terça-feira, agosto 23, 2011

X-Men:First Class


Mais um filme inspirado nos mutantes da Marvel. Infelizmente não produzido pelos estúdios respectivos, tal como o "Spider-Man", pelo que ficam de fora do conceito universal que estes estúdios têm construído ultimamente. Seja como for, após a salganhada do "X3" e do "assim-assim" do "Wolverine", este "First Class" surpreendeu e muito.
O poster ali em cima não será, certamente, o mais indicado para promover um filme dos X-Men, mas a verdade é que tem o benefício de nos recordar que a ideia original para este filme era continuar o tema das "origens" de certas personagens. Se anteriormente tivémos a origem do Wolverine, desta feita seria a origem do Magneto, uma das personagens mais interessantes da narrativa, por ser a personagm menos "preto no branco" de todas. Aparentemente um vilão, mas com razões para isso e uma agenda própria, Magneto tornou-se mais que um mero "comic book vilain", egocêntrico e megalómano. Tal como diz o poster, antes de Magneto havia o homem.
Infelizmente, desistiram da ideia de centrar o filme nesta personagem e reapresentaram a origem da equipa. É uma pena, pois ao ver o trabalho do brilhante Michael Fassbender, não pude deixar de pensar que mais desta abordagem teria sido muito mais interessante. Mas pronto, pressões de marketing, decerto. Nos dias que correm é difícil "vender" uma personagem que não é "um dos bons", embora também não seja "um dos maus", ou um "mau justificado". Adiante.
Apesar disso este é bem capaz de ser um dos melhores filmes da franquia "X-Men". Porque, apesar de se centrar na origem do grupo, a verdadeira enfâse foi colocada, efectivamente, no passado, e origens de Xavier e Lensherr, o "Professor X" e "Magneto" do futuro. O filme acaba por se centrar no background e origem de cada um, mostrando como durante um certo tempo os dois homens partilharam uma visão comum, a existência pacífica da sua raça, embora não os meios de a alcançar, nem o resultado final. Em consequência, a sua amizade e ideiais comuns acabam por se desfazer ao longo do caminho, fruto de interpretações e abordagens diferentes desses ideais.
Significa isto que os restantes "x-men" e quejandos tornam-se supérfluos e servem apenas para dar o colorido e acção expectáveis num filme deste. Mas Fassbender e MacAvoy podiam, perfeitamente, carregar ainda mais o filme. Especialmente Fassbender na parte em que se dedica a caçar ex-nazis pelo Mundo fora. Mais disto também teria ficado mais interessante...
Interessante opção foi também a de colocarem o filme, cronologicamente, nos anos 60 (época da criação dos X-Men em papel), no auge da crise nuclear dos mísseis de Cuba...ou não fossem os "X-Men" apelidados de "filhos do átomo".
Tudo isto considerado, um bom filme sim senhor.


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