses vão ter de servir para controlar a ressaca.... que banda....
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Gran Torino

O Clint Eastwood é um actor/realizador que merece todas as homenagens possíveis, em vida e depois dela. É aquele tipo de realizador que, daqui a muitos anos, poderemos citar e chatear o juízo aos filhos, netos, jovens inconscientes em geral, da mesma maneira que os mais velhos se cansaram (e nos cansaram) a repetir que o John Ford é que era, o Frank Capra, o Otto Preminger, etc etc. Com o Clint Eastwood será a nossa vez! É, certamente, o último dos 'clássicos' no cinema americano. Quando desaparecer não será pequena a perda. Mas sempre se poderá referir a honra e o prazer em ter sido contemporâneo do homem, e ter assistido à sua ascenção, lenta talvez, mas certa, segura e cheia de qualidade.
E "Gran Torino" é apenas mais uma jóia na sua já valiosíssima coroa. É um grande filme, muito bom, daqueles que já pouco se vão vendo. Um clássico à nascença por completo.
O fim de uma era também, uma vez que o próprio Eastwood já disse que era a última vez que actuaria num filme. Dele pelo menos.
E que bela maneira de terminar a sua carreira na representação. O seu Walt Kowalski é a personagem mais dura, mais sacana e filha da mãe que já fez. Mas não, não tem nada a ver com o Dirty Harry ou outros papéis menos complexos. Aqui reside a excelência do filme, a excelência que o trailer, felizmente, não mostra. O que é um feito nesta era em que os trailers basicamente resumem os filmes quase de uma assentada só. Kowalski é muito, mas muito mais do que aquilo que se depreende ao ver o trailer. Surpreendentemente mais. Aliás, nunca suporia que um filme carregado à partida com uma temática tão 'negra', pudesse arrancar tantas gargalhadas honestas da audiência. Isto porque o filme traz também uma dose certa de humor, pelo próprio Eastwood, pasme-se.
A cena em que Kowalski tenta ensinar o jovem Thao a falar como um homem ("let's man you up") é altamente cómica. Mas não se trata de uma comédia. Nem de um filme de acção, nem um filme político ou social. Há elementos disso tudo, mas o filme é tão somente a história de um homem fechado, da sua redenção e contínua aprendizagem, apesar da sua vetusta idade. Os grunhidos guturais que Kowalski reptidas vezes deixa escapar são tão simples, mas tão reais, tão próprios de um homem intolerante e sem grande paciência. Um filme real. Brilhante.
Não ligo muito a isso..mas: Óscar!






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quarta-feira, abril 01, 2009

Obviamente que este...



...não estreou por cá. Claro. Quem é que conhece o Scott Walker? Ninguém....Mas decerteza que se se falar em Antony and The Johnsons, David Bowie, Last Shadow Prophets, etc etc, já seria outra coisa. Enfim.


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