Excelente concerto de Hyubris. Para quem os viu pela primeira vez há alguns anos na Festa do Avante, no Palco Novos Valores, é uma agradável surpresa encontrar uma banda tão forte ao vivo e em cima de um palco. Já no ano passado em Torres Novas me surpreenderam, mas desta vez foi ainda melhor. O acórdeão, flauta e gaita de foles são usados e misturados com os instrumentos, digamos, "mais tradicionais", de uma forma perfeita. E quem diz que não se pode cantar metal em português? :D
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Hyubris 29.11.2008
Excelente concerto de Hyubris. Para quem os viu pela primeira vez há alguns anos na Festa do Avante, no Palco Novos Valores, é uma agradável surpresa encontrar uma banda tão forte ao vivo e em cima de um palco. Já no ano passado em Torres Novas me surpreenderam, mas desta vez foi ainda melhor. O acórdeão, flauta e gaita de foles são usados e misturados com os instrumentos, digamos, "mais tradicionais", de uma forma perfeita. E quem diz que não se pode cantar metal em português? :D
domingo, novembro 30, 2008
sábado, novembro 29, 2008
sexta-feira, novembro 28, 2008
Redemption
Na mesma altura os Moonspell enveredaram por caminhos mais "góticos" com o "Irreligious" e a comparação era inevitável. Porém, por muito bom que o "Irreligious" fosse (e é), sempre preferi a sonoridade mais gélida do "Diva". Gótico? Não sei, mas era arrastado e melódico, diferente do resto.
Em 1997, com o "Swallow" os Heavenwood surpreendem ao contar com dois convidados de peso: Kai Hansen (aka Deus) e Liv Kristine. E desta vez não tive qualquer dúvida. Apesar de ainda mais gótico, o "Swallow" era consideravelmente melhor que o "Butterfly Effect" dos Moonspell.
Os Heavenwood eram assim considerados como a "next big thing" do metal português, com dois álbuns extremamente "exportáveis".
Porém, a isto tudo seguiu-se o silêncio. Um hiato de 10 anos, quebrado apenas agora com este "Redemption" que me está a sair um álbum do caraças.
E, se por um lado, a qualidade elevada deste disco, evolução lógica dos outros dois, quase que faz esquecer estes 10 anos de espera, por outro é inevitável a pergunta: onde estariam osd Heavenwood hoje se não tivesse havido este hiato?
Talvez não valha a pena perder tempo com esta questão. A verdade é que com este "Redemption" eles estão de volta e com qualidade suficiente para chegarem longe outra vez. E bem merecem esta segunda oportunidade, porque qualidade musical assim nem sempre aparece com tanta consistência.
"Redemption" é não só uma continuação do que ficou para trás, mas também um disco que consegue refinar ainda mais essas qualidades e virtudes dos dois álbuns anteriores. Não tão Death/Doom como o "Diva", não tão Gothic como o "Swallow", este álbum condensa bem aquelas duas vertentes. Sim, as raízes não são novas, mas é mais uma vez o resultado final,a apresentação, que contam. "Redemption" mostra uma banda que sabe bem o que quer e para onde quer ir.
Aquele Doom/Death melódico do primeiro álbum cntinua presente, bem como os tais elementos mais góticos do do segundo, mas surgem aqui muito bem mesclados, criando uma sonoridade, mais uma vez, única entre nós. O Gus G. dos Firewind, Jeff Waters dos Annihilator e Tijs Vanneste dos Ocean of Sadness, entre outros, devem concordar, e dão excelentes contribuições no álbum.
A música continua bastante dark e soturna, mas o ritmo mais pesado equilibra-se na perfeição com a melodia, da mesma maneira que as vozes mais rasgadas do vocalista se combinam bem com a voz melódica do guitarrista.
Enfim...foram, se bem me lembro, a primeira banda portuguesa a tocar no Wacken Open Air em 1998. Eu vi-os num singelo showcase na Fnac do Colombo, há mais de 10 anos. Agora, finalmente, um concerto como deve ser. The redemption after all.
Emotional Wound ("Diva"):
Season '98 ("Swallow"):
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quinta-feira, novembro 27, 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
Agora é que é...
O que me surpreendeu mais neste álbum é que tem todas as condições para ser um fracasso. Nomeadamente é uma salganhada de coisas que, normalmente, dão mau resultado. Não só isso, como também é um álbum composto ao longo dos anos, por diferentes pessoas e músicos. Onde antes havia dois guitarristas agora chega a haver cinco (!!) de uma vez só. Parece que o Axl esteve estes anos todos a absorver e a inchar (no pun intended ehehe) e subitamente explode e começa a disparar para todos os lados. Temos algum hard-rock, rock industrial, baladas, rock sinfónico e orquestral, ritmos electrónicos, quase de hip-hop, metal, rock zeppeliniano, o uso de mellotrons, samples, sintetizadores, uma parede de guitarras etc etc. E o que surpreende é que tudo isto, toda esta amálgama de coisas, resulta bem no fim e as canções sobressaem cheias de personalidade e sobrevivem por si mesmas."There Was A Time", "IRS", "Chinese Democracy", "Street Of Dreams", "Catcher N' The Rye", entre outras, revelam uma banda bem diversificada e com fortes possibilidades de ainda fazerem melhor.
E o 'já não tão jovem Axl' continua com um vozeirão do catano. Melhor até, se calhar.
Enfim, um álbum "over the top", épico, audacioso e muito auto-indulgente. Que mais haveria de ser? São os GN'R.
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segunda-feira, novembro 24, 2008
domingo, novembro 23, 2008
The Last Shadow Puppets
Mas já as diferenças entre estes Puppets e os Artic Monkeys são muito maiores.
Ironicamente este disco é tudo menos um "understatement". Com orquestrações elaboradas, texturas complexas e acordes soturnos é um álbum de pop sinfónico muito ambicioso e por vezes mesmo "over the top". Respira anos 60 por todos os poros, misturado eficientemente com um ambiente "James Bondiano" (especialmente na faixa título). No fundo é disso que se trata, de uma viagem nostálgica, sem vergonha de se assumir como tal, com ecos do universo de Scott Walker e recantos interessantíssimos providenciados pelos arranjos grandiloquentes de Owen Pallett (pois, o dos Arcade Fire).
http://www.theageoftheunderstatement.com/
Directed by director Romain Gavras, their debut video is as big as Mother Russia, following our intrepid heroes' adventures in Moscow and includes ice skating, an Orthodox priest, Soviet tanks and a chorus of Russian Soldiers.
The Last Shadow Puppets release their second single, 'Standing Next To Me' on Monday the 7th of July 2008. Taken from their recent number 1 album 'The Age Of The Understatement', 'Standing Next To Me' features Alex and Miles on duel vocals, injecting a sense of flair and drama into a 2 minute 18 second pop gem.
sábado, novembro 22, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
quinta-feira, novembro 20, 2008
quarta-feira, novembro 19, 2008
Gone?
- I dunno. - replied Jimmy - Just a good feeling about everything. A good feeling about life in general, you know? We can't always be down and miserable right? We're allowed that i hope! There are good things out there. Good people, good ideas. I can't explain it in a better way. I just feel it in my guts. And I don't even know if gut feelings are made to be explained. Maybe they're here just to be felt? Some sort of gateway to another dimension.
- Wow! - replied a half amused, half interested Marcus - So, basically, you're tellin' me that you have a good feeling about nothing and about everything?
- Yes. Basically, yes. - Jimmy noticed, somewhat uneasily, the mocking grin that had just landed on Marcus' face, but he pressed on - I guess it's better to have a good feeling about 'nothing' than to not have any good feelings at all, don't you agree?. Just feeling that there is a way, that there is a possibility, that there are lots of doors in front of you and that not all of them are locked, that you just need to persevere and really try them all until you find a good one. If you want a cliché saying it's like where there's a will, there's a way, got it?
Marcus laughed and smiled at Jimmy
- Are you fuckin' in love god damn it? - and he laughed even louder - Well, ok. That's a very pretty thought. It's not completely untrue...but feeling it the way you are feeling, well, beware you might find more locked doors in the end.
- No need to be in love Marcus. It's just a feeling, a positive vibe that sometimes we can pick up in the air waves. And sometimes why not let it go through you and feel it with a renewed sense of hope?
- That's very beautiful and all - said Marcus - but life has taught me that it isn't like that, not most of the times, and not for everyone.
- Damn it Marcus!! I know! Don't take me as a naïve fool! I know life isn't like this all the time. But it can be 'sometimes'. I know it's not a feeling that will stay forever....but since it's here, might as well make the most of it. Enjoy it for what it is! Why dismiss it right from the start?
- Well...what can i say, except 'good luck'? - and turning to the bartender - I'll have whatever my friend's drinking, please! And make it a double! "
Gunther Dünn
terça-feira, novembro 18, 2008
Quantum of Solace?
Interessante conceito. Eheheh. Eminentemente prático e ironicamente aplicável in our days and age, como se quer. Para além disso, é mais um filme de James Bond? Não, felizmente não é. Felizmente também, não sou um purista dos filmes do James Bond, nem nunca fui um grande fã. Aliás, o facto de o meu filme preferido da série ter sido sempre o "On Her Majesty's Secret Service", o tal "filme maldito", odiado por todos e protagonizado pelo também odiado "one off" George Lazemby, é um bom indicador da minha posição. De resto, sim, o Connery fez um excelente trabalho, o Dalton também...o Roger Moore, enfim... e o Brosnan...bom, dizer que nem sequer me esforçei por ver os últimos filmes do 007 com ele é dizer pouco. Mas em geral os filmes do 007 sempre foram "filmes de Domingo à tarde na televisão para quando está a chover muito lá fora". Divertidos e tal, mas pouco mais.
A única crítica vai mesmo para a música tema deste filme, cantada pela Alicia Keys e pelo Jack White que é, realmente MÁ. Que diabos, até a terrível "Die Another Day" da Madonna é melhor.
segunda-feira, novembro 17, 2008
Boss Martians
domingo, novembro 16, 2008
Opeth - Burden
Burden
I, once upon a time
Carried a burden inside
I sung a last goodbye
A broken rhyme I had underlined
There's an ocean of sorrow in you
A sorrow in me
I saw movement in their eyes
Thay said I no longer knew the way
I had given up the ghost
A passive mind submit to fear
And the wait for redemption at hand
Waiting to fail
Failing again
If death should take me now
Count my mistakes and let me through
Whisper in my ear
You've taken more than we've received
And the ocean of sorrow is you
Excelente canção. Melódica e tão "seventies" que até dói! :)
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