segunda-feira, dezembro 01, 2008

Hyubris 29.11.2008




Excelente concerto de Hyubris. Para quem os viu pela primeira vez há alguns anos na Festa do Avante, no Palco Novos Valores, é uma agradável surpresa encontrar uma banda tão forte ao vivo e em cima de um palco. Já no ano passado em Torres Novas me surpreenderam, mas desta vez foi ainda melhor. O acórdeão, flauta e gaita de foles são usados e misturados com os instrumentos, digamos, "mais tradicionais", de uma forma perfeita. E quem diz que não se pode cantar metal em português? :D

Eh lá...

....dói-me o pescoço!!!


\m/ ^^\m/

domingo, novembro 30, 2008

March Of Metal


Lá vai tudo prá Moita!


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sábado, novembro 29, 2008

Heavenwood

Vamos a isso!

Dia 22 passado na Casa da Música do Porto:


sexta-feira, novembro 28, 2008

Redemption


Há 10 anos atrás, mais ou menos, quase (eu disse quase!) que se falava de Heavenwood e Moonspell como dos The Beatles e dos The Rolling Stones nos anos 60/70. Uma espécie de competição não declarada, proporcionada pela excelência das duas bandas que se destacavam no panorama metálico nacional. É algo exagerado talvez, mas era essa a minha percepção. Os Moonspell já estavam a iniciar a sua ascenção ao topo quando os Heavenwood lançam o brilhante álbum de estreia "Diva", em 1996. Os ingredientes não eram novos, mas o resultado final (e a qualidade do mesmo) eram pouco usuais na altura.
Na mesma altura os Moonspell enveredaram por caminhos mais "góticos" com o "Irreligious" e a comparação era inevitável. Porém, por muito bom que o "Irreligious" fosse (e é), sempre preferi a sonoridade mais gélida do "Diva". Gótico? Não sei, mas era arrastado e melódico, diferente do resto.
Em 1997, com o "Swallow" os Heavenwood surpreendem ao contar com dois convidados de peso: Kai Hansen (aka Deus) e Liv Kristine. E desta vez não tive qualquer dúvida. Apesar de ainda mais gótico, o "Swallow" era consideravelmente melhor que o "Butterfly Effect" dos Moonspell.
Os Heavenwood eram assim considerados como a "next big thing" do metal português, com dois álbuns extremamente "exportáveis".
Porém, a isto tudo seguiu-se o silêncio. Um hiato de 10 anos, quebrado apenas agora com este "Redemption" que me está a sair um álbum do caraças.
E, se por um lado, a qualidade elevada deste disco, evolução lógica dos outros dois, quase que faz esquecer estes 10 anos de espera, por outro é inevitável a pergunta: onde estariam osd Heavenwood hoje se não tivesse havido este hiato?
Talvez não valha a pena perder tempo com esta questão. A verdade é que com este "Redemption" eles estão de volta e com qualidade suficiente para chegarem longe outra vez. E bem merecem esta segunda oportunidade, porque qualidade musical assim nem sempre aparece com tanta consistência.
"Redemption" é não só uma continuação do que ficou para trás, mas também um disco que consegue refinar ainda mais essas qualidades e virtudes dos dois álbuns anteriores. Não tão Death/Doom como o "Diva", não tão Gothic como o "Swallow", este álbum condensa bem aquelas duas vertentes. Sim, as raízes não são novas, mas é mais uma vez o resultado final,a apresentação, que contam. "Redemption" mostra uma banda que sabe bem o que quer e para onde quer ir.
Aquele Doom/Death melódico do primeiro álbum cntinua presente, bem como os tais elementos mais góticos do do segundo, mas surgem aqui muito bem mesclados, criando uma sonoridade, mais uma vez, única entre nós. O Gus G. dos Firewind, Jeff Waters dos Annihilator e Tijs Vanneste dos Ocean of Sadness, entre outros, devem concordar, e dão excelentes contribuições no álbum.
A música continua bastante dark e soturna, mas o ritmo mais pesado equilibra-se na perfeição com a melodia, da mesma maneira que as vozes mais rasgadas do vocalista se combinam bem com a voz melódica do guitarrista.
Enfim...foram, se bem me lembro, a primeira banda portuguesa a tocar no Wacken Open Air em 1998. Eu vi-os num singelo showcase na Fnac do Colombo, há mais de 10 anos. Agora, finalmente, um concerto como deve ser. The redemption after all.


Bridge to Neverland ("Redemption"):




Emotional Wound ("Diva"):


Season '98 ("Swallow"):




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quinta-feira, novembro 27, 2008

quarta-feira, novembro 26, 2008

terça-feira, novembro 25, 2008

Agora é que é...

...o Mundo deve estar para acabar mesmo.


Ei-lo que saiu finalmente das entranhas mais profundas onde esteve a marinar estes anos todos. Qual Nostradamus qual carapuça. O lançamento oficial do "Chinese Democracy" dos Guns N' Roses deve ser o primeiro sinal de que o Mundo está mesmo para a acabar. Hora de sair para a rua com cartazes a exclamar em letras garrafais "Arrependei-vos, pois o fim está próximo!"
A mera existência deste álbum já fazia parte do folclore, das lendas tradicionais, um verdadeiro mito urbano. O último álbum de originais dos GN'R data de 1991 (!!) e em 1993 lançaram o sofrível "Spaghetti Incident?", um álbunzeco de covers. Portanto, mais ano ou menos ano, a verdade é que há mais de uma década que se aguarda este álbum. E há mais de uma década que se duvidava da sua existência. Dizia-se inclusivamente que o álbum só veria a luz do dia quando a China se tornasse uma verdadeira democracia. A companhia de refrigerantes Dr. Pepper chegou inclusivamente a desafiar Axl e Cia dizendo que se comprometiam a oferecer uma garrafa de Dr. Pepper a TODOS os americanos que a solicitassem, caso o álbum fosse lançado em 2008. LOL
Bem dizia o Sebastian Bach que existia sim senhor. Mas quem é que ouve esse palhaço?
Enfim, eis que aí está o disco para quem o quiser ouvir.
Tem piada que nunca fui grande fã dos Guns N'Roses na altura em que estiveram no auge. Sim, tinham uma série de músicas muito boas, excelentes mesmo, mas nunca me 'puxaram' muito. Só muito tempo depois começei realmente a apreciar os álbuns como um todo, em especial o "Appetite for Destruction".
Seja como for, aquele álbunzeco de covers, a saga interminável da gravação deste disco, a entrada e saída constante de músicos na banda, bem como a prestação menos boa que vi num qualquer Rock In Rio, levaram-me a concluir que aquilo era uma banda morta...ou moribunda.
Daí ser natural não só preparar-me para ouvir o novo disco com um pé atrás, como até, sim confesso, pronto, com uma certeza de que não ia ser nada de jeito. Preparei-me portanto, para cascar feio e forte e rir-me a bom rir.
Mas o sacana do álbum é bom. Muito bom aliás. Devo reconhecer. Vou passar à frente da discussão de saber se deveriam ter adoptado outro nome ou não. Até porque é de difícil resposta. Há muitos momentos típicos dos 'velhinhos' GN'R, mas este álbum é completamente diferente de todos os que estão para trás. Diferente o suficiente para fazer espumar de raiva alguns fãs mais puristas, estou certo. Quanto a mim, gostei.
É um disco grande, e como tal é inevitável que nem todas as canções tenham a mesma qualidade. Há, realmente, algumas que não são nada de jeito. Mas as que são boas são mesmo muito boas, e são em maioria sim senhor. Há muitos elementos novos, nomeadamente o uso de alguma electrónica e efeitos e, acima de tudo, sente-se a falta do som da guitarra do Slash, um som mais orgânico e fluente. Mas apesar disso, os músicos que lá estão, sejam eles quem forem, são bons.

O que me surpreendeu mais neste álbum é que tem todas as condições para ser um fracasso. Nomeadamente é uma salganhada de coisas que, normalmente, dão mau resultado. Não só isso, como também é um álbum composto ao longo dos anos, por diferentes pessoas e músicos. Onde antes havia dois guitarristas agora chega a haver cinco (!!) de uma vez só. Parece que o Axl esteve estes anos todos a absorver e a inchar (no pun intended ehehe) e subitamente explode e começa a disparar para todos os lados. Temos algum hard-rock, rock industrial, baladas, rock sinfónico e orquestral, ritmos electrónicos, quase de hip-hop, metal, rock zeppeliniano, o uso de mellotrons, samples, sintetizadores, uma parede de guitarras etc etc. E o que surpreende é que tudo isto, toda esta amálgama de coisas, resulta bem no fim e as canções sobressaem cheias de personalidade e sobrevivem por si mesmas."There Was A Time", "IRS", "Chinese Democracy", "Street Of Dreams", "Catcher N' The Rye", entre outras, revelam uma banda bem diversificada e com fortes possibilidades de ainda fazerem melhor.
E o 'já não tão jovem Axl' continua com um vozeirão do catano. Melhor até, se calhar.
Enfim, um álbum "over the top", épico, audacioso e muito auto-indulgente. Que mais haveria de ser? São os GN'R.

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Monday



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domingo, novembro 23, 2008

The Last Shadow Puppets

E outros que me surpreenderam muito este ano. Estes foram recomendados pelo Zé Pedro. The Last Shadow Puppets. Super banda, ou melhor, super duo composto por Alex Turner dos Arctic Monkeys e Miles Kane dos The Rascals. A atenção é, naturalmente, atraída para o primeiro nome, mas quem já ouviu The Rascals penso que pode presumir que o Kane também é uma força compositora enorme neste duo.
Mas já as diferenças entre estes Puppets e os Artic Monkeys são muito maiores.
Ironicamente este disco é tudo menos um "understatement". Com orquestrações elaboradas, texturas complexas e acordes soturnos é um álbum de pop sinfónico muito ambicioso e por vezes mesmo "over the top". Respira anos 60 por todos os poros, misturado eficientemente com um ambiente "James Bondiano" (especialmente na faixa título). No fundo é disso que se trata, de uma viagem nostálgica, sem vergonha de se assumir como tal, com ecos do universo de Scott Walker e recantos interessantíssimos providenciados pelos arranjos grandiloquentes de Owen Pallett (pois, o dos Arcade Fire).

http://www.theageoftheunderstatement.com/

Alex Turner (Arctic Monkeys) & Miles Kane (The Rascals) are The Last Shadow Puppets.

Directed by director Romain Gavras, their debut video is as big as Mother Russia, following our intrepid heroes' adventures in Moscow and includes ice skating, an Orthodox priest, Soviet tanks and a chorus of Russian Soldiers.



The Last Shadow Puppets release their second single, 'Standing Next To Me' on Monday the 7th of July 2008. Taken from their recent number 1 album 'The Age Of The Understatement', 'Standing Next To Me' features Alex and Miles on duel vocals, injecting a sense of flair and drama into a 2 minute 18 second pop gem.

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sábado, novembro 22, 2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

wow

quarta-feira, novembro 19, 2008

Gone?

"- A good feeling? What do you mean a good feeling? What are you talking about man? - asked Marcus.
- I dunno. - replied Jimmy - Just a good feeling about everything. A good feeling about life in general, you know? We can't always be down and miserable right? We're allowed that i hope! There are good things out there. Good people, good ideas. I can't explain it in a better way. I just feel it in my guts. And I don't even know if gut feelings are made to be explained. Maybe they're here just to be felt? Some sort of gateway to another dimension.
- Wow! - replied a half amused, half interested Marcus - So, basically, you're tellin' me that you have a good feeling about nothing and about everything?
- Yes. Basically, yes. - Jimmy noticed, somewhat uneasily, the mocking grin that had just landed on Marcus' face, but he pressed on - I guess it's better to have a good feeling about 'nothing' than to not have any good feelings at all, don't you agree?. Just feeling that there is a way, that there is a possibility, that there are lots of doors in front of you and that not all of them are locked, that you just need to persevere and really try them all until you find a good one. If you want a cliché saying it's like where there's a will, there's a way, got it?
Marcus laughed and smiled at Jimmy
- Are you fuckin' in love god damn it? - and he laughed even louder - Well, ok. That's a very pretty thought. It's not completely untrue...but feeling it the way you are feeling, well, beware you might find more locked doors in the end.
- No need to be in love Marcus. It's just a feeling, a positive vibe that sometimes we can pick up in the air waves. And sometimes why not let it go through you and feel it with a renewed sense of hope?
- That's very beautiful and all - said Marcus - but life has taught me that it isn't like that, not most of the times, and not for everyone.
- Damn it Marcus!! I know! Don't take me as a naïve fool! I know life isn't like this all the time. But it can be 'sometimes'. I know it's not a feeling that will stay forever....but since it's here, might as well make the most of it. Enjoy it for what it is! Why dismiss it right from the start?
- Well...what can i say, except 'good luck'? - and turning to the bartender - I'll have whatever my friend's drinking, please! And make it a double! "


Gunther Dünn

terça-feira, novembro 18, 2008

Quantum of Solace?

In an interview, the producers explained the meaning of the film's title: "The title originally comes from an Ian Fleming short story and, in the context of that, it means that a relationship cannot be salvaged unless there is a 'quantum of solace' between the two parties - 'Quantum' meaning 'measure' and 'solace' meaning 'comfort' - so if they are not willing to share that then their relationship is not redeemable. In our case, it is a couple of things: Bond is looking for a 'quantum of solace' after his experiences in Casino Royale (2006), and QUANTUM also happens to be the name of the villainous organization in the film."

Interessante conceito. Eheheh. Eminentemente prático e ironicamente aplicável in our days and age, como se quer. Para além disso, é mais um filme de James Bond? Não, felizmente não é. Felizmente também, não sou um purista dos filmes do James Bond, nem nunca fui um grande fã. Aliás, o facto de o meu filme preferido da série ter sido sempre o "On Her Majesty's Secret Service", o tal "filme maldito", odiado por todos e protagonizado pelo também odiado "one off" George Lazemby, é um bom indicador da minha posição. De resto, sim, o Connery fez um excelente trabalho, o Dalton também...o Roger Moore, enfim... e o Brosnan...bom, dizer que nem sequer me esforçei por ver os últimos filmes do 007 com ele é dizer pouco. Mas em geral os filmes do 007 sempre foram "filmes de Domingo à tarde na televisão para quando está a chover muito lá fora". Divertidos e tal, mas pouco mais.

Até o "Casino Royale". Deve haver algures um post extenso e aborrecido sobre este filme e sobre o quão gostei dele, pelo que me escusarei a bater na mesma tecla. Mas que "Casino Royale" É um bom filme, independentemente de ser Bond ou não, é. Compreendo que os fãs e puristas da série tenham torcido o nariz pois é óbvio que a era Craig deixa para trás muitos dos elementos típicos do 007: os gadgets, os raios laser, os botões com uma miríade de funções, os vodka martini e os mísseis escondidos atrás de faróis. Por mim é óptimo, porque era essa 'palhaçada' toda que não me interessava por aí além. Li algures uma citação do Moore a dizer que tinha pena que os filmes do James Bond se tenham tornado tão violentos. Azar pázinho. Sempre é melhor que as palhaçadas maricas e pseudo-humorísticas dos teus filmes. O novo Bond é melhor e não descura o humor. Um humor mais subtil e não alarve.
Dito tudo isto, este "Quantum of Solace" tinha uma tarefa muito difícil. "Casino Royale" já tinha posto a fasquia muito alta. Era complicado superar. E, de facto não supera. Além disso é uma continuação directa do anterior, pelo que as comparações são inevitáveis. Mas, ainda assim, que se lixe! Continua a bater todas as palhaçadas anteriores.
Continuo a preferir a abordagem mais realista, dura e violenta, do que aquela cheia de gadgets, botões e mísseis escondidos no bolso do casaco, blá blá. E continuo a dizer que é uma abordagem mais próxima da personagem literária. Portanto é só ganhos. Assim....venham mais.




A única crítica vai mesmo para a música tema deste filme, cantada pela Alicia Keys e pelo Jack White que é, realmente MÁ. Que diabos, até a terrível "Die Another Day" da Madonna é melhor.
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segunda-feira, novembro 17, 2008

Boss Martians

O "Indiegente" está de volta à Antena3. Ainda se descobrem boas bandas. Boss Martians, "Pressure in the Sodo"


"Mars Is For Martians"



"If You Only Knew"



"No One To No One"



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domingo, novembro 16, 2008

Opeth - Burden



Burden

I, once upon a time
Carried a burden inside
I sung a last goodbye
A broken rhyme I had underlined
There's an ocean of sorrow in you

A sorrow in me

I saw movement in their eyes
Thay said I no longer knew the way
I had given up the ghost
A passive mind submit to fear
And the wait for redemption at hand

Waiting to fail

Failing again

If death should take me now
Count my mistakes and let me through
Whisper in my ear
You've taken more than we've received
And the ocean of sorrow is you


Excelente canção. Melódica e tão "seventies" que até dói! :)

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sábado, novembro 15, 2008