terça-feira, julho 06, 2010

Prince of Persia

E mais um filme baseado num jogo de computador. Parece-me bem. Se a maior parte dos jogos de computador actuais parecem filmes autênticos, porque não pegar em jogos clássicos do passado e transformá-los também em filmes? Claro que os argumentistas têm de extrapolar e inventar ao máximo, pelo que, de comum com o jogo original o filme apenas possui o título. Parece que houve, mais recentemente, uma continuação do jogo, justamente chamado "Sands of Time", e onde o filme vai buscar mais elementos, mas não sei dizer mais, pois nunca o joguei ou vi sequer. Seja como for, acredito que o filme deva mais a essa versão que à original propriamente dita.
E que tal? Bom, há uma palavra, três sílabas apenas, que descrevem o filme na perfeição: TÍ-PI-CO. É um filme de aventuras típico, recheado de clichés do princípio até ao fim, e cheio de referências a outros filmes. Temos o herói que, de alguma forma falha no seu carácter e procura redimir-se, ao mesmo tempo que é injustamente acusado de algo, procurando, contra tudo e todos, limpar o seu nome, enquanto aproveita para salvar o Mundo. Temos o artefacto sagrado/místico que não pode cair em mãos erradas e tem de ser levado algures, temos o mistério que se prolonga até ao final, sobre quem é o verdadeiro inimigo, temos irmãos desavindos que se reconciliarão, temos um interesse romântico que começa mal, e uma personagem feminina que não é tão "donzela em perigo" como isso e que leva a uma "guerra dos sexos" que se estende pelo filme, em diálogos rápidos e cómicos. Temos até, os sidekicks, ou ajudantes pouco heróicos, mas, afinal, honrados.
Temos, portanto, o universo "Indiana Jones" e "Star Wars" transportado para um fictício reino persa, há laivos claros dos recentes filmes da "Múmia", e até do "Lord of The Rings" (aquelas imagens dos Hassansins a cavalgarem pelas florestas escuras, montados em cavalos com aspecto demoníaco...). Em suma "Prince of Persia" faz um potpourri de tudo isto, baralha e volta a dar, sob novas roupagens. Afinal, basicamente, só a localização geográfica e as roupas mudam.
Isto não quer dizer que seja um mau filme, dentro do género. Não. É apenas um típico blockbuster americano/Bruckheimer de Verão. Torna-se um pouco previsível para quem, geralmente, e apesar de tudo, se interessa em ver este tipo de filmes de vez em quando. Talvez um tanto ou quanto previsível sim, com pouca coisa de novo. Mas vá, sejamos magnânimos, e reconheçamos que, em geral, o raio do filme cumpriu. Bom filme de aventuras, para não levar muito a sério e passar um bom momento. Os efeitos especiais são básicos, mas suficientes. As tiradas jocosas entre os personagens principais têm alguma piada e as acrobacias aéreas do tal Princípe são divertidas e emocionantes (embora Jake Gyllenhall seja uma péssima escolha). Um bom filme, mas pouco memorável. Next!




E pensar que tudo começou assim:


Lembro-me de jogar Prince of Persia até à exaustão na consola Master System da SEGA, ou algo assim. E, se bem me lembro, na altura era considerado um jogo relativamente avançado, tendo em conta as animações, etc e tal. lol Parece algo saído do Jurássico, quano comparado com os jogos de hoje. Mas, convenhamos....podiam fazer menos coisas, podiam ser mais básicos e simplistas...mas eram ou não mais carismáticos que os de hoje? Eram. :D

2 comentários:

Menina da Rádio disse...

Correndo o risco de me associar ao termo "jurássico" tenho de admitir que tb joguei HORAS esse bendito jogo. Quanto ao filme, acho que (para variar) não tenho nada a acrescentar ao que disseste :)

Bola Oito disse...

lololol

obrigado!