quinta-feira, março 26, 2009

Happy Go Lucky

Digamos que uma destas Segundas-Feiras passadas estava a fazer jus aos seus aspectos mais caracteristicamente negros, depressivos e neuróticos. Felizmente a cura surgiu, primeiro com os esforços incansáveis e inestimáveis de uma princesa que eu cá sei e depois com este filme. "Happy Go Lucky", ou "Um Dia de Cada Vez" na tradução portuguesa. Perde um pouco de força esta tradução. Por um lado, tem algum sentido de facto, mas acaba por ser uma tradução demasiado séria, o que contrasta com o tom geral, e a ideia, do filme. Não, não é uma comédia, mas é um os melhores feel good movies de sempre.
Poppy é uma professora primária sempre bem disposta, sempre optimista, sempre com um sorriso nos lábios para toda a gente, amigos ou desconhecidos. Sempre pronta a aceitar as coisas menos más da vida como algo inevitável por vezes e capaz de ver o lado bom em tudo o que surge. Alguém, no fundo, com uma crença inabalável na alegria de viver e uma esperança refrescante na felicidade simples.
Tudo isto vimos nós a saber à medida que o filme se desenvolve, porque à partida (e falo por mim) Poppy aparece-nos como uma rapariga algo desmiolada, despreocupada, meio destravada e semi irresponsável. Alguém que parece estar constantemente pedrada, tal é a felicidade que tem em viver. Não parece ter qualquer preocupação nem problemas. Está-se a ver o género, uma cabeça no ar. Do género IRRITANTE. Aquele tipo de pessoa que poderiam meter conversa connosco, de repente e do nada, e que nos pareceria imediatamente uma 'maluquinha alegre'. É precisamente essa a primeira impressão com que ficamos. Exactamente como o empregado da livraria onde ela entra no início do filme e com quem tenta meter conversa, apenas para receber olhares aborrecidos e monossílabos enfadados. Nós somos esse empregado. Consigo perfeitamente imaginar-me no lugar desse empregado, ocupado com os seus afazeres e problemas e sem a mínima paciência para estar a dar conversa a uma pessoa aparentemente metediça e alucinada que não se conhece de lado nenhum. Uma maluca desajustada do resto do Mundo.
Mas, e aqui reside um dos pontos interessantes do filme, assim que vamos avançando na história e à medida que vamos conhecendo a personagem, concluímos que não podíamos estar mais enganados e torna-se difícil não ser conquistado pela alegria de Poppy. Principalmente quando se concluí que não é ela a 'desajustada', mas sim os outros que preferem arrastar-se em poças de auto comiseração e negativismo em geral.
Poppy revela-se, afinal, uma pessoa ponderada, contemplativa e cuidadosa, consciente das suas responsabilidades e, acima de tudo, feliz por ser exactamente quem é e por se manter fiel a si mesma. E é exactamente por isso que é ela que acaba por ganhar mais. Por saber quem é, e saber esperar pelo que a vida lhe traz. Inspirador. E romântico também.
Sim, realmente é impossível sair deste filme com outra sensação que não a de total boa disposição e esperança.



quarta-feira, março 25, 2009

terça-feira, março 24, 2009

De facto...

...há alturas em que odeio TER RAZÃO!!!

Por Deus! Que raio foi aquilo? Que filme péssimo, terrível, arrogante, pomposo, cheio de si mesmo, inconsequente e aborrecido! Não, isto não é o "The Spirit" realmente. É o produto de uma mente desequilibrada. Já sabia que o Frank Miller era assim uma espécie de 'excêntrico', para dizer o mínimo. Uma espécie de autor com pretensões artísticas. Mas inegavelmente, o autor que revolucionou o "Daredevil" e o "Batman", que criou o "Sin City" e o "300", merece algum crédito. Mas isso caiu por terra. Pena que ele não tenha demonstrado a mesma preocupação pela obra de Eisner que outros mostraram pela sua.

Pura perda de tempo. Um filme constrangedor e, para quem gosta do "The Spirit", um filme terrível, terrível. Caso para dizer que o Will Eisner deve estar a dar tantas voltas na cova que já deve ter aberto um buraco ainda maior.

The Reader


É um bom filme sim. Mas não o achei excelente. Quer dizer... Achei-o excelente a partir do meio, quando a patacoada lá do romance de Verão entre os protagonistas acaba e o filme propriamente dito começa.
A verdade é q durante a primeira parte, quase uma hora, enquanto dura lá o relacionamento entre o puto e a Winslet, fartei-me de olhar para o relógio. Mau sinal. É que sim senhor, compreendo que se deve estabelecer a origem da relação deles....mas acho que foi demasiado longo. Sim é essencial mostrar que aquele relacionamento marcou profundamente a vida do jovem, não só pelo relacionamento em si, mas também, pelos factos que ele vem a conhecer anos depois. Mas que posso dizer? Aborreceu-me um pouco. Sim, era absolutamente necessário estabelecer aqueles parâmetros condicionantes do desenvolvimento do personagem masculino, mas penso que se podia encurtar um pouco. Não sei. Quem sou eu no fundo?
Em contraste, qdo eles se separam e acompanhamos a vida do rapaz (em traços larguíssimos) o filme começa a interessar-me muito mais. E até coloca umas questões muito importantes e interessantes relativamente à ética e á moral. Questões specialmente enquadradas no âmbito dos chamados "carrascos voluntários de Hitler". "What would YOU have done?" é um dos momentos mais fortes do filme realmente.
A Kate Winslet mereceu o óscar ok. Mas é típico papel de Óscar, devo dizer.
O Fiennes está muito bem, como de costume.





.

segunda-feira, março 23, 2009

Transmission Blue


Attick Demons @ Transmission Club, 20.03.2009

domingo, março 22, 2009

Barrigada de metal!

Castle Mountain



Attick Demons





Grande barrigada sim senhor. Bela noite do cumbíbio com "os suspeitos do costume" e duas belíssimas bandas de heavy metal. Castle Mountain cada vez melhores e Attick Demons, finalmente, a fazerem jus ao nome e a darem um concerto brutal, repleto de poder e melodia. O melhor concerto que já vi destes senhores, sem dúvida. Até houve tempo para covers de Priest, Manowar e (muitas) de Iron Maiden!

.

sexta-feira, março 20, 2009

march!



Népia Undertone, mas Castle Mountain. Tanto melhor!
.

quinta-feira, março 19, 2009

quarta-feira, março 18, 2009

Judas Priest

Electric Eye



Hell Patrol



Painkiller



Between The Hammer And The Anvil



.

Testament

More Than Meets The Eye


Megadeth

She-Wolf



A Tout le Monde




In My Darkest Hour

\m/




E mais uma vez, uma grande noite (e fim de tarde) com 3 excelentes concertos e amigos que aparecem de todas as partes do país. É difícil explicar por palavras o que têm sido estes momentos nos últimos meses, mas uma coisa é certa: são estes os momentos que um gajo há-de levar para a cova um dia. Não só pelas amizades que se vão construindo, como também por aquela capacidade, mais uma vez inexplicável por palavras, que um bom concerto tem de me puxar aquele 'sorrisinho parvo' de felicidade e alegria pura à cara. Há poucas sensações melhores. A de "este é o sítio a estar e estas são as pessoas com quem quero estar". Pedro, Rui, Fernando, Daniel e João, Mário, Rick, Gustavo, Raimas e Lena, Nuno, Célia e Jorge, Rita, Ricardo Ferreiro e Ricardo Cabriti, Vítor, Betty, Sebastião, Luís e restante pessoal do nuorte, carago. Thanks a lot!


Fotos da BLITZ (Rita Carmo) e Ricardo Cabriti!

terça-feira, março 17, 2009

Padre Judas

Priest, Testament e Megadeth, já há poucas assim.
Rock hard, ride free.
Amen
.

domingo, março 15, 2009

Busy weekend!

É assim...tão depressa há dias (e fins de semana) sem grande coisa a acontecer, como logo aparecem "n" coisas que nos fazem desejar que o dia tivesse pelo menos 25 horas. É o que vale. Life is good, lonely or not.

Sexta à tarde. A grande Manif. Tenho feito poucas greves. Aliás a última que fiz está quase a fazer um ano. Greve e manif pois claro. Desta vez foi só do Marquês até aos Restauradores. Ainda assim, parece que estiveram ali perto de 200 mil pessoas. Vai dar nalguma coisa? Obviamente que não, mas há um certo prazer em exercer os nossos direitos cívicos e políticos. Acho eu. Obrigado pela companhia Carla, Diogo e João. Tenho de mandar as fotos.

Sexta à noite: os RAMP de volta aos palcos depois de uns anos complicados. É estranho como o concerto acabou por ser e corresponder exactamente áquilo que eu previa sentir: nostalgia. Lembranças dos anos 90 em que os RAMP eram das poucas bandas de metal nacional com alguma consistência. Felizmente agora têm uma concorrência muito maior, quer em quantidade, quer em qualidade. Musicamente já não fazem muito o meu género, mas soube bem ouvir novamente o "Black Tie", "All Men Taste Hell", "Try Again", entre outras (o "Walk Like An Egyptian" é que continua a ser depropositado, mas pronto...). Valeu a pena ter ido. No Santiago Alquimista também se esteve bem ao que parece, om os Paranormal Waltz e Veinless, mas paciência, há que tomar opções. E como em RAMP contava com uma excelente companhia, a escolha estava feita. Valeu F, bro!

Sábado de manhã: não aconteceu grande coisa. Olha...de tarde também não, lamento. Mas ainda bem que a idade pesa e havia que recuperar forças.

Sábado à noite, agora sim, o concertão. Artworx mais uma vez, pois então. Já é o quarto ou quinto concerto deles. E quase a um ritmo semanal. E continuo a não estar cansado de os ver e ouvir. Caso sério de qualidade. E de humildade e "porreirismo" da parte a banda. É um orgulho termos uma banda assim em Portgal... mas também, em certa medida, uma tristeza, porque se fossem 'estranjas', se calha a história já ia mais avançada. Mas adiante...esperemos que consigam alcançar tudo o que merecem. Antes tocaram o Headstone do Porto, malta porreira e divertida também. Mais um concerto familiar, em que basicamente já toda a gente se conhece.


Headstone:


Artworx:

Domingo...bom, com uma manif e dois concertos no bucho o resultado era de esperar...a manhã quase toda a dormir. Facto inaudito em moi même, mas quando tem de ser, tem de ser. Foi bom, pois retemperei as forças para a exposição na Gulbenkian sobre Charles Darwin, no âmbito da comemoração do bicentenário do seu nascimento e dos 150 anos da publicação de "A Origem das Espécies". Estava à espera de grades filas, mas não, consegui entrar ordeiramente. Lá dentro a cantiga foi outra. Nem sempre consegui ler tudo o que me interessava devido à populaça que se ajuntava em certos pontos. Que jeito daria a polícia de intervenção para mandar dispersar este pessoal LOL. Seja como for, vale bem a pena a exposição. É variada e grande e não se torna maçuda em momento algum. Não, não é preciso ser cientista para perceber a exposiçõ. É muito acessível. Da mesma forma, segundo aprendi, que está escrito o mais famoso livro de Darwin (mental note: procurar numa livraria). Não desdenharia uma segunda visita.


E pronto. Agora é descansar para mais uma semana. Uma semana com Priest, Megadeth e Testament. E o ciclo começa novamente. Assim se vai andando, com a cabeça entre as orelhas.

sábado, março 14, 2009

Siga para bingo!



Artworx? Hmmmm....Não tou a ver. LOL Vamos a isso!

sexta-feira, março 13, 2009

RAMP

Bom, e sendo assim, Music Box it is.

quinta-feira, março 12, 2009

yup

Hmmmm. O que pensaria Darwin desta nova evolução do espécime humano? Bom...será pior quando chegarmos ao Catastrophus Sapiens
.

quarta-feira, março 11, 2009

Australia

Há dias assim. Estava no Metro a caminho do carro e depois para casa, quando no banco ao lado reparei num folheto dos cinemas City. Folheei-o para me distrair quando reparei que o "Australia" ia a uma hora simpática e acessível no Campo Pequeno. E porque não? Já praticamente tinha desistido de o ver, mas afinal, a ocasião proporcionou-se e lá fui, esperando ser praticamente a única pessoa na sala. Mas não, havia bastante gente, o que não deixa de ser estranho pois já está em exibição há tanto tempo e nem sequer ganhou um óscarzito acho.
Mas siga.É um filme interessante sem dúvida, mais pelo que representa do que aquilo que é, se assim se pode dizer. É um filme "à antiga" que vai buscar coisas aos Westerns ("Rio Bravo" é a a referência fundamental) e a tantos outros géneros e filmes, como por exemplo, "África Minha", "O Feiticeiro de Oz", "Dotor Jivago" e, acima de tudo, "E Tudo o Vento Levou". É um filme de guerra, um western, um romance, um drama, um filme político-social e pintalgado de elementos exóticos, mesmo esotéricos, um filme sobre aprendizagem, em suma, tudo e mais alguma coisa.

Ou seja, é uma salada monumental, com os ingredientes suficientes para acabar numa tragédia. Mas não. Só mesmo Baz Luhrman para conseguir "sacar" este filme. Não só o homem decide ir no sentido oposto aos anteriores "Romeu+Juliet" e "Moulin Rouge" (não vi o "Strictly Ballroom"...ainda), realizando um filme clássico em todos os aspectos, como não se contenta em fazer apenas UM clássico. Açambarca elementos de vários filmes clássicos. E essa salganhada que, ao princípio pode soar estranha e condenada ao fracasso, acaba por resultar muito bem! Ou seja, debaixo de uma capa de classicismo, acabamos por encontrar ainda os elementos que caracterizam a "loucura" habitual dos filmes de Lurhman. Quase como que uma afirmação da sua personalidade. Certo, um filme clássico até à medula, mas "deixa-me cá meter o meu carimbo". É esse uso indiscriminado de vários elementos clássicos que o torna num objecto tão estranho como os filmes anteriores. Porém a homenagem ao cinema clássico e ao seu poder e essência surge aqui como verdadeiro ponto fulcral do filme.

Porque sim, acho que é isso mesmo o objectivo final do filme. Mais uma vez é de louvar. Sim sim, já sei que certas e determinadas correntes pensam que o cinema enquanto obra de arte deve ser vanguardista, artístico, deve ser complexo e sujeito a interpretações dúbias. Senão não vale a pena. Não posso estar mais em desacordo. O objectivo do cinema é contar uma história caraças! Se ela for bem contada e transmitir ideias e/ou mensagens (e não as impuser) e cada um as receber e interpretar como quiser, então já é um bom filme.

É esse o intuito de "Australia". Sim, um filme gloriosamente excessivo, épico e pomposo. Um filme que pretende arrebatar por completo o espectador a todos os níveis, um filme larger than life que usa e abusa dos grandes planos e dos wide open spaces, mas que ao mesmo tempo coloca toda esta "parafernália" ao serviço do simples e velhinho poder narrativo do cinema. E pretende que o espectador simplesmente se deixe encantar por este poder. Aliás, o aspecto de "storytelling" é mais do que declarado uma vez que o narrador da acção é um jovem aborígene, Nullah, um "creamy", meio branco, meio aborígene. E contar história (e cantá-las) é a essência da tradição oral aborígene.

Portanto, sim, vale a pena ver este filme. E no cinema, em grande ecrã. As paisagens são realmente de tirar o fôlego (percebo porque se diz que este filme fez muito pelo turismo na Austrália) e o par amoroso é extremamente credível, apesar de, discutivelmente, "aclichesados". Mas se é um filme 'à antiga' assim tem de ser. Muita acção, aventura, drama e amorrrrrr, mas raramente vi mencionado um dos pontos que mais me pareceu fundamental no filme: a cultura aborígene e a política de segregação racial que perdurou na Austrália até mais de metade do Século XX. SIm, saí de lá com vontade de ir ouvir Midnight Oil. Ehehe.


.

terça-feira, março 10, 2009

The Wrestler


Wrestling e Mickey Rourke. Olha só que combinação vencedora. Porque raio fui eu então ver um filme que vive precisamente desta dupla maravilha? Por duas razões. Primeiro, curiosidade pura. Segundo, Darren Aronofsky. Sim, o realizador dos magníficos “Pi” e “Requiem For a Dream” e “The Fountain” merece o benefício da dúvida. Mas realmente é um ‘sapo’ difícil de engolir.
O rapazinho Rourke é, e sempre foi a meu ver, um dos maiores canastrões do cinema (o próximo Marlon Brando? Tenham lá santa paciência. Afirmações típicas dos excessos dos anos 80) que se deixou levar por ilusões de grandeza até cair, literalmente, na sarjeta. Quanto ao “wrestling”…enfim. Acho idiota. Acho absurdo. Acho ridículo. Sim, reconheço que aqueles brutamontes são verdadeiros atletas; reconheço que aquilo não é pêra doce de se fazer; e, sim, reconheço que são bons “actores” ou entertainers. Mas o espectáculo em si é uma parvoíce. Lamento.
Depois de ver este “The Wrestler” em que estado ficam aquelas conclusões? Bom, primeiro, concluo que o Wrestling ainda é mais idiota do que pensava. O castigo que aqueles homens aplicam aos seus próprios corpos roça o inimaginavelmente estúpido. Tudo em nome do espectáculo. Mas pronto, ok, isso é lá com eles.
Em segundo lugar, o Mickey Rourke é capaz de continuar a ser um dos maiores canastrões do cinema. MAS, tem aqui o papel da sua vida. E isto é dito o mais literalmente possível. Chega a ser assustador. Basta saber um pouco do percurso de ascensão e queda deste homem, mesmo que apenas em traços largos, para ser impossível não concluir que, basicamente, ele está a interpretar-se a si próprio naquele filme. A ascensão e queda do ídolo do wrestling dos anos 80 até à decadência final e completa 20 anos depois, emula na perfeição a própria carreira do actor, que, aparentemente, perdeu o comboio algures e quase deitou tudo a perder na vida. O “Sin City” de Rodriguez/Miller recuperou-o para desempenhar o papel de um bruto disforme, num papel mais físico que psicológico, e agora Aronofsky dá-lhe o que faltava: um bruto disforme mas com humanidade, densidade psicológica palpável, emoções e sentimentos.
Sinceramente não sei o que pensaria do filme se ele não contasse com Rourke no principal papel, ou seja, se ao vermos o filme não levássemos esta bagagem toda, este background dado pelo próprio actor, o qual está, visivelmente engajado numa verdadeira catarse da sua própria vida e erros. Não é portanto, à toa que Aronofsky lutou com unhas e dentes para que Rourke ficasse com o papel, quando os estúdios pressionavam para que fosse Nicholas “Olhem, para mim, só tenho uma expressão” Cage a ganhar o papel.
E fez bem em bater o pé. Discutir se o filme seria tão bom se não contasse com Rourke é demasiadamente académico penso. Há que ver o produto final, e o produto final é bom inegavelmente. E deprimente e um pouco triste também.
Randy “The Ram” Robinson é um personagem simpático, pelo qual imediatamente se ganha empatia. E, inevitavelmente, pena. A expressão “caído em desgraça” assenta-lhe que nem uma luva. É um homem que alcançou os píncaros da fama há muitos anos atrás e que, anos depois, se vê praticamente na miséria, velho, cansado e com um ataque cardíaco em cima. Um homem que de repente se vê sozinho na vida e que de repente verifica que tem de lutar pela vida, pelo amor da filha que abandonou e pelo amor da mulher de que gosta. I'm an old broken down piece of meat and I deserve to be all alone, I just don't want you to hate me.
O filme é de uma simplicidade desarmante, tanto que mais parece um documentário do que um filme de ficção. Em suma. É. É um bom filme. Se outro actor faria tão bem ou melhor não sei, mas sei que todo e qualquer elogio ao Rourke é mais do que merecido.

PS. E a banda sonora é do melhor! Ehehehe

Randy 'The Ram' Robinson: Goddamn they don't make em' like they used to.
Cassidy: Fuckin' 80's man, best shit ever !
Randy 'The Ram' Robinson: Bet'chr ass man, Guns N' Roses! Rules.
Cassidy: Crue!
Randy 'The Ram' Robinson: Yeah!
Cassidy: Def Lep!
Randy 'The Ram' Robinson: Then that Cobain pussy had to come around & ruin it all.
Cassidy: Like theres something wrong, why not just have a good time?
Randy 'The Ram' Robinson: I'll tell you somethin', I hate the fuckin' 90's.




.

segunda-feira, março 09, 2009

hmmm

perguntaram-me agora se o fim de semana "me fez bem".
curiosa pergunta.
fiquei a matutar.
na verdade não sei qual é a resposta.


.

SS II

Epá, juro que quando escrevi isto, ainda não tinha vislumbrado esta foto. Mas sim, parece que, de facto, eles "andem aí". E que verdadeiros "D. Juans", capazes de despertar tnata paixão, por todo o lado.

Ai...Segunda-Feira.

sábado, março 07, 2009

Venha o próximo!

Mons Lunae



Hunting Cross




Artworx




.

sexta-feira, março 06, 2009

Artworx...sim, outra vez!

E exactamente a esta hora devo estar a ver isto, se tudo correr bem.


.

FDX! Watchmen FTW!


Pois. Lá teve de ser. Mesmo sem carro e tendo de andar de Metro e comboio para trás e para diante, não consegui resistir. Tinha de ver o mais depressa possível. Azar, todos têm as suas maluquices, eu também tenho direito a ter as minhas. Há anos a esperar que alguém fizesse disto um filme, e desde há um ano a espumar-me valentemente desde que soube que, sim, iam fazê-lo...Naturalmente que valia o pequeno esforço extra. Até teve o seu momento nostálgico dos tempos de faculdade enquanto acelerava pela Avenida até Entrecampos para apanhar o kimboio.
Pelo que me apercebi aquando da estreia do Indy IV, não há problemas em ir ver filmes no dia de estreia, desde que se evite a primeira sessão nocturna. Mesmo quando se trata de filmes tão antecipados e aguardados.
Essa antecipação deixava-me preocupado. Como disse ao Staffan, I'm also keeping my hopes down, but i have to beat them with a sttick to keep them down.
E então, que tal?
A ver se consigo fazer aqui uma analogia. Foi mais ou menos quando se vai ver uma banda de que gostamos em concerto e constatamos com felicidade que a dita banda é perfeitamente capaz de reproduzir completamente aquelas notas todas que ouvimos no disco. E não só isso, como consegue acrescentar mais qualquer coisa à sua criação. Há um elemento extra que a prestação ao vivo confere à música. Não se trata de uma mera repetição de notas, de um mero "despejo" de canções. Mas sim, verdadeiras interpretações.
"Watchmen" é isso mesmo. a adaptação é perfeita e total. Claro que ajuda ter uma obra feita (A própria graphic novel) que é, praticamente um storyboard. Assim, é com enorme deleite que nós, nerds, vemos a recriação pura e dura em carne viva das imagens que nos habituámos a ver no livro. Exactamente iguais. Não contente com isso, Snyder permitiu-se alguma liberdade e acrescentou outras, não muitas, que realmente se enquadram inimaginavelmente bem (desculpa lá Moore).
Daí pensar que, se por um lado não é preciso ler o livro antes de ver o filme (embora, ainda assim, o livro seja muito melhor pois há ainda bastantes coisas que ficaram de fora), a verdade é que duvido que quem não o conheça possa sentir o mesmo grau de excitação ao ver aquelas imagens finalmente ganhar vida.
Um filme brilhante a todos os níveis. O espírito está lá, sem tirar nem pôr. E isso é que é uma adptação bem feita. E uma excelente opção, escolher actores desconhecidos. É que o filme só parece um blockbuster...porque na verdade não o é completamente. É que uma adaptção fiel da obra original torna difícil fazer cumprir um dos requisitos de um blockbuster, que é o de agradar ao máximo de pessoas. Nitidamente não é esse o objectivo do filme. Pelo que só podemos agradecer.
Nem vou escrever mais. Não vale a pena. Depois de ler a opinião do
Filipe Homem da Fonseca no "Salvo Erro" e do Matt Selman no, apropriadamente chamado, "Nerdworld", acho que não vale a pena. Está tudo dito, e bem, ali.

Além disso...reparo agora que já enchi o blog com posts e mais posts sobre "Watchmen".
Aqui, aqui, ainda aqui, e..err... aqui... e aqui também e, por fim, aqui. Acho que já chega mesmo! Agora só falta saber quando é que o vou ver novamente!!! Ehehehe. Sim, nerd alert! Felizmente não estou sozinho. Como disse um nerd que se sentou ao meu lado: "Ena, tantos nerds!" E sim, os maiores nerds têm agora um crachat para os identificar!! LOL






.

quinta-feira, março 05, 2009

NERD alert!!! É hoje!



A campanha viral cibernética em redor de Watchmen esteve ao rubro. Se mal posso esperar pelo filme, já estou a esperar por uma edição mega especial do DVD com TUDO e mais alguma coisa! "The Keene Act" em cima é um PSB (public service broadcast) fictício. E serve precisamente para enquadrar o ambiente que se vai encontrar em Watchmen.Em baixo um excerto de um telejornal da NBS com uma reportagem sobre os 10 anos do surgimento do Dr. Manhathan:


E como se não bastasse tudo isto, para além do DVD "Tales of the Black Freighter" ainda haverá o prazer de ver isto editado:



Sim, sou um nerd completo e assumido relativamente a tudo que diga respeito a "Watchmen". É difícil explicar a um "leigo", e pergunto-me mesmo se, para além da expectativa que o filme gera em nós, nerds, e que não gerará, obviamente, em quem não é nerd, pergunto-me se o filme poderá ter o mesmo tipo de efeito em quem não leu o livro. Não, não é necessário lê-lo para ver o filme. Mas depois de anos de admiração pela obra é algo dífil de explicar a emoção de ver isto no cinema. E, ainda por cima e segundo parece, numa adaptação fiel. Será que o consigo ver hoje? Arghhhhh!

.

quarta-feira, março 04, 2009

SS

Inegavelmente este escriba já nos surge imbuído num espírito mais marcadamente romântico, mais clássico e conservador nos termos que escolhe. Inegavelmente também, o conteúdo, sentido e sentimento do que pretendeu expressar surge-nos mais vivo e luminoso. No entanto só ao olho menos treinado escapará o comentário subtil e discreto à tragédia, ao verdadeiro drama humano e sentimental que atormenta o autor: estar apaixonado por um oficial das SS deve ser, decididamente, terrível. Certamente que aquele uniforme preto repleto de insígnias comportará um forte grau de excitação, mas por outro lado, são conhecidos os hábitos menos próprios desses senhores, que nem sempre se compadecem com a actual sociedade. Trágico de facto.

Pronto...fora de brincadeiras, é bonito.
.

terça-feira, março 03, 2009

Tales of the Black Freighter


Alan Moore, não satisfeito em criar uma das, senão a melhor Graphic Novel de todos os tempos, Watchmen, encontrou ainda inspiração e engenho suficientes para incluir em Watchmen uma outra história, sob o formato de uma Graphic Novel também ela, lida por uma das personagens secundárias da narrativa principal. A história "Tales..." conta a história de um marinheiro sobrevivente ao ataque de um sinistro navio pirata e da sua luta por chegar primeiro à sua aldeia costeira antes do navio pirata. A viagem para lá é repleta de cenas horripilantes. Durante a sua viagem desesperada para casa, o marinheiro é forçado a cometer accções terríveis, mas ditadas pelo agudo sentimento de urgência. E é assim que vai perdendo todo e qualquer pudor à medida que vai avançando, desde usar os corpos putrefactos dos seus companheiros para construir uma espécie de jangada, até cometer variados assassínios de inocentes com base em pressupostos errados. A urgência e o medo de chegar depois do sinistro navio é tal, que a loucura acaba por tomar conta dele ao supor, erroneamente, que chegou tarde demais.
Agora...que diabos faz uma história de piratas no meio de uma história de ficção científica e de super-heróis? Aparentemente parece algo deslocado, mas não. É mais um dos pontos que prova que nesta obra prima, tudo, ao mais ínfimo pormenor tem uma razão de ser e está correlacionado.
Antes de mais, sendo Watchmen uma obra de total desconstrução do mito dos chamados super-heróis, é natural que os comics desse mundo versem sobre outros temas, como o horror, a fantasia ou a pirataria. Além disso, num mundo que tem a experiência de super-heróis, as pessoas comuns não se interessariam por ler banda desenhada sobre super-heróis.
Exactamente por isso a imagética dos piratas funciona como um contraponto perfeito ao "mundo real" de Watchmen. Um contraponto complementar, não confrontativo. O livro é lido por um rapaz num quiosque cujo dono vai lendo e comentando as notícias dos jornais. Tanto a história como as notícias vão caminhando para um fim trágico.
Mas mais do que isso...quer no marinheiro, quer no personagem da história principal, responsável pelos mistérios e intrigas existentes (e cuja identidade só se descobre no fim) há a mesma sensação de "o fim justifica os meios". Em ambos há o sacrifício crescente de valores e de humanidade em nome dum bem, suposta e subjectivamente maior. Ambos esperam evitar um desastre a todo o custo, mesmo que para isso provoquem outros ainda maiores. Um erro crasso de julgamento.
O lançamento disto em DVD, juntamente com outros goodies só prova que esta é daquelas adaptações levadas mesmo a sério.

.

segunda-feira, março 02, 2009

A eloquência

É, sem dúvida, de admirar a eloquência, o poder da retórica, o agudo dom da oratória demonstrado por este jovem autor. A poesia e o romanticismo pulsam vibrantes nestes singelos dizeres, aparentemente escritos displicentemente numa qualquer parede mais ou menos abandonada e, quiçá, não merecedora dum respeitoso segundo olhar, não fosse o caso desta intrigante intervenção plástica na própria textura citadina. É, com efeito, uma acção artística que diz respeito a todo este mundo em que vivemos. Perante tal declaração torna-se impossível não nos sentirmos comovidos. É a própria Natureza do Homem que surge aqui desnudada. A alma real, o seu mais verdadeiro eu! Uma declaração séria de intenções, de quem não tem medo ou receio de falar francamente! Que se seguirá agora? Aguarda-se esperançosamente.
.