Nos longínquos anos 80, tão em voga agora, cresci a ler as revistas Marvel da editora brasileira Abril que por cá chegavam mais ou menos periodicamente. Vá-se lá saber porquê, o Captain America sempre foi dos meus personagem preferidos. Talvez pela sua origem histórica fortemente enraizada nos anos da Segunda Guerra Mundial e na luta contra o nazismo. Talvez por ser um "super-herói" que não se baseava tanto em poderes sobrenaturais, e possuir um alter ego relativamente interessante, um tipo simples, normal, mas um verdadeiro líder. O uniforme era assim meio brega, admito, as asinhas na máscara eram um tanto ou quanto enfim...bimbas, mas gostava dos variados arcos narrativos pelo qual foi passando, desde a WWII, passando pelos Avengers, SHIELD, Hydra, até à interessante fase de desencanto com o chamado ideal americano (que o levaram a abandonar o tradicional uniforme).
Em 1990 foi feita uma adaptação que aluguei num dos imensos clubes de video que por aí pululavam. Era terrível. Mal feito e mal adaptado, punham o Capitão América na Sicília dos anos 90 a combater a Máfia, chefiada pelo Red Skull, que de red já não tinha nada. E sim, cometeram o erro crasso de dotar o actor de um fato de espuma igualz ao dos desenhos...Se já era estranho nos livros, em filme parecia mesmo...errado.
Felizmente, este novo Captain America não comete nenhum destes erros. A Marvel continua, assim, a fazer adaptações de sucesso e com o cuidado de agradar aos fãs sem descurar o restante público. Assim, o Captain America de Joe Johnston (que já tinha feito um filme assaz agradável com "Rocketeer", também passado nos anos 40, com o nazismo como pano de fundo), revela-se um excelente filme de aventuras, onde a preocupação foi a de fazer um filme com alguma profundidade (a possível num filme de aventuras) e história. É assim que, felizmente, a tónica dominante é posta no alter ego Steve Rogers, mais do que na figura fantasiada. Antes de ser um tipo vestido com uma roupa de cores berrantes, havia o homem, escolhido não pela sua especial preparação física, mas, pelo contrário, pelos seus valores, dedicação e abnegação.
Verdadeiro golpe de mestre e, para mim, a solução perfeita para fazer esta adaptação resultar, foi a opção de colocarem a narrativa em plenos anos 40, anos em que a personagem foi criada. Interessante também, a inclusão na narrativa do verdadeiro propósito da criação da personagem nos idos de 40, ou seja, uma mera figura promocional, de merchandising do Exército, se assim se pode dizer. É aí que o vemos com o uniforme tradicional, uma espécie de bobo/actor que debita as frases comerciais que lhe ensinam. Felizmente também optaram por lhe dar uma versão mais sóbria e justificada do uniforme tradicional (coisa que parece que já não acontece com tanto efeito no futuro "Avengers", mas logo se verá), evitando figuras embaraçosas.
De resto, o Chris Evans, surpreendentemente, consegue credibilizar a coisa e o Hugo Weaving, com mais uma máscara em cima, mostra, novamente, como é um dos melhores actores da actualidade.
Enfim, nada de novo aqui, não revolucionará o cinema, mas que é um filme que se vê com muito agrado, lá isso é. Típico filme série-B, descomprometido, sem pretensões a ser mais do que um filme divertido. bem feito.
Em 1990 foi feita uma adaptação que aluguei num dos imensos clubes de video que por aí pululavam. Era terrível. Mal feito e mal adaptado, punham o Capitão América na Sicília dos anos 90 a combater a Máfia, chefiada pelo Red Skull, que de red já não tinha nada. E sim, cometeram o erro crasso de dotar o actor de um fato de espuma igualz ao dos desenhos...Se já era estranho nos livros, em filme parecia mesmo...errado.
Felizmente, este novo Captain America não comete nenhum destes erros. A Marvel continua, assim, a fazer adaptações de sucesso e com o cuidado de agradar aos fãs sem descurar o restante público. Assim, o Captain America de Joe Johnston (que já tinha feito um filme assaz agradável com "Rocketeer", também passado nos anos 40, com o nazismo como pano de fundo), revela-se um excelente filme de aventuras, onde a preocupação foi a de fazer um filme com alguma profundidade (a possível num filme de aventuras) e história. É assim que, felizmente, a tónica dominante é posta no alter ego Steve Rogers, mais do que na figura fantasiada. Antes de ser um tipo vestido com uma roupa de cores berrantes, havia o homem, escolhido não pela sua especial preparação física, mas, pelo contrário, pelos seus valores, dedicação e abnegação.
Verdadeiro golpe de mestre e, para mim, a solução perfeita para fazer esta adaptação resultar, foi a opção de colocarem a narrativa em plenos anos 40, anos em que a personagem foi criada. Interessante também, a inclusão na narrativa do verdadeiro propósito da criação da personagem nos idos de 40, ou seja, uma mera figura promocional, de merchandising do Exército, se assim se pode dizer. É aí que o vemos com o uniforme tradicional, uma espécie de bobo/actor que debita as frases comerciais que lhe ensinam. Felizmente também optaram por lhe dar uma versão mais sóbria e justificada do uniforme tradicional (coisa que parece que já não acontece com tanto efeito no futuro "Avengers", mas logo se verá), evitando figuras embaraçosas.
De resto, o Chris Evans, surpreendentemente, consegue credibilizar a coisa e o Hugo Weaving, com mais uma máscara em cima, mostra, novamente, como é um dos melhores actores da actualidade.
Enfim, nada de novo aqui, não revolucionará o cinema, mas que é um filme que se vê com muito agrado, lá isso é. Típico filme série-B, descomprometido, sem pretensões a ser mais do que um filme divertido. bem feito.


Sem comentários:
Enviar um comentário