terça-feira, agosto 02, 2011

O Tuga Bíblico

Portugueses (ou melhor, Tugas) houvesse no tempo do vetusto Noé, o chamado Grande Dilúvio não passaria de uma insignificante tempestade num copo de água. Literalmente. O Tuga não recuaria perante a possibilidade iminente do Mundo inteiro ser submergido por uma gigantesca onda de água e que levou o Noé, coitado, a dar-se a grandes e exaustivos trabalhos de abate de árvores, produção de madeira, construção de uma chamada barca, suficientemente grande para levar a sua família, bem como representantes de todo o Reino Animal. Perante essa possibilidade o Tuga seria perito em: 1- Desdramatizar; 2- Descontrair; 3- Desenrascar. Em consequência não havia cá necessidade nenhuma de andar a deitar abaixo as árvores tão simpáticas que tanta sombra e frutos dão. Nem sequer necessidade de pôr a família toda, desgraçadinhos, a fazer trabalhos próprios de lenhadores, carpinteiros e apanhadores de animais errantes. Ná senhor. Ao Tuga bastaria uma vigorosa e altaneira parede de areia. E mais: feita com os pés enquanto fumava um cigarrinho. A poderosa parede de areia seria mais do que suficiente para conter a aquática fúria divina que se abateu sobre o planeta. Vade retro mar irritante!
Consta que, anos mais tarde, Moisés já foi mais previdente e contratou um Tuga residente ali na Judiaria de Belmonte, para lhe fazer umas paredezitas de areia ali no Mar Vermelho para os seus compadres poderem atravessar descansadinhos. Em boa hora.


1 comentário:

Menina da Rádio disse...

O português é mestre na tal arte...