#10. ALMAH – “Fragile Equality”
O álbum a solo do Edu Falaschi, converteu-se em nome de banda, e eis que os Almah lançam assim o seu primeiro álbum, segundo do Edu sem os Angra. Enquanto estes atravessam um hiato aparentemente forçado, ele meteu mãos à obra novamente. E ainda bem. Este álbum é bem mais conseguido que o anterior que, já de si era muito bom. Continua a ter uma voz poderosa e parece não se esforçar muito por consegui-la. Os guitarristas não são a dupla Bittencourt/Loureiro, claro, mas ainda assim são fantásticos, a comprovar pela faixa de abertura, “Bird of Prey”. As referências à música brasileira não são tão óbvias como em Angra, claro, mas existem pontualmente.
“Birds of Prey”: http://www.youtube.com/watch?v=gV82WMnDw2o
#9. OPETH – “Watershed”

Bem, já toda a gente sabe que eu gosto destes gajos. Era preciso ser muito mau para “escaparem” ao Top 10. E “muito mau” parece ser coisa impossível de fazer da parte deles. Sim, é uma banda que não é do gosto de uns, que é indiferente a outros e mesmo odiada por ainda outros. Mas quanto a mim, continuo a considerá-los geniais e brilhantes no que fazem. Sim, este álbum custou-me a ouvir de início. Eles resolveram exigir mais atenção do ouvinte desta vez. E assim que esta é devidamente dada, este álbum discorre magnificamente.
“Burden”: http://www.youtube.com/watch?v=4UQCqvkWdAs
#8. JUDAS PRIEST – “Nostradamus”

Depois dum ‘morno’ “Angel of Retribution”, ouvir dizer que os Priest se iam dedicar a um álbum conceptual e duplo ainda por cima, não augurava nada de bom. Pior ainda, um álbum conceptual sobre Michel de Nostredame, o famoso profeta do apocalipse francês do século XVI, ideia que, convenhamos, já não é muito original. Mas, surpresa, surpresa! A coisa funciona bem. De facto tem algumas canções/interlúdios que não adiantam nem atrasam, mas que, numa perspectiva geral, contribuem muito para o feeling total da obra. Naturalmente um álbum odiado por muitos, mais puristas, mas aqui por estes lados, rodou bastante. Venha o concerto agora!
“Pestilence and Plague”: http://www.youtube.com/watch?v=AavyPpQLjCA
#7. SERENITY – “Fallen Sanctuary”

Mais um segundo álbum e mais um top10. Estes austríacos são excelentes no que fazem. Não vou entrar em pormenores respeitantes a etiquetas e tal, é heavy metal, sinfónico, muito orquestral, proggy aqui e ali e repleto de riffs de guitarra que se colam aos tímpanos que é uma coisa parva. Nada de novo talvez, mas gosto, e muito, da forma energética e profissional com que eles conseguem pegar em todas estas coisas pouco novas e apresentar um produto final que revela personalidade própria. Se já o anterior era bom, este aumenta ainda mais a parada.
“Velatum”: http://www.youtube.com/watch?v=Yxt9iv1fyRI
#6. TESTAMENT – “The Formation of Damnation”

Poucas palavras são necessárias. São os Testament. E estão de volta à velha forma. À forma que sempre os caracterizou e que fazem deles uma das minhas bandas preferidas de sempre. Devo dizer que o “Demonic”, álbum anterior, aborrece-me. Os Testament são uma banda de thrash metal, das pouquíssimas que realmente aprecio. E estar a ouvi-los a fazer um álbum próximo de death metal, completo com grunhidos e urros do Chuck Billy, enfim, não é bem isso que quero ouvir quando penso em Testament. Mas pronto, isso já lá vai. Formação original reunida, Greg Skolnick de volta à guitarra e composição e pronto, problema resolvido. Sai do forno um álbum potente, pesado e melódico.
“More Than Meets The Eye”: http://www.youtube.com/watch?v=09rHDabBQfA
#5. Heavenwood – “Redemption”

Onde estariam os Heavenwood hoje se não tivesse havido o hiato entre 1998 e 2008?
Talvez não valha a pena perder tempo com esta questão. A verdade é que com este "Redemption" eles estão de volta e com qualidade suficiente para chegarem longe outra vez. E bem merecem esta segunda oportunidade, porque qualidade musical assim nem sempre aparece com tanta consistência.
"Redemption" é não só uma continuação do que ficou para trás, mas também um disco que consegue refinar ainda mais essas qualidades e virtudes dos dois álbuns anteriores. Não tão Death/Doom como o "Diva", não tão Gothic como o "Swallow", este álbum condensa bem aquelas duas vertentes. Sim, as raízes não são novas, mas é mais uma vez o resultado final,a apresentação, que contam. "Redemption" mostra uma banda que sabe bem o que quer e para onde quer ir, e que consegue criar uma sonoridade única entre nós.
A música continua bastante dark e soturna, mas o ritmo mais pesado equilibra-se na perfeição com a melodia, da mesma maneira que as vozes mais rasgadas do vocalista se combinam bem com a voz melódica do guitarrista.
“Bridge to Neverland”: http://www.youtube.com/watch?v=mgmCymaWjKQ
#4. VOTUM – “Time Must Have a Stop”

E eis um disco que, este sim, me acompanhou durante meses e meses deste esquisito ano. Votum, "Time Must Have a Stop". São polacos e este é o primeiro álbum. O estilo? Metal/rock progressivo, bastante melódico, com alguns laivos de Opeth e Dream Theater aqui e acolá. Foi o cabo dos trabalhos encomendar este CD, uma vez que por cá não temos, claro. Mas finalmente chegou. E aprendi que é possível uma encomenda demorar mais tempo a chegar de Espanha que dos EUA.
A capa do disco é um dead giveaway da música melancólica, algo dark e psicadélica. É um álbum épico, mas ao mesmo tempo de uma grande simplicidade. Grande companhia me fez. Calculo que tenha passado despercebido em geral e que não seja de todo do agrado de muitos. MAS a mim tocou-me bastante a melancolia. Sim, nada “puro e duro”.
“The Hunt is On”: http://www.youtube.com/watch?v=FugTiR3yo4Y
3#. IRONSWORD – “Overlord of Chaos”

Os Ironsword voltam a viajar para terras da Ciméria, continuamente inspirados pelo imaginário de Robert. E. Howard e gravam aqui um álbum brilhante. Não chego ao ponto de dizer que é o melhor disco de heavy metal gravado em Portugal, mas dentro deste género sê-lo-á certamente. Remetem-nos directamente para uns Brocas Helm ou Manilla Road (e não será estranho que o vocalista destes últimos, Mark Shelton, contribui em três canções). Ou seja é Epic Metal, ou True Metal, ou lá o que queiram chamar, eu cá só sei que é da mais excelente qualidade. Ouvir este disco com atenção é ser transportado para outra era de facto, vestir umas peles e pegar num espadeirão. Heavy metal em todo o seu esplendor e glória, sentimento e tripas!
“Death of the Gods”: http://www.youtube.com/watch?v=_KkrtMFMRHc
#2. GRAND MAGUS – “Iron Will”

Um trio à maneira e à antiga. Confesso que não conhecia nem o álbum e muito menos a banda. Quando ouvi fiquei abismado. Muito bom. Muito bom mesmo. O vocalista J.B Christoffersson, também vocalista dos não menos interessantes Spiritual Beggars, empresta a sua voz a um álbum muito forte, cheio de influências do passado, mas de forma alguma “ultrapassado”. Rock, Doom, NWOBHM, tudo contribui para fazer deste álbum uma pérola surpreendente em 2008. O que achei mais interessante neste belo disco foi a aparente simplicidade do mesmo, mas uma simplicidade que nos apanha desde o primeiro segundo quando as guitarras de "Like The Oar Strikes the Water” entram, passando pelo calmo instrumental "Hövding", que dá lugar a uma das melhores canções do álbum “Iron Will”. Enfim, em boa verdade, todas são excelentes, é impossível destacar só uma. Canções simples, mas épicas ao mesmo tempo, viciantes mesmo.
“Hovding+Iron Will”: http://www.youtube.com/watch?v=B8O6UD3aRAs
#1. AMASEFFER – “Slaves for Life”

Nem sei que diga realmente. Sim, talvez nem seja um disco de heavy metal…ou, pelo menos, só de heavy metal. Também há rock progressivo, world music, música oriental, música israelita….. Pois, são uma banda israelita que decidiu escrever uma obra em três tomos, do qual este é o primeiro, dedicada ao chamado Êxodo do povo judeu do Egipto. Sim, a história do Moisés e companhia. Amaseffer, ou Ah Há’Sefer, hebreu para povo das sagradas escrituras.
Como vocalista principal conseguiram o impecável Mats Léven e ainda a ajuda de Ângela Gossow e de Kobi Farhi (voz da outra grande banda israelita Orphaned Land”). Depois rodearam-se de uma vasta plêiade de músicos e vozes convidadas, responsáveis pelo ambiente, som e cores orientais que este álbum tem em grande quantidade. A música, essa, só tem um nome: soberba. Perdi a conta às vezes que ouvi este disco. Nem sei que mais diga realmente.
“Zipporah”: http://www.youtube.com/watch?v=3GNAuOW46_E
“Wooden Staff”: http://www.youtube.com/watch?v=twbBdlM-feQ

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