Vários reparos prévios.
1 - Quem dá os títulos em português aos filmes estranjas está de parabéns. Finalmente os padrões de alta qualidade do passado voltam a ser atingidos. "Os Agentes do Destino", por mais directamente relacionado que esteja com o tema do filme, é, quanto a mim, um título bimbo.
2 - Isto diz respeito já a outros filmes, embora me tenha esquecido de mencionar antes: a qualidade das legendas decresce a níveis monstruosos. Não tenho nenhum curso de tradutor ou de Inglês, mas, por amor de Deus, lêem-se erros crassos nas legendas traduzidas. É de bradar aos céus por vezes. É que, muitas vezes, o que os actores dizem não tem nada a ver com o que vem nas legendas. Tenho vontade de ficar até ao fim dos créditos para apanhar o email do tradutor, mas confesso que tenho tido pouca paciência e mais que fazer.
3 - Não sei bem quem o disse, mas nas promos televisivas este filme era descrito como o "encontro entre Bourne e Inception. Ora, se há coisa que pode induzir alguém em erro é isto. De facto fiquei com curiosidade em ver o filme, e não liguei muito a estes jargões. Portanto não procurei nenhum desses filmes neste em concreto. Mas tenham santa paciência. Com a saga Bourne a única coisa que "The Adjustment Bureau" tem em comum é...o actor principal, Matt Damon. Com "Inception"...ok, alguns planos de Nova Yorque fazem lembrar "Inception", e, sim, ambos partilham um tema que se enquadra de alguma forma na ficção científica ou no super humano, mas, comparar a verdadeira caixa de Pandora que é "Inception" com este é esticar a corda. "The Adjustment Bureau" é um filme linear em termos de narrativa, ao contrário de "inception" que exigia muita atenção e concentração e se prestava a N interpretações, blá blá. Por sua vez, este, conta uma história, do princípio ao fim, uma história inteligente e intrigante, mas que se deixa seguir de forma pacífica. Portanto, são objectos diferentes. Assim sendo, em "The Adjustment Bureau", acredite-se ou não, encontramos uma história de amor clássico, boy meets girl, boy and girl lutam para ficar juntos, ultrapassando os obstáculos que a vida lhes vai colocando. Neste caso os obstáculos são-lhes colocados pelos tais "agentes do destino" que controlam o destino de todas (ou só algumas) pessoas de acordo com um Plano Mestre superiormente traçado, esforçando-se por que as pessoas não saiam dos limites desse plano. E sair do planeado foi o que acontece com os personagens de Damon e Blunt que, ao se apaixonarem, entram em "violação" do que para cada um deles estava traçado. Enter the Adjustment Bureau que tudo fará para os separar e cercear a sua liberdade de escolha. É uma história bastante inteligente e, talvez, a melhor adaptação de um livro de Philip K. Dick desde o "Blade Runner". Talvez não fique na história do Cinema, mas sabe bem ver um tema tão batido como o romântico tratado de forma tão original é sempre refrescante.
domingo, abril 03, 2011
The Adjustment Bureau
quinta-feira, março 31, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
I'm off
quinta-feira, março 24, 2011
De génio!
E depois vem este com os seus dentes pepsodent fluorescente a dizer, do alto da sua importância pavoneada, que "Portugal tem que pagar o que deve".
Mais um que não tem a mínima vergonha na cara. Tem que pagar o que deve? Pois. Assim tipo dois submarinos que custaram milhões e um deles já veio avariado? Paga tu o que deves minha aventesma. O que deves à inteligência.
quarta-feira, março 23, 2011
PQT-PQP
Eis Sua Excelência o PQT, isto é, o Presidente Que Temos. A restante parte do acrónimo deixo ao critério de cada um... Perante a situação potencialmente calamitosa Sua Excelência desdobra-se em comentários e discursos de Estado que....espera...não, não, enganei-me, não é nada disso. O tipo não faz nada que se veja, é isso. Se eu fosse natural de Boliqueime começava já uma petição no sentido de pedir a "desnaturalização" desse senhor. Teria vergonha de partilhar a naturalidade com tamanha enormidade.
É que, tendo em conta o cargo que desempenha, o que esse senhor faz é absolutamente inacreditável. Realmente incrível. Mais do que ser meramente mau ou bom, este senhor conseguiu a proeza de ser um grande NADA, um ZERO à esquerda, um grande BURACO NEGRO na galáxia política portuguesa. O senhor simplesmente não faz nada que se veja, nada que tenha alguma utilidade, não mexe uma palha, não faz um cu! Vergonhoso. Não faz "comentários antecipados", não comenta a posteriori, não intervém, não comenta, não opina, não faz aquilo que se pede e exige a um Presidente da República numa situação como a actual.
O senhor Presidente não serve apenas para fazer discursos floreados, viajar e cortar fitas. Pede-se que seja o Primeiro Magistrado da Nação, um árbitro acima de tudo e todos, um órgão imparical e superior a politiquices e interesses. Como tal, deve escusar-se a entrar em combates políticos, sim senhor. Não deve tomar partidos nem lados, mas sim, arbitrar, resolver, agir, propor, conciliar. Mas, por vezes, para fazer isso, e em situações concretas, um árbitro tem de "descer" ao terreno, apanhar com a poeirada do mesmo, sujar-se, suar, intervir, separar os combatentes.
Mas não, este senhor escuda-se na tão propagada "imparcialidade obrigatória" e não comenta, não fala, não diz, não faz. Para que raio queremos um tipo assim? Nunca, em tantos anos de República houve uma pessoa com tão pouco perfil para este cargo. Nunca houve um Presidente tão mau. Se é para isto, que venha o Rei.
A inépcia deve ser tal, e tamanha, que já algum assessor lhe deve ter inculcado o ensinamento "Esteja calado, não diga nada. É melhor estar calado do que dizer alguma bacurada". E tem resultado, o segundo mandato não lhe custou muito. Mas teve azar...a situação pede cada vez mais alguém que fale. E o senhor não fala. Naturalmente a sua natureza robótica não o permite. O chip deve ser dos antigos e não aceita mais do que uma pequena série de frases pré-gravadas, repetidas à exaustão, e ditas com o costumeiro semblante inexpressivo ou, o que é PIOR, com uma expressividade forçada e farsolas. Uma vergonha.
Desta situação actual não fala, mas soube falar do casamento gay, soube falar da autonomia político-administrativa dos Açores, soube exortar os jovens de hoje a encarar os desafios e a sacrificarem-se como os jovens dos anos 60 se sacrificaram indo para a Guerra Colonial, como se as coisas fossem comparáveis, como se os jovens de então tenham todos ido de bom grado e voluntariamente para a Guerra. Tudo coisas de primeira linha para o País....Qual crise política qual quê. Enfim. É triste, mas não dá para mais. Uma pessoa verdadeiramente limitada, merecedora de um estudo psicológico e político.
terça-feira, março 22, 2011
Venha cá?
Muito menos pastoral sim, mas não menos sinistro...Que vem a ser isto? Parece uma imagem de white gangsta rap "Yo! I'm your white homeboy and these are my biatches! Venham cá, senão levam um balázio num drive by shooting...ali prás Avenidas Novas, hum? Yo!"
Ou ainda melhor:
Em última análise sempre se pode mandar os tipos pró c******!
segunda-feira, março 21, 2011
domingo, março 20, 2011
Romeu e Julieta
De todas as peças escritas por William Shakespeare, Romeu e Julieta é indubitavelmente a que mais tem sido utilizada como tema para a dança.
A história do Romeu Montéquio e Julieta Capuleto e o seu trágico e romântico destino, causado pela rivalidade entre as suas famílias, foi escrita nos finais do séc. XVI (1594-1595).
Grande parte do sucesso que as inúmeras produções de bailado desta obra obtiveram no séc. XX não se deve somente à magnificência da obra de Shakespeare mas também à sua frequente associação com a música de Sergei Prokofiev, escrita em 1935, pouco após o seu regresso à União Soviética.
Esta versão de Romeu e Julieta, coreografada pelo sul-africano John Cranko para o Teatro alla Scala de Milão em 1958, foi estreada pela Companhia Nacional de Bailado no ano de 2001 e é, ainda hoje, uma das versões coreográficas de referência.
coreografia: John Cranko
música: Sergei Prokofiev
argumento: John Cranko segundo William Shakespeare
cenografia: João Mendes Ribeiro
figurinos, adereços, decoração de carros, panejamento e quarto de Julieta: António Lagarto
imagens: Daniel Blaufuks
desenho de luz: Cristina Piedade
sábado, março 19, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Shivan & Gargula @ Castelo de Pirescoxe
O Castelo de Pirescoxe é um "item" estranho. Trata-se de uma residência "acastelada", não verdadeiramente um castelo, não deixando de ser um monumento interessante, assim meio encravado num espaço verde de tamanho médio, rodeado de prédios. O dia da semana não ajudou, mas o âmbito autárquico da iniciativa já deixava adivinhar que seria para começar e acabar cedo. E assim foi. Concertos curtos, demasiado curtos para duas tão excelentes bandas nacionais. Apesar de tudo isto, não posso deixar de felicitar ambas as bandas pelos concertos fantásticos que deram ontem à noite, para um público quase inexistente, composto na maioria por curiosos e mitras bêbedos, sendo que fãs, propriamente ditos, nem deviam chegar à dúzia. Apesar de tudo perseveraram e deram, ambas, um grande show. Assim mesmo é que é! Porém, não é possível ignorar o factor algo deprimente da situação. Paciência, é assim a vida duma banda de heavy metal portuguesa. Há que continuar a lutar e perseverar. Venha o disco dos Shivan e dos Gargula que têm aqui, pelo menos, um comprador certo e um apoiante, sempre que possivel.











