Portugueses (ou melhor, Tugas) houvesse no tempo do vetusto Noé, o chamado Grande Dilúvio não passaria de uma insignificante tempestade num copo de água. Literalmente. O Tuga não recuaria perante a possibilidade iminente do Mundo inteiro ser submergido por uma gigantesca onda de água e que levou o Noé, coitado, a dar-se a grandes e exaustivos trabalhos de abate de árvores, produção de madeira, construção de uma chamada barca, suficientemente grande para levar a sua família, bem como representantes de todo o Reino Animal. Perante essa possibilidade o Tuga seria perito em: 1- Desdramatizar; 2- Descontrair; 3- Desenrascar. Em consequência não havia cá necessidade nenhuma de andar a deitar abaixo as árvores tão simpáticas que tanta sombra e frutos dão. Nem sequer necessidade de pôr a família toda, desgraçadinhos, a fazer trabalhos próprios de lenhadores, carpinteiros e apanhadores de animais errantes. Ná senhor. Ao Tuga bastaria uma vigorosa e altaneira parede de areia. E mais: feita com os pés enquanto fumava um cigarrinho. A poderosa parede de areia seria mais do que suficiente para conter a aquática fúria divina que se abateu sobre o planeta. Vade retro mar irritante!
Consta que, anos mais tarde, Moisés já foi mais previdente e contratou um Tuga residente ali na Judiaria de Belmonte, para lhe fazer umas paredezitas de areia ali no Mar Vermelho para os seus compadres poderem atravessar descansadinhos. Em boa hora.
Consta que, anos mais tarde, Moisés já foi mais previdente e contratou um Tuga residente ali na Judiaria de Belmonte, para lhe fazer umas paredezitas de areia ali no Mar Vermelho para os seus compadres poderem atravessar descansadinhos. Em boa hora.

1 comentário:
O português é mestre na tal arte...
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